sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Nova cor do Palacete dos Leões








Já faz um certo tempo que o Palacete dos Leões recebeu a cor atual e lembro que essa causou um certo furor na época por ser muito distinta das cores que várias pessoas estavam acostumadas (um azul claro) ou que se lembrava do passado (branco). O fato é que uma equipe de arquitetos estudou as cores que o palacete já teve e essa foi uma delas  (talvez a primeira). Pessoalmente, gosto do resultado.

O Palacete dos Leões, inaugurado em 1902, é testemunho de um período de grande prosperidade no Paraná. Na virada para o século XX, a população de Curitiba ultrapassava os 35 mil habitantes. As construções na cidade aumentavam, exigindo a ampliação dos serviços de água, saneamento, esgoto, limpeza e iluminação. Nos bairros Batel e Alto da Glória foram construídas as mais belas e imponentes residências. O ciclo da erva-mate, chamada “ouro verde”, impulsionava a economia, enquanto Curitiba ganhava contornos urbanos e ares de modernidade.
Ao longo de oito décadas, o Palacete abrigou a família e os descendentes de Agostinho Ermelino de Leão Júnior, fundador da empresa produtora do Matte Leão, um industrial arrojado e de destaque na sociedade da época.

Os registros asseguram que sua residência sempre foi cenário de importantes encontros sociais. Nos primeiros anos de sua existência, em 1906, o Palacete foi escolhido para hospedar o presidente da República Affonso Penna em sua visita à província do Paraná. Nos jardins ainda florescem as camélias plantadas por uma das moradoras. Com a morte de Leão Júnior, em novembro de 1907, o Palacete, bem como os negócios do ramo ervateiro passaram ao comando de sua esposa, Maria Clara de Abreu Leão, que ali viveu até 1935, ao lado de muitos parentes. A tradição do Palacete seguiu pelas mãos de uma das filhas do casal, Maria Clara Leão de Macedo, casada com o comerciante Tobias de Macedo. No antigo Palacete também criaram os seus filhos, viram nascer os netos e encerraram, no final dos anos 70, o ciclo de vida da família Leão nesse lugar.
Em 1984 o Palacete dos Leões foi adquirido pela IBM do Brasil, que deu início à sua restauração. Parte do terreno da antiga chácara foi ocupada pela construção do edifício que abrigou os escritórios da empresa e que atualmente são a sede do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Preservado em sua integridade, enaltecido na sua beleza artística e arquitetônica, o Palacete foi transformado em espaço cultural. Unidade de Interesse de Preservação do Patrimônio Estadual, instituída pelo decreto 1547, de dezembro de 1979, o Palacete tem sua existência garantida como símbolo de uma época.

Fonte: BRDE - Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul

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