segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Penitenciária do Ahú


Fiz essas fotos da janela do apartamento de um amigo no Juvevê, de onde se consegue ter uma vista bem ampla da antiga Penitenciária do Ahú. O local num passado recente, serviu de palco para o Festival de Teatro de Curitiba e de cenário para uma novela da Globo e para o filme Estômago.
Do site da Secretaria da Justiça, Cidadania e dos Direitos Humanos do Governo do Estado do Paraná, obtive as seguintes informações sobre a história do local.


Foi à primeira Penitenciária do Estado do Paraná e sua origem data de 5 de janeiro de 1909, não se tendo notícias de inauguração formal, sendo denominada inicialmente como Penitenciária do Estado.
Sua capacidade inicial era de 52 celas individuais. O regime adotado era o de Auburn que previa: "se observará o encarceramento celular durante a noite, e o trabalho em comum durante o dia, sob regimento rigoroso do silêncio".
A transferência dos presos da cadeia pública do centro da cidade somente foi possível devido ao acordo firmado em 28 de abril de 1905 entre o Secretário de Estado dos Negócios, Obras Públicas e Colonização, Dr. Francisco G. Beltrão, e o Provedor e Responsável da Santa Casa de Misericórdia, Monsenhor Alberto José Gonçalves. O governo prontificou-se a construir no bairro do Prado (hoje Prado Velho), novas instalações para o Hospício Nossa Senhora da Luz, localizado no bairro do Ahú, que seria adaptado como penitenciária.
Em seu primeiro ano de funcionamento já existiam os seguintes setores de trabalho: Cozinha, Horta, Alfaiataria, Sapataria, Tipografia e Marcenaria. O trabalho diurno e o estudo noturno eram obrigatórios, até que o preso soubesse ler, escrever e contar. As disciplinas ministradas eram: noções de Gramática, Aritmética, Geografia e História do Brasil.
Em 1928 a Penitenciária do Estado (Ahú) passou a contar com mais 40 celas, perfazendo um total de 92 celas, porém, sua lotação já era de 122 presos.
Sua capacidade na data de sua extinção (2006) era de 584 vagas, mas sua lotação média mensal era de 790 presos, dos quais em torno de 80% mantinham-se ocupados, com atividades laborativas, tais como: manutenção, limpeza, artesanato, olericultura, marcenaria, serralheria, produção de bolas, num total de 54 canteiros de trabalho.
http://www.depen.pr.gov.br/


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