terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Estrada da Graciosa













Tenho até uma certa vergonha em dizer que até semana passada eu ainda não conhecia a cidade de Antonina. Mas agora já posso dizer que conheço e que é muito bonita (vou mostrar alguma coisa em futuros posts).
Resolvemos chegar à Antonina pela também fabulosa Estrada da Graciosa. Já fazia um bom tempo que não descia a Graciosa (na época de faculdade, foram muitos os churrascos nos recantos da estrada, com muita água gelada do Nhundiaquara e muitos borrachudos) e tenho a impressão que muitos trechos que eram cobertos exclusivamente por paralelepípedos foram asfaltados. Fica mais seguro com certeza, mas fica menos charmoso. As fotos do portal eu mesmo fiz, mas as outras foram feitas pela minha esposa e principalmente, pelo meu filho, que gostou muito da paisagem.
A Wikipédia diz o seguinte da Graciosa: A Estrada da Graciosa, como é conhecida a Rodovia PR-410, é uma estrada pertencente ao governo do Paraná que utiliza a antiga rota dos tropeiros em direção ao litoral do Estado, interligando Curitiba às cidades de Antonina e Morretes.
A estrada atravessa o trecho mais preservado de Mata Atlântica do Brasil, marcado pela mata tropical e pelos belos riachos que nascem na Serra do Mar. Por isso, em 1993, parte do trecho da Serra foi declarada pela UNESCO como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Na região, existem dois importantes parques estaduais: o Parque Estadual da Graciosa e o Parque Estadual Roberto Ribas Lange.
Datam do início do século XVIII as primeiras notícias sobre a pioneira Trilha da Graciosa, que deu origem ao trajeto. As obras de construção da estrada foram concluídas em 1873, tendo sido iniciadas logo após a criação da Província do Paraná, por ordem do seu primeiro presidente, Zacarias de Góis Vasconcelos. Até a metade do século XX, a Estrada da Graciosa permaneceu como única estrada pavimentada do Estado, sendo importante rota de escoamento da produção agrícola (café, erva-mate e madeira) do Paraná rumo ao Porto de Paranaguá e ao Porto de Antonina.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Outra reinauguração do Palácio Iguaçu










No dia 25/01 último, o governador Beto Richa fez uma nova reinauguração (!) do Palácio Iguaçu. No final de 2010 o ex-governador Orlando Pessuti fez uma baita festança para a primeira reinauguração (!!), mas na época já sabia-se que o Palácio ainda não oferecia as condições necessárias para ser efetivamente ocupado. Parece que no momento apenas o governador passará a trabalhar no local, sendo as demais áreas ocupadas num futuro próximo.
Permitiram a minha entrada no saguão principal, que impressiona pela sua beleza e pelo gigantesco painel de Humberto Cozzo de 1953 em uma das paredes. Há uma exposição no local contando a história do Palácio Iguaçu. Fotografei alguns dos painéis expostos, que mostro no post de hoje.
Além do saguão, permitiram que eu fotografasse o enorme mapa em alto relevo do Paraná que fica nos jardins do Palácio (vamos chamar assim).
Sei também que há uma grande quantidade de obras de arte que em breve voltarão a adornar as paredes de várias salas. Espero que no futuro seja possível conhecer todas as dependencias do prédio, que afinal pertence à todos os cidadãos desse nosso Paraná.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Gibiteca de Curitiba





Criada em 1982, a Gibiteca de Curitiba teve como primeiro endereço uma das salas da Galeria Schaffer. Depois, em 1988, transferiu-se, para o Centro Cultural Solar do Barão, onde permanece até hoje. Toda a gama de gibis infantis, heróis, humor, terror, cartuns, fanzines, mangás e exemplares estrangeiros faz do acervo da Gibiteca uma fonte valiosa para pesquisas. Nele estão guardados exemplares do personagem “Gibi”, nome que mais tarde foi apropriado para designar as revistas em quadrinhos. Há também as primeiras edições de “Tico-tico” e “O Globo Juvenil” (os mais antigos são datados de 1942), as primeiras edições nacionais de Batman e Capitão América, da década de 1950, além de uma coleção completa do Pasquim. A Gibiteca editou 15 números do Gibitiba, dando oportunidade aos jovens desenhistas de mostrar suas criações. Quando completou o 15º aniversário, a Gibiteca mereceu uma edição comemorativa da revista Metal Pesado, na qual foram incluídos trabalhos de 23 artistas, muitos deles integrantes de uma nova geração que teve justamente a Gibiteca como centro de formação.
Na primeira foto, há em cima da mesa um gibi do Capitão Gralha, um grande herói curitibano criado na década de 40 por Francisco Iwerten e que em 1997 foi recriado por um grupo de quadrinistas de Curitiba.
Fonte: Fundação Cultural de Curitiba

sábado, 28 de janeiro de 2012

Centro Histórico de Antonina 3

A Igreja de São Benedito é uma construção, de 1824, serviu de refúgio religioso aos escravos.

O Theatro Municipal é um prédio rico em adornos, do início do século 20 (1906). Foi construído durante a fase áurea da economia de Antonina






Li diversas boas resenhas sobre esse restaurante. Dizem que servem um excelente barreado.



A Estação Ferroviária foi inaugurada em 7 de setembro de 1922 (exatamente no dia do nascimento do meu pai), nas festas de comemoração do Centenário da Independência do Brasil, hoje abriga um espaço cultural e o Centro de Apoio ao Turismo.


Uma das vantagens que se obtém do tombamento de uma cidade histórica é a possibilidade de se conseguir recursos federais do PAC, que se destinam exclusivamente à recuperação e conservação desses municípios. Uma cidade histórica por si só já atrai turistas, mas uma cidade histórica com uma nítida preocupação com a conservação de seu patrimônio atrai muito mais turistas, investimentos e benefícios para todos. O tombamento de edificações nunca é uma unanimidade e sempre existirão os se sentem prejudicados por não poderem mais dar o destino que bem entendem a um imóvel tombado, ou seja, não podem promover alterações que descaracterizem as razões daquele bem ter sido tombado. A contrapartida de se ter um bem tombado deve existir (isenção de impostos, recursos para manutenção) e se o que temos hoje não for suficiente, o tema deveria ser melhor explorado.
Mas no momento o importante é celebrarmos o fato de termos mais uma cidade reconhecida como patrimônio cultural e histórico de todos os brasileiros e que está a poucos quilômetros de Curitiba. Bom para nós! Então meus caros, escolha um dia não muito quente e desça para Antonina, almoce no incrível restaurante Toca do Joça (vou falar mais dele em outro post) e aproveite um belo passeio por esse patrimônio de todos nós.

Centro Histórico de Antonina 2



A Capela em homenagem à Nossa Senhora do Pilar (que mais tarde tornou-se a Igreja Matriz) teve sua construção autorizada em 1714. Antonina foi fundada no dia 12 de setembro do mesmo ano, crescendo ao redor da capela.






Antonina é a terceira cidade do Paraná a ser tombada pelo IPHAN. Antes dela, foram tombadas a Lapa em 1998 e Paranaguá em 2009.
A área foco da análise do IPHAN compreende o centro histórico e o complexo das industrias Matarazzo. O tombamento protege os imóveis contidos nas áreas demarcadas, garantindo sua preservação e criando incentivos para a manutenção deles. O pedido para o tombamento foi feito pelo próprio município e estava há dois anos em análise pelo Iphan. As razões que levaram à aprovação do tombamento reside no fato de Antonina fazer parte do primeiro ciclo do ouro no Brasil no século 17 e da ocupação do sul do Brasil nessa época. O fato dessa carga histórica toda estar emoldurada pela Serra do Mar, da maior faixa de Mata Atlântica do Brasil e da baía, contribuíram para o parecer favorável.

Centro Histórico de Antonina 1



D. Pedro II hospedou-se nessa casa na sua passagem por Antonina.



Nessa casa em 14/05/1879 nasceu Caetano Munhoz da Rocha



Na tarde do último dia 26/01/2012 na sede do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em Brasília, seus consultores por unanimidade decidiram que o conjunto histórico e paisagístico de Antonina é um patrimônio cultural do Brasil e por essa razão, foi tombado.
Essa decisão coincide com a minha recente visita à Antonina para (finalmente) conhecer essa pequenina, mas muito linda cidade do nosso litoral. Como a quantidade de fotos do centro histórico é grande, vou no dia de hoje quebrar o post em 3 partes para que pelo menos as fotos que eu gostei mais possam ser compartilhadas com vocês e tentar passar um pouco das informações que coletei.