sábado, 23 de fevereiro de 2013

Grupo de caminhadas observacionais - Franco Giglio


Na rua Visconde de Nacar perto da Carlos de Carvalho, paramos para observar o Ed. Brasilio de Araújo, em cuja fachada existe um mural de Franco Giglio. O mural está precisando de restauro, o que soubemos que acontecerá em breve.

Giglio nasceu em Dolceacqua, na Itália, em 1937, vindo para o Brasil aos 21 anos. Sem formação acadêmica, começou a trabalhar com outro italiano, Antônio Mucci, estabelecido em Minas, que, entre uma infinidade de obras musivas, legou o único livro escrito até hoje sobre mosaico no Brasil: Compêndio Histórico-técnico de Arte Musiva, publicado pela Editora Ao Livro Técnico em 1962, esgotado há muito tempo.

 Ao final dos anos 50, Mucci fora convidado a realizar o painel “A Evolução da Moeda através dos Tempos”, na cidade de Juiz de Fora –  obra que permanece bem preservada, no prédio da Secretaria Estadual de Fazenda, antigo edifício do Banco Mineiro da Produção – em mosaico de pastilhas cerâmicas com recobrimento vítreo. Convidou Giglio para acompanhá-lo na empreitada. O filho de Dolceacqua aprendeu a técnica e não mais a deixou, passando a exercê-la em Curitiba, onde fixou residência e ateliê.
 Franco Giglio tornou-se muralista, tendo realizado trabalhos em mosaicos para o Cemitério de Curitiba, para a Assembleia Legislativa do Paraná, para o Colégio Lins de Vasconcelos e para outros prédios públicos e residências particulares. De grande afabilidade, fez um círculo de amigos fiéis entre os artistas paranaenses. Poty Lazarotto confiou a ele a realização de um de seus painéis em azulejos mais vistosos, o Monumento ao Tropeiro, e insistiu com ele para abrir o portfólio e exibir  seus desenhos.
Em 1975, Giglio casou-se com Roseli de Almeida e retornou à sua querida Dolceacqua. Passou a residir em Mantova, depois em Verona – onde um incêndio, ocorrido em 1979, devastou grande parte de seus antigos desenhos. O artista veio a falecer em abril de 1982, aos 44 anos de idade.

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