sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O Edifício Teixeira Soares e a UFPR

O edifício Teixeira Soares é uma construção em alvenaria, de 1941. O prédio servia para os serviços de manutenção e administração da Rede Ferroviária Federal e é considerado, hoje, uma UIP (Unidade de Interesse de Preservação do município de Curitiba). A área construída hoje tem, no total, 13.102,68 m².
O prédio, cedido à Universidade Federal do Paraná, está sendo restaurado e fará parte do novo campus Rebouças da UFPR que uma vez concluído terá no total, 62.000 m². O espaço poderá acolher pelo menos 5 mil alunos por turno. Além da biblioteca, o campus terá também auditório e Restaurante Universitário. Fonte: Site da UFPR
Sem dúvida é uma forma brilhante de preservar e ressignificar a arquitetura curitibana.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Pouco se falou dos moradores de rua

Pois bem! Hoje é o último dia da propaganda eleitoral gratuita no rádio e tv antes do primeiro turno das eleições municipais.

Ouvi apenas duas menções à questão dos moradores de rua de Curitiba. Uma declaração infeliz de um candidato quanto aos odores de uma pessoa que ele transportou em seu carro (mas vale perguntar quantas vezes os outros candidatos transportaram em seus carros um morador de rua) e uma candidata que conversava com um grupo numa praça, concluindo que se esses tivessem as camas deles (um lugar para chamar de seu) num abrigo da prefeitura, deixariam de morar nas ruas.

Enfim, uma tema complicado, que agravou-se muito ao longo dos anos e que não me parece estar sendo tratado de forma eficiente e também, sem apresentação de propostas que possam apontar uma solução.

A foto foi feita a partir do meu carro, quando parei diante da rodoviária velha ou terminal do Guadalupe.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Um castelo no centro de Curitiba



Normalmente não acho muito bacana quando uma intervenção termina por descaracterizar demais um prédio (como fizeram com a Casa Edith), mas essa na esquina das Alamedas Augusto Stellfeld e Prudente de Morais achei bem bacana.
A pintura aproveitou detalhes do prédio que lembram um castelo, para pintar em toda a sua fachada uma cena ambientada na França, com direito à castelo, balão e a Torre Eiffel.
A arte é de autoria de Michael Devis.
Não sei dizer se a pintura tem relação com a ocupação do prédio. Qualquer passarei por lá novamente para conferir.
A foto do prédio antes da pintura eu emprestei do Google Street View.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Um belo trechinho de rua no Batel

Essa é uma pequena rua no Bairro do Batel chamada Deputado Antônio Baby. Tem uma quadra apenas e fica entre a Av. Batel e Gonçalves Dias.
Todas as lojas nessa rua funcionam em prédios baixos, muito parecidos uns com os outros, diferenciando-se umas das outras por detalhes como vitrines e cores. Na avenida Batel, nesse trecho há antigos casarões muito bonitos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Comunidade do Redentor e o Urban Sketchers de Curitiba





No sábado o Urban Sketches de Curitiba esteve na comunidade do Redentor, fazendo parte dos 150 anos da fundação da primeira comunidade luterana em Curitiba, numa casa alugada no São Francisco. Em 1872 foi construído o primeiro templo, no terreno onde hoje estão a Igreja do Redentor e o Colégio Martinus.

domingo, 25 de setembro de 2016

Tudo o que você vê

A foto do carrinheiro (ou agente da reciclagem, como disse uma candidata) foi feita diante da sede da Fundação Cultural de Curitiba, o Moinho Rebouças na rua Engenheiros Rebouças.
Creio que novas intervenções foram feitas nas suas paredes, as quais espero fotografar em breve.

sábado, 24 de setembro de 2016

kur yt yba

Curitiba é uma palavra de origem Guarani: kur yt yba quer dizer "grande quantidade de pinheiros, pinheiral", na linguagem dos índios, primeiros habitantes do território.

Nos primórdios da ocupação humana, as terras onde hoje está Curitiba apresentavam grande quantidade de Araucaria angustifolia, o pinheiro-do-Paraná. A árvore adulta tem a forma de uma taça.

Sua semente é o pinhão, fonte de proteína e alimento de grande consumo, in natura ou como ingrediente da culinária regional paranaense. O pinhão servia de alimento a um pássaro também encontrado em grande quantidade no começo da ocupação do território: a gralha-azul (Cyanocorax caeruleus). De corpo azulado e cabeça preta, a gralha-azul, diz uma lenda, colhia o pinhão com o bico e o enterrava no solo para consumo posterior. Desses pinhões enterrados acabavam nascendo novos pinheiros. Fonte: Site da Prefeitura de Curitiba

O pinheiral que aqui existia foi devastado para dar lugar às casas de madeira de araucária, que lentamente estão também desaparecendo da paisagem e assim, uma segunda vez as araucárias estão indo ao chão. Inevitável? Penso que sim.

A foto de hoje foi feita na Rua Sete de Setembro, perto da Praça do Japão.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Telhados

Desse ponto de vista o Centro Histórico fica mais difícil de ser reconhecido. É necessário olhar um pouco mais de perto para perceber os prédios, o mural, a casa.
A foto foi feita a partir do Memorial de Curitiba.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Flores

Não sei se são flores o que apresenta essa pintura numa garagem na rua Saldanha da Gama no Alto da XV, mas que seja!
Hoje começa a primavera e segundo o telejornal, sem El Niños ou Las Niñas, parece que a estação terá temperaturas amenas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Pokemon GO no Passeio Público

Este senhor, que suponho seja o pai do garotinho da camisa 10, pacientemente aguardava o menino jogar seu Pokemon GO.

Não tenho acompanhado muito o que tem rolado em relação à esse jogo, mas me parece que o Passeio Público é um lugar cheio de pokestops, onde você pode pegar itens importantes para continuar no jogo, como pokebolas, ovos, frutinhas, poções e toda essa espécie de coisas.

Tem tanta gente frequentando o local por causa do jogo que instalaram totens com tomadas para o pessoal recarregar seus celulares.

Há quem critique o jogo (quisera eu inventar um trem tão bem bolado quanto esse), mas olhando especificamente o caso do Passeio Público, pessoas estão saindo de casa para caminhar pelo passeio, o que o torna melhor frequentado.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

As linhas de Rubens Meister na Rodoviária de Curitiba





A rodoviária de Curitiba, de 1972, é um projeto de Rubens Meister e que segundo li,  seria uma das suas últimas obras públicas (dele também são os projetos do Teatro Guaíra, Teatro da Reitoria, Prefeitura de Curitiba, Colégio Tiradentes, Centro Politécnico).
Hoje publico algumasnfotos que fiz em minha última visita à rodoviária, evidenciando as linhas que tanto marcam o local.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Passeio Público, Croquis Urbanos, Dia da Árvore




Antecipando o Dia da Árvore, que é comemorado no dia 21 de setembro, um pouco antes do início  da Primavera, o encontro de ontem do Croquis Urbanos de Curitiba aconteceu no Passeio Público, o nosso Central Park, com a ressalva de que nem sempre o Passeio é bem frequentado, nem sempre bem cuidado e normalmente tem um cheiro esquisito, mas independentemente disso, o Passeio Público é lindo, continua sendo (poderia ser mais) uma grande opção de lazer para muitas pessoas. e certamente é um dos lugares em Curitiba com as mais belas árvores.

domingo, 18 de setembro de 2016

Residência Paulin e o Urban Sketchers Curitiba


Ontem estive com o Urban Sketchers Curitiba num lugar que parece ter saído de um filme. Já conhecia essa casa com o nome de a Casa do Alpendre. Ao fotografá-la de mais perto na semana passada, descobri que podemos chama-la agora de Residência Paulin.
O dia estava lindo, a família generosamente abriu sua porteira para a entrada do grupo e espalhados pelo enorme terreno, registramos essa casa incrível que à todos encanta quanto passam pela rua Nicolau José Gravina no bairro Cascatinha.
Logo farei outro post com mais fotos da casa e contando um pouco da sua história.

sábado, 17 de setembro de 2016

Aos que gostam e aos que não gostam de mensagens

Na rua Dr. Manoel Pedro quase esquina com a São Luiz há um técnico especializado em máquinas de costura (ele sempre coloca um belo exemplar na calçada como mostruário). Além de técnico, ele tem uma veia filosófica, o que pode ser conferido nas muitas placas que ele instala na frente da sua oficina, trocando as mensagens constantemente.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Gazeta do Povo






O jornal Gazeta do Povo foi fundado por Benjamin Lins e De Plácido e Silva. A primeira edição do jornal saiu no dia 3 de fevereiro de 1919.

A primeira sede do jornal ficava na rua Dr. Muricy, entre a XV de Novembro e a Praça Zacarias, numa época em que as notícias chegavam por telégrafo e jornal impresso por tipografia.

Em julho de 1923 a Gazeta foi transferida para a Rua XV de novembro, 53. Nesse endereço o jornal permaneceu por 28 anos, no meio do burburinho de Curitiba.

A mudança para o atual endereço na Praça Carlos Gomes aconteceu em janeiro de 1951. A nova sede permitiu maior expansão da estrutura do jornal, especialmente de seu parque gráfico e da equipe de redação.

Um belo ritual que persiste até hoje nas portas da Gazeta é a anual divulgação do resultado do vestibular da Universidade Federal do Paraná, quando edições extras com o resultado é distribuído à multidão de pessoas que ansiosamente aguardam o resultado na Praça Carlos Gomes.

Hoje publico algumas fotos da fachada da sede da Gazeta na Praça Carlos Gomes e as informações históricas foram obtidas do site do jornal.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Modernismo feito de madeira?

Quem sabe os amigos arquitetos possam contribuir com informações precisas, mas essa casinha de madeira (que não me lembro onde fotografei) não parece apresentar linhas que lembram a arquitetura modernista?
Acho perfeitamente possível que a pessoa que projetou essa casa tenha se inspirado nos traços modernistas, já que o estilo deu suas caras por aqui na década de 30, tendo seu auge nas décadas de 50 e 60.
Modernismos à parte, o dono não abriu mão da capelinha com um santinho para proteger a casa e seus ocupantes.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O castelinho da Praça Carlos Gomes


A Praça Carlos Gomes nem sempre teve esse nome.

Em 1884 recebeu o nome de Praça Sete de Setembro. Mais tarde já na república, mudou o nome para Praça da Proclamação e em 1896, ganha o nome atual em homenagem ao compositor Carlos Gomes.

As obras para embelezar a praça começaram na gestão de Luiz Xavier (ajardinamento), continuou com Cândido de Abreu (lago, queda d’água e abrigo para cisnes). Em 1925 o local recebeu um busto de bronze do compositor feito por João Turin.  O calçamento de petit pavé da praça apresenta desenhos relativos à música.

Essas informações foram obtidas no site Curitiba Space, mas a respeito de um elemento da praça, uma torre de castelo no lago, não encontrei referências na internet.

Durante o encontro do Croquis Urbanos na praça, lembro-me do amigo Fernando Popp comentar que o castelinho teria relação com uma das óperas de Carlos Gomes.

De fato, a primeira ópera de Carlos Gomes chama-se “A Noite do Castelo”, baseada na novela homônima de Antônio Feliciano de Castilho. Creio que é uma ótima explicação para o castelinho, cuja foto publico hoje.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Lendo jornal

Essa é uma cena que não via há um bom tempo. Era muito comum as bancas de revistas da XV pendurarem os jornais do dia nas paredes e na frente desses, um bolinho de pessoas para ler as manchetes do dia. Como as manhãs na XV já não é mais parte da minha rotina, não sei se esse costume ainda persiste.
A foto foi feita (acredito) na André de Barros entre um bar/banquinha e uma loja de roupas.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Caminho Trentino




Naquele lugar de nome gigante em Piraquara, a Colônia Imperial Santa Maria do Novo Tirol  da Boca da Serra, além das belas casinhas de madeira que já postei anteriormente, há também uma igrejinha muito simpática dedicada à Nossa Senhora da Assunção e uma linda e tranquila vista para um lago emoldurado por árvores montanhas.

domingo, 11 de setembro de 2016

Diversidade na arquitetura do Seminário e Capina do Siqueira








Algo bem interessante que encontramos na última caminhada observacional pelo Seminário e Campina do Siqueira foi a diversidade da arquitetura. Creio que essa diversidade é devido à áreas residenciais antigas cortadas por vias rápidas e comerciais como a Mario Tourinho, por isso encontramos edificações tão diferentes como as que publico hoje.

sábado, 10 de setembro de 2016

E os que vivem nas ruas?

Não sei se há algum estudo que trate da questão dos moradores de rua em Curitiba. Quem mora aqui há muitas décadas como eu, vê pelas calçadas da cidade o quanto aumentou (muito) a quantidade de pessoas que vivem sob as marquises da cidade.
Não sei também o quanto a FAS ou outros órgãos do poder público podem fazer para ajudar essas pessoas nessa situação e nem o quanto essas pessoas querem ser ajudadas.
Trata-se apenas de um mal de cidade grande? O problema cresceu na mesma proporção em que cresceu a cidade? A crise econômica pela qual estamos passando tem pequena ou grande parcela no agravamento disso?
Percebo que as campanhas dos candidatos a prefeito no rádio e TV foi encurtada, garantindo aos candidatos poucos minutos, mas não ouvi em nenhum momento qualquer menção à essa questão dos moradores de rua. Há alguma solução que possa ser efetiva?

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Um feriadão para pedalar

Por toda cidade nesse feriadão encontrei vários ciclistas aproveitando a cidade e o bom tempo para pedalar, uma atividade mais do que ideal para combinar passeio e atividade física.
Hoje para quem fez a ponte entre os dois dias de feriado e o final de semana, mais uma oportunidade para circular pela nossa bela cidade. A foto foi feita sob o viaduto do Capanema.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Moinho Graciosa

Procurei na internet alguma informação para acompanhar a foto que fiz da antiga fábrica do Moinho Graciosa no Jardim Botânico.

Nada encontrei da história desse moinho além de notícias de que em 2015/2016 a massa falida de empresas tradicionais do paraná foram à leilão, tais como Malas Ika, Tip Top, Pisos Trevo, Melyane (que produzia mesmo falida), Hermes Macedo e o Moinho Graciosa (falido em 1998), cujo leilão aconteceu em abril desse ano.

Uma das matérias que li (na Gazeta) cita como pontos comuns entre essas tradicionais empresas que as levaram à falência a não adaptação às mudanças da economia, má administração familiar (não profissionalização) e disputas familiares.