terça-feira, 30 de julho de 2019

Casinha de madeira da Praça 29 de Março



Como disse Hipólita Senem, da família que construiu essa casinha de madeira pertinho da Praça 29 de Março, os lambrequins ausentes da casinha são como as cicatrizes ou marcas que a vida deixou na casa, assim como deixa nas pessoas.

Em maio de 2016 publiquei um texto da Hipólita no qual ela conta a história dessa casa. Os dois posts foram acompanhados dos desenhos que artistas do Brasil todo fizeram dessa casinha por ocasião do primeiro encontro nacional dos Urban Sketchers.

Abaixo apenas os primeiros parágrafos só para dar um gostinho do que podem encontrar no belo texto completo que tive a honra de publicar. Recomendo muito, pois é uma bela história. Links no final desse texto.

Nos disse então Hipólita Maria Zarutski de Paula Senem

Aqui estou para contar a história singela de uma casa, ora chamada de “a casa da 29 de Março”, e dar umas pinceladas nas gerações que ela assistiu silente transitarem por ela, e deixaram em suas paredes várias histórias, resgatadas aqui e ali por nobres lembranças, pelo carinho aos seus moradores, fatos pitorescos que indeléveis ficaram na vida de outrem.

A casa de madeira da 29 de Março foi mandada construir pelo Sr. Miguel Zarutski, operário polonês que aqui encontrou a descendente de italianos Maria; casaram-se e tiveram dois filhos, João e Anna.

O lugar escolhido para moradia ainda era um bairro distante do centro, pertencia à família de Ana Mann desde 31 de dezembro de 1887, o terreno foi adquirido diretamente com ela e em 17 de junho de 1922 foi registrada na Prefeitura Municipal de Curitiba a transferência legal a favor de Miguel Zarutski. Na época o terreno tinha por vizinho o campo do Poti Esporte Clube, o qual, mais tarde, dava lugar ao surgimento da Praça 29 de Março.

O projeto original da casa era muito simples, continha uma varanda que fazia sombra em todo o lado esquerdo da casa, o quarto principal à frente, uma pequena sala de visitas, sala de costura, comum à época, cozinha, banheiro, e mais um pequeno cômodo que abrigava a escada que dava acesso a dois quartos no sótão. A varanda nunca chegou a ser construída.

Para ver o texto completo e os lindos desenhos produzidos pelo USK Brasil, acesse o primeiro post aqui e o segundo post aqui.

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