domingo, 8 de novembro de 2009

Rua Barão do Rio Branco



A pequena travessa com aproximadamente setenta metros, começava na rua da Imperatriz e chamava-se Travessa do Leitner (onde o imigrande alemão possuía uma fábrica de cerveja). Após a libertação dos escravos, passou a chamar-se Rua da Liberdade, aberta pelo interesse da administração da estrada de ferro, tornando-se uma das mais importantes da cidade. Teve esse nome entre 1888 e 1912, quando passou a chamar-se Rua Barão do Rio Branco.

José Maria da Silva Paranhos, à pedido de seu pai, o Visconde do Rio Branco, recebeu a nominação do baronato do imperador D. Pedro II. Cônsul em Liverpool, Inglaterra, possuia residência em Paris. Seu respeitável acervo intelectual e sua atuação consular lhe garantiram o prestígio de diplomata competente. Por ocasião da proclamação da repúbllica, escreve ao ex-imperador, questionando se deveria por questão de fidelidade, abrir mão de sua carreira e posto diplomático. Dom Pedro (de quem era amigo) respondeu-lhe: "Diga-se ao Rio Branco que ele é bom servidor do País, ao qual terá ocasião de prestar serviços. Que continue a trabalhar pelo Brasil. Eu passo e o Brasil fica". Como ministro das Relações Exteriores da República, ajudou a solucionar problemas de limites territoriais com a Argentina, Perú, o território do Amapá e Acre. Entraram e sairam presidentes e pemanecia intocável o Barão, pois estava acima da política.

Faleceu no dia 10 de fevereiro de 1912, recebendo no Rio de Janeiro todas as homenagens como grande brasileiro.
Fonte: Livro "Ruas e histórias de Curitiba" de Valério Hoerner Júnior. Editora Artes e Textos. Curitiba, 2002

Um comentário:

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