segunda-feira, 31 de maio de 2010

Malabarista do asfalto


Não sei quando os malabaristas dos semáforos de Curitiba apareceram, mas certamente há anos eles se espalharam pela cidade. Na esteira deles, moradores de rua que visivelmente não têm a mesma intimidade com os malabares, arriscam-se com limões, bolas de tênis e o que tiverem à mão para ganhar o seu trocado.
O malabarista da foto (talentoso por sinal), fotografei no cruzamento da Rua Barão do Serro Azul com a Rua Treze de Maio. Em agradecimento pelas minha moedas, ele mandou um "muchas gracias hermano". Parece que um número razoável de malabaristas argentinos e uruguaios trabalham nas ruas do Brasil. Em Florianópolis, foram proibidos de trabalhar desde o ano passado, sob a alegação de serem imigrantes ilegais.

domingo, 30 de maio de 2010

Caminhando no Barigui


No Barigui você encontra pessoas que estão alí para correr, andar de bicicleta, jogar bola com seus filhos, fazer um churrasquino nas churrasqueiras comunitárias, ver uma exposição ou simplesmente caminhando sem outro compromisso além de apreciar a beleza do parque, a cidade ao longe, ver alguns animais e curtir um momento tranquilo, como esse menino pacientemente levando sua irmã para uma pequena caminhada e para ver os gansos.

sábado, 29 de maio de 2010

O guardador de carros do Jardim Ambiental


A figura encostada na árvore, supostamente guarda os carros que estacionam no Jardim Ambiental do Alto da XV, de pessoas que provavelmente frequentam os bares e restaurantes dessa região (como a Cantina do Delio, a Confeitaria Banoffi e o Citra). Fiz a foto de dentro do estacionamento do Positivo Jardim Ambiental.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Caminhar e correr no Barigui


Fiz essa foto num sábado de manhã e percebi que várias pessoas vão ao Barigui muito cedo para caminhar ou correr. Imagino que morando perto dali, não deve existir melhor opção para exercitar-se.
Informações bastante úteis que extraí do blog amigosdoparquebarigui.blogspot.com:
A volta externa do parque possui 5.100 metros, enquanto a volta interna possui 3.100 metros. Ambas possuem trechos em asfalto (principalmente) com alguns trechos de grama.
As dicas e informações úteis que os experts no Barigui dão para uma boa caminha ou corrida são:
· Chegue cedo nos finais de semana (antes da 9h seria o ideal) porque lota;
· Hidrate-se. Se não levar líquidos de casa, existem barracas que vendem além de água, água de coco e caldo de cana;
· Não há horário de funcionamento;
· O telefone da Secretaria de Esportes e Lazer é 3350-8484;
· Há vagas para estacionamento no local;
· Cobra-se uma taxa para acesso aos sanitários;
· Não existem guarda volumes no local;
· Existe uma ciclovia paralela à pista para caminhada e corrida;
· Existe vestiários no local;
· Existe equipamentos para exercícios;
· Há segurança no parque;

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Rumo à África do Sul




Da curta e discreta passagem da Seleção Brasileira por Curitiba, ficaram a decoração da Rua XV, uma exposição no memorial (que pretendo visitar), o bondinho com as cores da bandeira e um novo monumento ao lado do relógio da Boca Maldita, com a escalação de todas as seleções do Brasil que foram campeãs do mundo. No mês que vem, o Brasil irá parar por conta da Copa do Mundo. Sem dúvida não há evento que mobilize tanto o povo brasileiro como a copa e nada mais bacana do que acompanhar os jogos em companhia dos amigos (desde que o Brasil jogue bem e ganhe é claro!).

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Aniversário do Circulando por Curitiba


Há um ano iniciei esse blog dedicado à Curitiba, sem muitas pretensões além do meu desejo de registrar imagens e impressões de uma cidade que aprendi a amar como sendo minha. O desafio maior seria postar diariamente uma foto de Curitiba (ou com forte relação com Curitiba) e um texto referenciado a essa foto. Essa obrigação auto-imposta, fez com que eu buscasse diariamente novas imagens e cada vez mais informações sobre Curitiba. Descobri que existe, mas há pouca literatura dedicada exclusivamente a cidade de Curitiba, que essa informação está dispersa e há também, muita informação superficial espalhada pela web. Existiram exceções, como por exemplo, os posts sobre arquitetura modernista de Curitiba, cuja fonte foi o livro “Arquitetura do Movimento Moderno em Curitiba” do Professor e Arquiteto Salvador Gnoato; os posts sobre as ruas de Curitiba, cuja fonte foi o livro “Ruas e Histórias de Curitiba” de Valério Hoerner Júnior; algumas informações sobre a história de Curitiba dos livros de Anthony Leahy e os livros do Urbenauta Eduardo Emílio Fenianos (O Almanaque e os livros sobre os bairros de Curitiba).

Mas independentemente disso tudo, para mim tem sido uma jornada muito prazerosa, pois tendo a obrigação de registrar novas imagens a cada dia, fez com que eu ficasse quase que permanentemente junto da minha câmera e que passasse a olhar Curitiba com olhos mais atentos, num primeiro momento sobre a cidade em si e em seguida, sobre os que aqui moram e são esses os que fazem de Curitiba o que ela é. Percebi também, que meu blog é acompanhado silenciosamente pelos seguidores que se cadastraram e por outros seguidores ainda mais ocultos, mas ainda assim, fiz alguns contatos e algumas fotos e informações que consegui coletar, serviram à outras pessoas, o que me deixa bastante feliz. De bônus, no intuito de melhorar um pouco a qualidade da minha fotografia, fiz um curso básico e nesse momento estou terminando um curso intermediário, mas não contem para o professor Osvaldo sobre esse blog, pois ele é muito crítico e irá detonar as minhas fotos :o) .

Nesses últimos 365 dias, publiquei 363 posts contendo 671 fotos (dessas apenas 20 não são minhas) e textos extraídos de livros, internet e de minha própria autoria (por esses, minhas sinceras desculpas). De Curitiba falei de seus monumentos, de suas praças, de seus parques, de seus imigrantes, de sua história, de seus heróis, de seus artistas, de sua culinária, de suas ruas, um pouco das suas mazelas, de sua modernidade, de sua arquitetura, de seus teatros, de suas universidades, de seu verde, de sua gente e do jeito de ser dessa gente, que nasceu aqui ou veio de muitos lugares para estabelecer aqui o seu lar e onde, sua história foi, está sendo e será escrita. Em Curitiba escrevo a minha história e aqui, se Deus permitir, vou viver por muito tempo ainda, pois sou Curitibano de coração.
Para fazer a colagem de fotos desse post, selecionei as minhas fotos favoritas já publicadas.

terça-feira, 25 de maio de 2010

A Seleção Brasileira em Curitiba



A Seleção Brasileira está em Curitiba para a pré-temporada antes do embarque para a Copa do Mundo da África do Sul. Os jogadores e o técnico Dunga chegaram na sexta ao CT do Caju, do Atlético Paranaense. A Seleção fica em Curitiba até quarta-feira, quando embarcará para a África do Sul.

A Prefeitura de Curitiba preparou uma série de ações para marcar a passagem da Seleção Brasileira pela cidade. O chafariz da Praça Santos Andrade foi pintado de forma a lembrar a bandeira do Brasil. O Calçadão da Rua XV foi decorado com lanternas verdes e amarelas e flâmulas nos 141 postes da rua relembram os anos que o Brasil foi campeão. Todas as flores do calçadão foram substituídas por flores amarelas.

No próximo post, mostrarei como ficaram a Boca Maldita e o Bondinho.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Nem tudo são flores na Rua das Flores

Nesse domingo caminhei por toda a extensão do calçadão da Rua das Flores, pois soube que foi totalmente caracterizado com flores e elementos de comunicação, em alusão às conquistas do Brasil nas copas do mundo, tendo o verde e o amarelo como base. Ficou bem bonito de fato, como mostrarei nos próximos posts.

Uma situação, porém me chamou a atenção e devo dizer que causou bastante desconforto. Em alguns pontos da Rua das Flores, pessoas e grupos de moradores de rua ocupavam a frente de prédios, em especial a antiga sede do Banco Comercial do Paraná (que já apareceu nesse blog nos posts sobre arquitetura modernista) onde o numeroso grupo que lá estava mostrou-se um pouco hostil (mesmo eu não tendo feito qualquer movimento para fotografar esse grupo). Devo dizer que empalidece um pouco a beleza da XV e imagino, a disposição de turistas em explorarem o local fora dos dias úteis. Enfim, um choque de realidade.

Em pesquisa divulgada em 2008 pelo Ministério do Desenvolvimento Social, reportava que 2.776 pessoas viviam nas ruas de Curitiba. Essa pesquisa, conduzida no final de 2007, foi aplicada às pessoas que viviam em logradouros públicos, prédios abandonados, igrejas, abrigos e albergues. Segundo a pesquisa, a maioria (quase 90%) não é suportada por programas do governo, mas grande parte delas (72%) exercia alguma atividade remunerada, sendo a mais citada a coleta de material para reciclagem. Quanto aos motivos para estarem nas ruas, os principais foram pela ordem: envolvimento com drogas, incluindo álcool (36%); desemprego (30%) e conflitos familiares (29%). Nessa época a Fundação de Ação Social (FAS) da Prefeitura Municipal de Curitiba contestou os números, pois na mesma época teria contabilizado perto de 1.100 pessoas nessas condições nas ruas de Curitiba. A FAS tem programas voltados para essa população objetivando sua alfabetização e profissionalização e além disso, circula pelas ruas de Curitiba, recolhendo para abrigos os que se dispõe a isso.

A foto desse post fiz na Boca Maldita, nos bancos em frente ao Palácio Avenida. Nessa região havia bem mais pessoas e o clima estava bem mais tranquilo para fotografar.

domingo, 23 de maio de 2010

Sentinela do exército


Sempre que passo na Avenida Silva Jardim, vejo no alto do prédio do Quinto Batalhão de Suprimentos do Exécito, um sentinela que geralmente fica numa guarita na esquina com a Conselheiro Laurindo. Nesse dia da foto, vi pela primeira vez o sentinela se deslocando pelo telhado.

A UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) assinou com o exército, um termo de compromisso de compra e venda da área ocupada pelo exército nesse local (esquina da Avenida Silva Jardim e a Rua João Negrão), num total de 15,65 mil metros quadrados, onde a UTFPR pretende expandir seu campus. Uma vez consolidado o pagamento (que deve ter ocorrido no último mês de março), o exército terá um prazo de dois anos para deslocar o batalhão para o quartel general da 5.ª Região Militar e 5.ª Divisão de Exército, no bairro Pinheirinho. A UTFPR estima que o boa parte do projeto da universidade para ocupação dessa área deve estar concluído em 10 anos.

sábado, 22 de maio de 2010

Detalhe da Fonte de Jerusalém


Desculpem o post recorrente, mas esse detalhe da Fonte de Jerusalém no final da Avenida Sete de Setembro em Curitiba, teve um fundo muito melhor que o post original, tornando essa composição mais vívida.

Repetindo o salmo 127 da base, que eu acho muito bonito:

"Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela."

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Arte na Boca


Sábado é dia de arte ao ar livre na Boca Maldita em Curitiba, além de atividades lúdicas e esportivas. O conjunto de quadros dessa foto, sendo apreciados por pedestres, retratam principalmente a árvore símbolo de Curitiba, a araucária.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Domingo no Botânico


Domingo em Curitiba é um dia bastante bonito para visitar o Jardim Botânico, seja para passear, fotografar ou ver pessoas. Nesse dia, casais namoram debaixo das muitas árvores espalhadas toda a extensão do Botânico, pais e filhos brincam à vontade, pessoas caminham nos caminhos e trilhas e crianças por todos os lugares curtem esse contato com um pouco de natureza.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Da janela


meus pensamentos
cruzam os teus
como aviões no ar

da janela
os corações acenam
sem saber se vão voltar
Alice Ruiz

A moça que da janela conversava com um rapaz de bicicleta, numa calçada qualquer da cidade de Morretes, gentilmente permitiu que eu a fotografasse junto com o garoto sentado no parapeito. Ao contrário do que ela me disse, ela é bastante fotogênica.
Sobre Alice Ruiz, importante poeta de Curitiba, um post específico deve ser planejado.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Os Gansos do Barigui


Nos três bosques do Parque Barigui, constituídos por capão de floresta primária nativa e por florestas secundárias, procuram refúgios diversos animais nativos ou migratórios como garças-brancas, preás, quero-queros, tico-ticos, gambás, sabiás, biguatingas, preás, capivaras, cutias, sagüis, gambás e os simpáticos gansos que gentilmente autorizaram que eu os retratasse aqui.

Além de refúgio para animais, o Parque Barigui é também a grande área de preservação natural da região central da cidade de Curitiba. Seus bosques ajudam a regular a qualidade do ar enquanto que o seu imenso lago, com 230.000 m2, ajuda a conter as enchentes do Rio Barigui, que antigamente eram tão comuns em alguns trechos da parte mais baixa de Curitiba.

O Parque Barigui, assim como os demais parques de Curitiba, faz parte de uma política municipal de preservação de fundos de vale. O objetivo é evitar o assoreamento e a poluição dos rios através de monitoramento, proteger a mata ciliar, bem como impedir a ocupação irregular das suas margens, tornando estas áreas abertas à população na forma de parques.

Fonte: Prefeitura Municipal de Curitiba

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Barbeiro de Morretes

Ontem estive em Morretes para uma aula prática de fotografia. Como Morretes (50 km de Curitiba) é invadida nos finais de semana por turistas vindos de carro, trem e ônibus de todos os lugares, a cidade fica muito interessante para se fotografar, seja por conta dos turista, pelos seus habitantes e pela sua arquitetura.

Caminhando pelas ruas, me deparei com uma cena e um profissional raríssimo de encontrar numa cidade do porte de Curitiba: um barbeiro em plena ação. Todos os elementos da foto parecem remeter ao passado: o barbeiro, o cliente, a barbearia e tudo que a compõe. Em algum momento da história da humanidade, os barbeiros foram sendo gradualmente substituídos pelos cabeleireiros e as novas técnicas. Dessa classe, poucos restaram, mantendo um pequeno público fiel.

domingo, 16 de maio de 2010

Cemitério Israelita de Curitiba

No início da década de 20, membros da comunidade judaica tentaram construir um cemitério próprio, foram porém desestimulados pelo prefeito da época, João Moreira Garcez, sob o argumento de que já existia o Cemitério Municipal, amplo e franqueado a todos, no qual se respeitava qualquer rito fúnebre. Depois de negociações entre Salomão Guelmann e o arcebispo de Curitiba, em 1926, a Prefeitura construiu, na Avenida Água Verde, o cemitério Israelita ao lado do já existente cemitério cristão.

sábado, 15 de maio de 2010

Leão Alado da Via Vêneto

A foto mostra uma escultura no alto de uma estrutura que marca o início da Via Vêneto, que leva ao bairro de Santa Felicidade, reduto italiano e gastronômico de Curitiba. A escultura foi encomendada pelo ex-prefeito Rafael Greca. No comentário desse post, Julian informa que o leão alado é o símbolo de uma das mais importantes regiões do norte da Itália, o Vêneto, de onte imigraram os italianos que foram se estabelecer na região de Santa Felicidade.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Academias ao ar livre de Curitiba


A foto mostra a academia ao ar livre da Avenida Arthur Bernardes, no bairro Santa Quitéria. O texto abaixo explica essa grande iniciativa da nossa prefeitura.

Curitiba ganhou mais sete academias ao ar livre, que estão funcionando em parques, praças e centros de esporte e lazer nas Regionais Bairro Novo, Boa Vista, Boqueirão, Cajuru e Santa Felicidade. Agora já são 12 equipamentos instalados pela Prefeitura e, até setembro, a cidade contará com 130 espaços para prática de ginástica ao ar livre.

"São equipamentos para melhorar a condição física e, conseqüentemente, a qualidade de vida e a saúde das pessoas, ajudando a prevenir doenças", diz o prefeito Luciano Ducci.

Uma das novas praticantes de exercícios ao ar livre é a enfermeira Isaura da Conceição Costa. Todas as manhãs ela se exercita na academia do Eixo de Animação Arthur Bernardes. "Trabalho a noite toda, e antes de voltar para casa faço um exercício para me alongar e fortalecer os músculos", disse.

O vendedor autônomo Jacques Douglas Hollantz frequenta a mesma academia desde a inauguração do espaço, no fim de março. "Depois que colocaram o equipamento estou praticando mais exercício", afirmou.

Também animada com a academia da Arthur Bernardes, a aposentada Maria Helena Jraczyk pratica exercícios diários em dupla com a amiga Celestina Noqueira. As duas decidiram ter uma atividade física diária pela facilidade de praticar exercícios nos equipamentos da academia ao ar livre.

Parceria - Os equipamentos das academias são instalados por meio de parceria da Prefeitura com a empresa Assix Publicidade, que venceu o chamamento público. Por cinco anos, a empresa será responsável pela implantação, manutenção, conservação e produção de material gráfico (placas e folhetos) das academias. A parceria representa uma economia de R$ 6 milhões aos cofres municipais.

Os equipamentos das academias ao ar livre não têm pesos e usam apenas a força do próprio corpo para exercícios de musculação e alongamento. São indicados para pessoas acima de 12 anos. Para praticar, basta seguir as instruções básicas afixadas em um painel próximo. "O ideal é fazer o circuito completo de aparelhos", diz o secretário municipal do Esporte e Lazer, Rudimar Fedrigo.

Fonte: Prefeitura Municipal de Curitiba

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Trem saindo da estação


A foto mostra um trem deixando a estação central de Curitiba. De lá partem trens de passageiros e de carga. Por não ser uma área controlada pelo município, as estações, as áreas adjacentes e os trilhos, acabam destoando da paisagem urbana.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Igreja das Mercês ou dos Freis Capuchinhos

O engenheiro José Muzillo fez a planta da igreja das Mercês, sendo aprovada pelos superiores capuchinhos aos 6 de fevereiro de 1925. Os freis não perderam tempo e, aos 26 de junho de 1926, iniciaram os alicerces da igreja das Mercês. A pedra fundamental foi benta aos 26 de setembro de 1926 por D. João Fr. Braga, já arcebispo de Curitiba com a presença do governador do Estado, outras autoridades e mais 3.000 fiéis.

Aos 15 de setembro de 1929, o arcebispo benzeu a nova e atual igreja de N. Sra. das Mercês que custou 280.000$000 contos. A festa de inauguração foi aos 29 de setembro de 1929, já ultimada e decorada na parte interna como se encontra atualmente, com a estátua de N. Sra. das Mercês, esculpida em madeira pelo artista italiano Giacomo Scopoli. A igreja mede 51 x 18 metros. Passados sete anos, aos 24 de setembro de 1933, realizou-se a solene coroação da estátua de N. Sra. das Mercês com a presença de três bispos, autoridades e fiéis.

A torre da igreja das Mercês, com seus 52 metros de altura até o alto e mais de mil metros acima do nível do mar, foi inaugurada em 1949 e tornou-se uma novidade arquitetônica porque foi construída separada da igreja. Frei Beda Toffanello de Gavello, reitor da igreja das Mercês de 1944 a 1948 e de 1949 a 1951, foi quem mais se dedicou à esta construção. A torre foi inaugurada sem os sinos, que chegaram 11 anos mais tarde. Foram fundidos em Bassano del Grappa, na Itália. Após muitas dificuldades alfandegárias, os sinos chegaram em Curitiba aos 6 de abril de 1952, sendo bentos pelo arcebispo D. Manuel da Silveira D’Elboux. Aos 08 de junho de 1952, quando fr. Nereu J. Bassi era pároco, os sinos da torre das Mercês, doação do então governador do Estado do Paraná, Moyses Lupion e sua consorte Dna. Hermínia, bateram pela primeira vez, diante de grande multidão de fiéis que, entre palmas e vivas, saudaram o evento. Os quatro sinos pesam 1.950 quilos.

Fonte: http://www.ocapuchinho.com.br/Historia.php

terça-feira, 11 de maio de 2010

Vista noturna do Castelo do Batel


Ao levar minha filha para uma festa no Castelo do Batel, não resisti e o fotografei à noite.

Tendo sua construção finalizada em 1924 pelo cafeicultor e cônsul honorário da Holanda Luiz Guimarães, o Castelo do Batel foi comprado por Moysés Lupion, ex-governador do Paraná, em 1947, ano em que foi tombado pelo Patrimônio Histórico; teve outros usos até ser apontado como local adequado para um centro de eventos, em 2002.

Tal obra segue o estilo eclético, e é uma réplica dos castelos do Vale do Loire, na França. Destacam-se na mansão um torreão cilíndrico de cobertura cônica, os portais de arco pleno e as mansardas da cobertura; o telhado, de fonte inclinação, aparenta, de longe, ser feito com ardósia. Os paramentos de cor cinza, das paredes externas, são tratados à bossagem. Frontôes em arco interrompido e triangulares na platibanda, colunetas ombreando a entrada principal, portas almofadadas de madeira entalhada, vitrais, pisos de mármore no adro, são os detalhes externos de acabamento mais expressivos. Com amplas garagens, quadra de tênis, destaca-se pela ampla arborização e pelos jardins, entrevistos através dos magníficos portões e gradis de ferro forjado, foi o castelo durante muitos anos a principal referência arquitetônica da cidade e cenário de recepções e festas de grandes repercussões nos abastados meios curitibanos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Caixa d'água da Sanepar do Alto da XV


A foto mostra a trincheira decorada da Av. Vitor Ferreira do Amaral sob a Av. Nossa Senhora da Luz, no Alto da XV. Ao fundo, a caixa d'água da Sanepar, onde existe desde 1993 um Ecomuseu do Saneamento da Região Metropolitana de Curitiba. É um espaço destinado à preservação da memória do saneamento e à divulgação de idéias de conservação ambiental. Nesse espaço, muito frequentado por estudantes do ensino fundamental, os visitantes podem conhecer, na prática, o tratamento da água, do esgoto e participar de atividades de proteção ao meio ambiente. Popularmente conhecido como Caixa de Água do Alto da XV, a parte elevada do Reservatório Cajuru funcionou de 1948 até 1995.

domingo, 9 de maio de 2010

As quatro torres


Do alto das Arcadas das Ruínas essa foto mostra quatro torres, sendo elas, do plano mais distante para o mais próximo: a torre do memorial de Curitiba, a torre da Igreja da Ordem, a torre da Igreja do Rosário e a torre da Primeira Igreja Presbiteriana. No meio disso tudo parte das barracas da feira do largo.
Aproveito para desejar para todas as mães, um feliz dia das mães.

sábado, 8 de maio de 2010

Triste!

Ontem foi um dia particularmente triste para mim. Pessoas sinistras entraram em minha casa durante o dia e levaram tudo de valor que encontraram em eletrônicos, dinheiro e objetos pessoais. Revoltante saber que o fruto do trabalho de todos em casa foi simplesmente subtraído por estranhos e mais revoltante ainda, conviver com a idéia que essas pessoas circularam livremente pela intimidade do meu lar. Graças à Deus os prejuízos foram apenas materiais e assim como os conquistamos um vez, conquistaremos ainda mais com mais trabalho. Como dizem, sou brasileiro e não desisto nunca! Mas que estou triste, isso estou!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sorria!

Esse artesão estava numa animada conversa com uma amiga, que sua figura e seu trabalho chamaram a minha atenção. Fiz a foto e ele perguntou se eu o estava fotografando ou ao trabalho dele. Respondi que fotografei principalmente a alegria dele e acho que não ficou aborrecido.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Céu Laranja de Curitiba


Novamente me surpreendi com o céu visto da janela da sala da minha casa. Esse tom se aproxima mais do laranja que dizem ser bastante comum nas fotos do céu de Curitiba. Parece que atearam fogo em alguma coisa.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

As Ruínas e o avião

A foto mostra além do avião da TAM dando um vôo panorâmico sobre o centro de Curitiba, uma vista parcial das Ruínas de São Francisco, que deveria ter sido a nunca concluída igreja de São Francisco de Paula. Em 1811 ficaram prontas a capela-mor e a sacristia, mas em 1860 as pedras que finalizariam a construção foram usadas na conclusão da torre da antiga Matriz, hoje Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz.

Dizem que um certo pirata (!) teria ocultado um tesouro em túneis nessa região. O local possui um anfiteatro e espaços para comércio sob a arquibancada, formando um conjundo denominado “Arcadas das Ruínas”. Do alto da arquibancada se tem uma bela vista de toda a feirinha e do centro de Curitiba.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Centro de Convenções de Curitiba - Antigo Cine Vitória

O antigo Cine Vitória na Rua Barão do Rio Branco, foi o maior cinema de Curitiba (1800 lugares) num projeto de Lotário Seigert de 20 de novembro de 1964, teve suas atividades encerradas em janeiro de 1987, após 23 anos de existência, quando foi adquirido pelo Governo do Estado, com o objetivo de sediar o Centro de Convenções de Curitiba. Possui 8426 m² de construção, distribuídos em 3 blocos e quatro auditórios, sendo dois com 184 lugares, um com 215 e outro com 900 lugares.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Quitanda

Em Curitiba, as grande redes de supermercados (nacionais e internacionais) sufocaram os comércios de bairro, fazendo desaparecer as quitandas e as mercearias. Raros os que resistem e persistem em seu comércio, que são especiais por serem humanizados, pessoais, onde você e o dono do estabelecimento se conhecem pelo nome.
A quitanda da foto é provavelmente a única que conheço no centro da cidade. Fica na Alameda Dr. Carlos de Carvalho, entre a Voluntários da Pátria e a Ermelino de Leão. Casualmente estava passado de carro pela Carlos de Carvalho e ví a moça fotografando a quitanda e imagino, o seu proprietário, aproveitei para fotografar a fotógrafa e o objeto de seu interesse. O colorido das frutas dessa quitanda sempre tornaram um pouco mais agradável esse trecho de rua.

domingo, 2 de maio de 2010

Praça Osório e o Edifício Asa

Essa foto foi feita do terraço de um prédio na rua Voluntários da Pátria, no centro de Curitiba e desse ponto podemos observar a Praça Osório, a Rua Voluntários da Pátria e o Edifíco Asa, onde morei com meus pais por mais de 12 anos. Meus pais aliás, estão quase chegando aqui em casa para um churrasco de almoço domingo.

sábado, 1 de maio de 2010

O Cavalo Babão

Fiz essa foto do Cavalo Babão (ou Fonte da Memória) do Largo da Ordem e buscando referências na web, achei um excelente texto do colunista José Carlos Fernandes publicado na Gazeta do Povo de 04 de abril de 2008, que estou reproduzindo na íntegra abaixo. Se o texto permanecer no blog é porque o colunista permitiu ou não percebeu que teve sua coluna replicada nesse modesto espaço.

“Es hermoso. Muy lindo. E jorra água pela boca. Em Montevidéu não tiene igual”, desmancha-se a enfermeira uruguaia Níbia Silva, 52 anos, num portunhol de cristaleira, diante da mais popular obra pública de Curitiba – o “Cavalo Babão”. Não adianta espernear. A fama do monumento pode ser comprovada numericamente. Num único domingo, o “Babão” é visto por nada menos do que 18 mil passantes, público médio da Feirinha do Largo da Ordem, com a qual a obra se confunde.
Não se trata de uma visita intencional, é verdade, mas que ajuda a aumentar a popularidade, ajuda. Aliás, nenhuma das 240 esculturas de praças de Curitiba goza de tamanho privilégio. O mesmo se diga de espaços de arte em geral. A administração do Museu Oscar Niemeyer, por exemplo, precisa ralar um mês para atrair 15 mil pessoas – o que é fichinha para o Babão. Resta saber das razões de tanto afeto.

Uma das explicações é geográfica. A “Fonte da Memória” – nome oficial da obra criada pelo escultor Ricardo Tod, morto prematuramente em 2005, aos 42 anos, num acidente de carro na BR-116 – tem como vizinhos ilustres a Igreja do Rosário, a Sociedade Garibaldi, o Relógio das Flores, o Palacete Wolf, o Solar do Rosário e a Igreja Presbiteriana Independente. Desde 1995, quando o bronze foi instalado, como que por encanto virou ponto de referência, deixando os marcos históricos na arquibancada. Um lugar fica antes ou depois, perto ou longe, para cima ou para baixo do “Cavalo Babão”. E fim de papo.

Há também razões de ordem afetiva. Basta conferir o que se fala do cavalo em pelo menos 180 endereços da internet, muitos deles blogs de jovens que relatam sua cumplicidade com o logradouro. Nas madrugadas frias do Largo da Ordem, sem um Engov à mão, não é difícil imaginar o encontro alucinante com um cavalão de dois metros de altura e 15 toneladas, mas que também regurgita como um reles mortal. Há blogueiros que chegam a recomendar: em caso de súbito mal-estar, recorra às águas da fonte. Muy triste!

Não é tudo. “Fonte da Memória” ganhou os braços do povo pela força de sua plástica. Os dentes à mostra, a boca aberta e olhar de fúria são tão familiares que não raro alguém esbraveja um curto e grosso “não me olhe com essa cara de cavalo babão.” Sem falar na baba, essa intratável. Quem é que não teve na vida pelo menos um dia de babão? O meu foi aos 12 anos, durante uma aula de datilografia: a, s, d, f, g. Ops! Tarde demais.

Tudo isso é para dizer que o “Cavalo Babão” tem uma qualidade rara em se tratando de arte pública: é infalivelmente divertido. Essa teoria costuma deixar o ex-prefeito Rafael Greca nos cascos. Foi em sua gestão que o eqüino chegou à Garibaldi, com o nobre intuito de louvar as tropeadas. Mas o povo que bate ponto na praça, além de tolerância estética, parece preferir a história contemporânea. “O cavalo é bacana porque baba”, resume o motorista Edimir Nunes de Lima, 36 anos, flagrado com a namorada, na última terça-feira, bem nas barbas do nosso “Gattamelata” – escultura eqüestre de Donatello que inspirou todas as outras. Foi ali, onde a babugem respinga, que Ed desvendou de uma vez por todas o enigma do Babão.