quarta-feira, 25 de abril de 2018

Um vendedor de relógios na XV



Estava com amigos na rua Riachuelo e depois de muito fotografar por ali, resolvi por qualquer motivo, ir até a XV para uma curta caminhada.

Passando pela Galeria Lustosa vi esse senhor, sentado num dos bancos da rua, lendo um livro antigo pela cor das páginas e ao seu lado, um pano vermelho estendido com vários objetos sobre ele. Passei olhando e apenas alguns metros depois, voltei e me aproximei dele com óbvias segundas intenções fotográficas.

Passei a observar os objetos e ele notando minha presença, fechou o livro e num forte sotaque espanhol passou a me mostrar os relógios. Tratava-se portanto de um vendedor de relógios de bolso e outros pequenos em formato de animais, que ao apertar as orelhinhas, abria-se para revelar o relógio.

Escolhi uma coruja para presentear minha esposa e ao sacar uma nota de 50, ele pede desculpas e diz que acabara de chegar à Curitiba e que não dispunha de reais, tanto que nem um café pode tomar até então. Me perguntou então se eu aceitaria dólares de troco e fazendo uma rápida conversão, de deu as notas de dólares e agradeceu pois já dispunha de uma nota de reais para suas despesas imediatas.

Infelizmente não sou o tipo de fotógrafo como vários colegas talentosos por aí, que além de fotografar conseguem entrevistar a pessoa, extraindo informações e histórias interessantes. Do meu caro vendedor de relógios sei apenas que recém chegou à Curitiba vindo da Argentina.

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