terça-feira, 30 de julho de 2013

Exposição de grafites na Rua São Francisco










O motivo da rua São Francisco estar repleta de grafites foi muito bem explicado pela reportagem da Gazeta do Povo que replico abaixo.
Valmor Maiochi, 48 anos, não imaginava. Mas a solução para acabar com as pichações semanais na porta de aço de seu comércio estava justamente... em uma lata de spray. No final do mês passado, ele e outros 22 comerciantes da Rua São Francisco cederam o espaço da fachada de seus estabelecimentos para o grafite. Como resultado, a via se transformou em uma galeria de arte a céu aberto – cujo tema central era Curitiba e a obra do santo que batiza a estreita via do Centro da capital paranaense.
“Nunca pensei que a solução para a pichação fosse o grafite. Mas ficou ótimo e recomendo a todos os lojistas. Pela primeira vez, minha porta não é pichada após ser pintada”, diz Maiochi, proprietário da cinquentenária Confeitaria Blumenau.
A ação ocorreu no penúltimo domingo de junho (23) e fez parte do Projeto Arte Urbana – Memórias de Curitiba, coordenada pela Associação Comercial do Paraná (ACP). Apesar da escolha dos dois temas centrais, Iroclê Wykrota, consultora do projeto, afirma que o resultado teve o toque de criatividade dos grafiteiros.
“Pesquisamos muito e colocamos as ideias para os artistas, mas cada um trouxe sua visão para dentro dos temas escolhidos”, explica a consultora, que ressaltou a participação dos comerciantes. “Muitos tinham receio de como o tema seria abordado, mas depois eles acabaram participando e tentamos aproximar alguns desenhos à atividade desenvolvida no local”.
Apesar dos comerciantes verem o grafite como uma saída para a pichação, grafiteiro e pichador veem a situação de forma diferente. Nem um nem outro, como diz a gíria, “atropela” o trabalho alheio e, para grafitar uma área onde estava uma pichação, há a necessidade de autorização prévia de quem terá o desenho apagado.
“Na porta que pintei tinha uma pichação de um conhecido e liguei para ele pedindo autorização para fazer o grafite”, diz João Paulo Rotava, o “Bolacha”, que grafitou a imagem de São Francisco em um dos comércios da rua de mesmo nome.
De acordo com a coordenadora do projeto, nas próximas semanas, mais comércios da cidade deverão ganhar grafites. “Nossa ideia é expandir para outras ruas onde o problema da pichação seja recorrente”, adiantou – no último domingo, portas de aço na Rua Clotário Portugal, no São Francisco, também foram grafitadas.

Fonte: Reportagem de Raphael Marchiori para a Gazeta do Povo em 03/07/2013

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