quarta-feira, 20 de abril de 2011

O trem e seu maquinista.



Fotografei num domingo de manhã, essa composição que passava no Alto da XV, no cruzamento com a Rua Reinaldino de Quadros. O maquinista está bem visível na foto e apesar de não haver nesse cruzamento aviso sonoro ou luminoso informando que um trem estaria se aproximando, o apito e o ruido peculiar do trem indicava a sua aproximação.
É um assunto espinhoso, mas somente nos últimos 35 dias, achei várias notícias sobre acidentes de trem em Curitiba e região. Foram duas colisões sem vítimas, com um carro no Bacacheri e um ônibus na Barreirinha. Uma colisão com quatro vítimas (sendo uma fatal) em Pinhais e dois atropelamentos, um fatal no Cristo Rei e outro no Cajuru.
Normalmente um trem não é culpado pelo envolvimento num acidente, já que normalmente é possível ouvir a sua aproximação e convenhamos que é fácil evitar um choque com um trem dada a sua lentidão. Mas é fato que não há cancelas nos cruzamentos das vias urbanas, não há sinalização sonora e a sinalização visual não é confiável, pois nem sempre acende e por vezes, ficam eternamente acesas. Assim, os distraídos, os que gostam de som alto no carro e os que estão sob efeito etílico (que não deveriam dirigir, mas dirigem), ficam vulneráveis.
Guardando a paisagem férrea no entorno da rodoferroviária, será que não seria melhor para a cidade que as linhas férreas deixassem de existir nas áreas densamente urbanas? Além disso, por ser uma região que frequentemente fica mal iluminadas e com mato alto, acabam virando pontos propicios para a criminalidade.
Certamente pessoas argumentarão que os trilhos já estavam onde estão, muito antes da pessoas (como disseram na ocasião de um acidente recente no aeroporto do Bacacheri). Mas assim também estavam os rios, as árvores e os povos que aqui habitavam antes dos tropeiros, mineiros e imigrantes.
Acho que sem polêmicas e sem radicalismos de qualquer parte, deve existir soluções que melhor se adaptem a Curitiba de hoje, sem causar prejuízos econômicos (por desativação de linhas) e sociais (segurança e mobilidade urbana).

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