terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Uma panorâmica do Museu Paranaense


Estive com o grupo que está executando o projeto "Volta ao Centro Histórico em 80 dias" para registrar o hoje Museu Paranaense.

Ao viajar para a Alemanha na década de 20, Júlio Gar­matter se encantou por uma mansão situada na cidade de Wiesbaden. Era exatamente o que ele buscava para conseguir marcar sua posição na sociedade curitibana. Afinal, o renomado empresário do ramo frigorífico ainda residia em um apartamento em cima de seu açougue.

Garmatter não pestanejou e adquiriu a mesma planta para construir um palácio praticamente idêntico ao da Alemanha em solo curitibano.

A construção foi executada, entre 1928 e 1929, sob responsabilidade do engenheiro Eduardo Fernando Chaves. Com aproximadamente 30 cômodos, sendo oito quartos, a mansão de Garmatter foi a primeira residência de Curitiba em que a garagem dava acesso direto à entrada da moradia. Fonte: Cassiana Lacerda

Foi vendido ao governo do estado por solicitação do interventor Manoel Ribas (amigo de Julio Garmatter) para sediar o governo, uma vez que o Palácio da Liberdade já era pequeno para esse fim. Considerado na época ideal para ser a sede do governo por localizar-se num ponto alto e de destaque e também, por suas linhas austeras e geométricas, distanciando da então considerada excessiva ornamentação do ecletismo.

Foi sede do governo estadual até 1954 (quando foi inaugurado o Palácio do Iguaçu). Foi então sede do TRE até 1987, quando restaurado foi destinado ao Museu de Arte do Paraná e em 2002 ao Museu Paranense.


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