terça-feira, 28 de agosto de 2012

Grupo de caminhadas observacionais - Rebouças





O nome do bairro Rebouças é uma homenagem aos engenheiros Antônio e André Rebouças que vieram para o Paraná, no final do século XIX, para construir a Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá.  Isso explica o fato de uma das principais ruas do bairro se chamar Engenheiros Rebouças e não “Engenheiro Rebouças” como muitos a chamam. Antônio Pereira Rebouças Filho chegou a Curitiba em julho de 1864, quando assumiu o cargo de engenheiro chefe da Estrada da Graciosa. Já André Rebouças, um dos maiores cientistas da época, foi qualificado por Euclides da Cunha em sua obra “Os Sertões”, como um homem de “mentalidade rara”. André e Antônio Rebouças, associados a um grupo de capitalistas do Rio de Janeiro, foram os responsáveis pela fundação da primeira indústria madeireira do Estado do Paraná, a Companhia Florestal Paranaense. Também coube aos irmãos Rebouças, a inovação no sistema de embalagem da erva-mate, ao utilizarem barricas de pinho e não mais os surrões de couro.
O bairro está historicamente ligado à industrialização da cidade, pois até a criação da C.I.C. (início da década de 1970) era ali o "antigo" setor industrial, com as principais industrias de Curitiba, tais como: Matte Leão, Matte Real, Fiat Lux (Swedish Match) e a Brahma (AMBEV).
Tentei buscar algum histórico da fabrica da AMBEV no bairro, mas não achei. Sei que antes da AMBEV engolir todas as cervejas, ali era somente a fábrica da Brahma, que eu tive o prazer de visitar durante a faculdade (o final da visita foi memorável, com aqueles garçons todos trazendo o que desejássemos beber).

3 comentários:

  1. Lembro das Industrias Langer (fundição) e a ICO (atual FG que está na CIC) funcionando na região de Rebouças até os primeiros anos da decada de 80.

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    1. Oi Mari. Voce deve ter convivido bastante com esse antigo setor industrial de Curitiba.

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  2. Meu pai trabalhava numa fabrica de máquinas agricolas que funcionava na R.Eng.Rebouças. Morávamos na R.Rockefeller, ele ia ao trabalho de bicicleta. Uma vez ao mês, o meu pai e o patrão viajavam a S.Paulo comprar peças que não tinha em Curitiba. Isso foi na primeira metade dos anos 1970.

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