domingo, 1 de maio de 2011

De volta ao Memorial de Curitiba




Já havia feito um post sobre o Memorial de Curitiba, mas as informações que dispunha na época nem de perto se comparam ao que encontrei no livro Espirais de Madeira – Uma história da arquitetura de Curitiba, de Irã Taborda Dudeque. As informações abaixo foram obtidas a partir da leitura do capítulo “panorama do agora” (pgs. 370 – 373). Recomendo a leitura de todo o capítulo (e do livro todo), pois o assunto do Memorial está inserido num contexto mais amplo ainda, considerando o Paço, o Centro Cívico e o movimento paranista.
Nos anos de 1993 e 1994, por ocasião dos 300 anos de Curitiba, o Memorial de Curitiba foi construído no Largo da Ordem. O terreno que pertencia ao INSS, era usado como estacionamento. O projeto foi concebido pelos arquitetos Fernando Popp, Jaime Lerner e Valeria Bechara, de forma a unificar o Memorial aos edifícios históricos do entorno, concentrando diversas atividades artísticas e culturais de Curitiba. O Memorial seria como uma praça coberta, espaço de exposições e mirante para a Curitiba que o cerca, em diversas direções e ângulos que de outro local não seria possível. A sua estrutura metálica é apoiada num único pilar, do qual partem as vigas que sustentam a cobertura. Esta estrutura mimetiza o tronco e os galhos de uma araucária.
O autor do livro considera que pela proposta e pela sua inserção, o Memorial de Curitiba é uma obra-prima da arquitetura curitibana dos anos 1990, e uma das obras que concentra a maior carga de significados na arquitetura da cidade no Século XX.

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