terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A Residência Grabowski

















Ao chegarmos nessa linda casinha de madeira, percebi que as janelas estavam abertas, revelando suas belas cortinas de renda. Tive quase certeza de que a presença de um grupo de pessoas, alguns em pé, outros sentados no chão, circulando pela calçada em frente à casa num domingo de manhã, logo chamaria a atenção das pessoas que ali moram.

Dito e feito. Uma pessoa saiu à janela para perguntar o que estava acontecendo. Esclarecido que ali estávamos para registrar em fotos e desenhos a bela casa, ganhamos a confiança da Regina, que veio ao jardim para conversar um pouco.

Disse ela que seu pai, Pedro Grabowski, filho de poloneses, foi e ainda é o primeiro morador da casa, construída há 67 anos. Mais tarde, pude conversar com o Sr. Pedro, um simpático senhor de 96 anos que me contou que a casa fora construída por seu pai e seu tio. Disse que sua amada esposa Paulina faleceu no ano passado aos 92 anos de idade, deixando-o solitário (senti pesar e nostalgia nas suas palavras). Comentei que felizmente ele tem saúde e a companhia de seus filhos e netos e também, que sua casa é uma beleza.

A oportunidade de permanecer por algumas horas ao redor da casa, permitiu que eu observasse detalhes e os registrasse para postar hoje aqui, tais como o belo lustre na entrada, as muitas flores no jardim, um pé de limão, pequenas figuras de pedra no jardim, as cortinas e o muro cuja trama em concreto imita a trama da palha de um cesto. Fiz uma foto da santinha na capelinha, que protege a casa e seus moradores, mas a foto não ficou muito boa.

Certamente a casa ainda está um primor porque seu morador original ainda vive nela e certamente o amor por suas memórias mantém a casa igualmente viva. Que assim permaneça por muitos anos ainda seu Pedro, para o deleite de quem por ela passa, para um pouquinho e pensa como a vida pode ser simples e bela ao mesmo tempo.

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