sábado, 16 de janeiro de 2010

Dra. Zilda Arns


As bandeiras Brasil afora estão hasteadas a meio-mastro em sinal de luto pela morte da fundadora da Pastoral da Criança, Dra. Zilda Arns Neumann, que faleceu no último dia 12 de janeiro de 2010, em razão do terrível terremoto que assolou o Haiti e sua capital, Porto Príncipe. Dra. Zilda estava no Haiti participando de uma conferência, com o objetivo de motivar os voluntários da Pastoral da Criança no Haiti.

Autoridades como os governadores do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, o prefeito de Curitiba, o presidente da Câmara Federal dos Deputados, o presidente da república, várias outras autoridades e principalmente a população e seus seguidores, formaram grande filas para despedir-se da Dra.Zilda, que está sendo velada no Palácio das Araucárias, no Centro Cívico de Curitiba.

É uma perda a ser lamentada, não somente em Curitiba, no Paraná ou no Brasil, mas em todo o mundo, pois pessoas com tamanha bondade e desprendimento em favor do seu próximo, principalmente crianças carentes, são muito raras de se encontrar.

O seu trabalho e a Pastoral da Criança, fundada em 1983, foi responsável pelo salvamento de milhares de vidas de crianças de 0 a 6 anos. Mais de 1,9 milhões de crianças e gestantes, em quase 5.000 municípios brasileiros, são assistidos pela Pastoral através de seus mais de 260.000 voluntários. Esse acompanhamento feito pelos voluntários inicia-se na gestação e acompanha as crianças até os 6 anos, através de ações simples, tais como controle do peso e altura, informações sobre nutrição, higiene e prevenção de doenças, uso de soro caseiro e outras informações que surtiram um efeito tão decisivo na redução da mortalidade infantil entre as crianças acompanhadas, que chamando a atenção do mundo, teve seu programa implantado em mais de 20 países da América, África e Ásia. Considerando o seu universo de atuação, a mortalidade infantil foi reduzida a menos da metade da média nacional, um dado mais do que surpreendente, pois as crianças acompanhadas pela Pastoral são oriundas de regiões mais pobres do que a média nacional.

Além de sua indicação pelo governo brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz em 2006, a Dra. Zilda Arns recebeu diversas condecorações tanto nacionais como internacionais.

É, portanto uma pessoa a ser lembrada, admirada e principalmente, a ser seguida. Certamente os seus mais de 260 mil voluntários, seguirão na sua missão de salvar vidas de crianças, oferecendo, sem nada cobrar em troca, informação, qualidade de vida, cura e amor.

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