segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Casas do Batel: Família Bittar



Construída pela família Virmond no início dos anos 30, foi adquirida em 1935 pelo 1o. Cônsul da Síria para o Paraná e Santa Catarina, senhor Elias Abrad Bittar. Mantém a cor e a arquitetura originais. Sua arquitetura tem influência francesa da época da Renascença. Fica na Av. Batel, 935. Hoje é ocupada por um banco.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Tem um ônibus vermelho na minha janela!!


Triste a posição de carona! O seu colega motorista resolve que o sinal amarelo na esquina da Rua Alfredo Bufren com a Presidente Faria significa: "Vai que é sua!!!", ignorando o fato de que a Presidente Faria além de carros, é também rota dos bi-articulados normalmente apressados e você, indefeso e sem qualquer controle da situação, vê da sua janela um enorme ônibus vermelho cada vez maior e só pode pensar: "Valha-me Nossa Senhora da Luz dos Pinhais"!! Antes de terminar essa frase, o ônibus já beijou a sua porta, o carro já está amassado e foi arrastado alguns metros. Resta agora esperar pelo Siate, pela Diretran e pelas desculpas esfarrapadas do seu colega motorista.

sábado, 29 de janeiro de 2011

51 Árvores Imunes de Corte de Curitiba: Guapuruvu - Teatro Guaíra




A árvore imune de corte de hoje é um Guapuruvu (schizolobium parahyba) que fica na Amintas de Barros, dividindo o espaço com o Teatro Guaíra. Fotografei a árvore de vários ângulos e os funcionários do Guaíra que estavam limpando a fachada onde fica a árvore, perguntaram se eles ficaram bonitos nas fotos. Disse que sim, mas as fotos nas quais eles mais apareceram, não foram as melhores considerando o Guapuruvu, então, pelo menos nesse blog eles continuarão anônimos.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Totens dos Bens Culturais de Curitiba





Minha decisão por fotografar edificações que eu considerava importantes para Curitiba para postar nesse blog, fez com que eu me deparasse em muitas oportunidades com totens instalados pela Prefeitura Municipal de Curitiba nas calçadas, exatamente em frente à essas edificações. Esses totens invariavelmente contêm um belo desenho e um curto porém bem interessante texto sobre o prédio em questão. Tantos foram esses encontros que passei a fotografar além das edificações, também os totens, que muitas vezes serviram de base para os textos que postei.

Convencido de que se eu conseguisse a listagem completa desses totens junto a PMC, eu teria em mãos um excelente guia para minhas circuladas por Curitiba, tentei em vão por um longo tempo conseguir essa relação na FCC, no IPPUC e na Secretaria de ADM. Muitos não sabiam do que eu estava falando ou não tinham idéia de quem teria essa informação.

Na semana passada dentro da minha programação de férias de conhecer os museus de Curitiba e visitar locais onde eu imaginava, encontraria muitas informações sobre a cidade, estive na Casa da Memória. Na recepção, perguntei ao rapaz que lá estava se havia alguma exposição no local. Disse ele que não, mas que no Memorial de Curitiba, estava rolando uma bela mostra de fotografia de Synval Stocchero, cujo catálogo ele folheava naquele momento. Respondi que essa mostra eu já havia visitado (e que de fato é imperdível para todos que querem ver Curitiba sob a ótica de um grande fotógrafo que clicou Curitiba ao longo de 60 anos) e que desde então, eu fiquei imaginando se existiria o catálogo. Perguntei se ele teria esse catálogo para venda. Eis que para minha sorte, a curadora da mostra (Dóris Regina Teixeira) estava no local. Ela gentilmente e pessoalmente me cedeu um exemplar do catálogo.

Aproveitei a presença dela para falar do blog e perguntar sobre os totens. Coincidência das coincidências, ela sabia muito bem do que se tratava pois na época em que ela trabalhava no Serviço de Patrimônio Histórico do IPPUC, foi justamente a época em que o IPPUC implantou esses totens (finalmente descobri o pai da criança) e mais ainda, ela fez parte da equipe que desenvolveu e implantou esses fantásticos exemplares de mobiliário urbano por toda Curitiba. Consegui um contato no IPPUC e esse me permitiu acesso a uma listagem e aos mapas com a localização de cada um dos 100 totens.

O projeto “Totens dos Bens Culturais” foi elaborado e executado pelo trabalho conjunto do Setor do Patrimônio Histórico e do Setor de Mobiliário Urbano. O objetivo desse trabalho foi escolher 100 edificações relevantes e a veiculação das respectivas informações em totens espalhados pela cidade de Curitiba. A implantação dos totens ocorreu no período de 2003 a 2005, incluído aí, a realização das ilustrações, executadas em nanquim, à mão livre e impressos em serigrafia. Os textos do totens são de autoria dos então jornalistas da Prefeitura Municipal de Curitiba Maí Nascimento e Manoel Carlos Karan e os desenhos foram elaborados pelos arquitetos Manoel Coelho, Fernando Popp e Fernanda Botter. Na época, o prefeito de Curitiba era Cássio Taniguchi e o presidente do IPPUC Luiz Masaru Hayakawa.

Devo dizer que a concepção desse projeto é absolutamente fantástica e sua execução idem. As 100 edificações escolhidas são representativas para a história de Curitiba englobando política, arte, imigração, arquitetura, educação, saúde, religião e planejamento urbano. Nessa relação estão pontos óbvios como a Catedral, o Teatro Guaíra, o Jardim Botânico, mas também pontos desconhecidos da maioria dos Curitibanos como a Casa Kirchgässner, o Hotel Johnster, o Instituto Neo-Pitagórico, a Casa dos Gerânios e muitas outras belas surpresas. Viajar por esses pontos implica em conhecer Curitiba (fisicamente falando já que são espalhados por toda cidade) e passear pela sua história.

Triste constatar porém, que a manutenção desse patrimônio não acontece como deveria, pois em vários pontos não encontrei os totens, em um ponto encontrei apenas um pedaço e em vários, os totens estão vandalizados.

Gostaria muito de ver esse material todo reunido num livro, tão belo e bem executado quanto os totens e as edificações que eles ilustram, para que nas nossas mãos, essa viajem pudesse ser feita sem que tivéssemos que sair do lugar. Sem dúvida essa publicação se destacaria das obviedades que encontramos nas livrarias.

Para minha satisfação pessoal, uma vez tendo a lista em minhas mãos, verifiquei que 79 das 100 edificações eu já havia fotografado (e naturalmente já foram publicados nesse blog). Nas minhas férias, fotografei outros 13 pontos (que irão render futuros posts), restando agora, apenas 8 que devo visitar num futuro próximo.

Quer a lista dos 100 pontos? Segue abaixo:
Antiga Estação Ferroviária, Antiga Fábrica de Fitas Venske, Armazém Santa Ana, Avenida Luiz Xavier, Bar Stuart, Biblioteca Pública, Bosque de Portugal, Câmara de Vereadores, Capela Nossa Senhora da Glória, Casa Andrade Muricy, Casa Culpi, Casa das Pinturas (Santa Felicidade), Casa dos Arcos, Casa dos Gerânios, Casa Emílio Romani, Casa Kirchgässner, Casa Klemtz, Casas Polonesas (Bosque do Papa), Catedral, Centro Acadêmico Hugo Simas (Mal. Floriano), Centro de Criatividade, Cinemateca, Círculo de Estudos Bandeirantes, Clube Concórdia, Colégio Estadual do Paraná, Correio Velho, Escola de Música e Belas Artes, Hospital César Perneta, Hospital das Clínicas, Hospital Victor do Amaral, Hotel Johnsher, Igreja Bom Jesus, Igreja de Madeira (Bosque alemão), Igreja de Santa Felicidade, Igreja do Cabral, Igreja do Portão, Igreja Luterana Martinus, Igreja Ortodoxa Ucraniana, Igreja Presbiteriana, Igreja São Pedro de Umbará, Igreja São Vicente de Paula, Igreja Ucraniana, Instituto de Educação, Instituto Neo-Pitagórico, IPPUC, Jardim Botânico, Largo da Ordem, Memorial Árabe, Mercado Municipal, Ministério Público, Mitra Diocesana, Moinho Paranaense, Museu Alfredo Andersen, Museu de Arte Contemporânea (MAC), Museu do Expedicionário, Museu Metropolitano de Arte, Museu Oscar Niemeyer, Museu Paranaense, Paço da Liberdade, Palacete Leão Júnior, Palácio da Liberdade (MIS), Pantheon do cemitério de Santa Felicidade, Parque Atuba - Vila da Madeira, Parque Barigui, Parque Tanguá, Passeio Público, Pedreira Paulo Leminski e Ópera de Arame, Praça do Japão, Praça Garibaldi, Praça João Cândido (Belvedere e Ruínas), Praça Osório, Prefeitura Municipal, Primeira sede da UFPR (Shopping Omar), Reitoria, Reservatório do Alto São Francisco, Rua 24 Horas, Rua Barão do Rio Branco, Rua Claudino dos Santos, Rua Comendador Araújo, Rua Mateus Leme (no setor Histórico), Rua São Francisco, Rua XV, Santa Casa de Misericórdia, Secretaria da Cultura, Sede do IPHAN, Sociedade Garibaldi, Sociedade Polono-Brasileira, Solar do barão, Teatro Guaíra, Teatro José Maria Santos, Teatro Paiol, Templo Evangélico Luterano, UFPR da Santos Andrade, União Paranaense dos Estudantes, Unilivre.

Você poderá dizer: “Epa! Tem somente 95 nessa lista!!”. É que a Rua XV aparece 6 vezes na lista, pois essa, pela sua importância, foi separada em 6 partes (aliás, não me lembro de ter visto os totens da XV).

Agradeço imensamente ao IPPUC por prestar esse belo serviço à cidade, aos cidadãos e aos visitantes e agradeço à Dóris por me ajudar a ter acesso à lista dos totens.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 13


Domingo de manhã no Parque Barigui é sempre um dia ideal para grandes flagrantes dignos de registro. O casal de apaixonados estava mais do que tranquilamente relaxados debaixo de uma árvore, curtindo seu amor à sombra e sob a vigilância ou quem sabe, guardados pelos gansos.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Casas de madeira de Curitiba 13


Nem sempre perder-se na cidade é uma coisa ruim. Na semana passada quando fui levar meu filho para passar uma tarde com seu colega de escola na casa dele, meu filho me passou o número do apartamento como sendo o número do prédio e dessa forma, na Rua Alberto Folloni (Bairro Ahú) acabamos fazendo uma conversão para o lado errado da rua Francisco de Paula Guimarães (à esquerda quando deveria ser à direta). Chegando ao fim da rua, já no entroncamento com a Rua Marechal Hermes, me deparei com essa bela casa de madeira, em destaque no alto do terreno. Lógico que estacionei e fiz a foto! Depois levei o meu filho para o endereço correto.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Instituto Neo Pitagórico


O fundador do instituto foi Dario Vellozo, pensador e escritor. Nasceu no Rio de Janeiro em 26 de novembro de 1869 e aos 14 anos foi morar em Curitiba (PR), onde desenvolveu intensa atividade intelectual. Foi professor de História no Ginásio Paranaense, diretor e redator de revistas e jornais, entre os quais Ramo de Acácia, O Cenáculo, A Esphynge, Club Curitybano, O Electra e A República, que no final do século 19 e início do século 20 divulgavam a ousadia, a liberdade de pensamento e de concepção da arte.
Em 1909, junto com um grupo de livres pensadores, composto por alunos e professores do Ginásio Paranaense, fundou em Curitiba o Instituto Neo Pitagórico. Esse Instituto, expressão social e jurídica do grupo neopitagórico, passou a sediar o Movimento Mundial do Pitagorismo. Em 1918, com a construção do Templo das Musas, também em Curitiba, fundamentou-se a estratégia social desse grupo no Paraná e no Brasil.
O Instituto Neo Pitagórico promovia reuniões com finalidades de iniciação de novo membro, administrativas, musicais e literárias ou até mesmo em homenagem a personalidades ou povos, precedidas da leitura e comentário de trechos dos escritos de Pitágoras. Os irmãos neopitagóricos deificavam os gregos, mergulhavam na literatura e procuravam reconstruir o pensamento e o modo de viver dos antigos. Desejavam reprisar não somente as idéias, mas a arquitetura, o vestuário e até nomes pessoais.
Em 1936, Dario Vellozo publicou o livro Jesus Pitagórico. Foi sua última publicação antes de falecer, em 28 de setembro de 1937, na cidade de Curitiba.
Mais informações sobre o instituto e suas atividades você encontrará no site http://www.pitagorico.org.br/.
O instituto fica na Rua Professor Dario Velozzo N.º 460 – Vila Izabel e o prédio, conhecido como Templo das Musas, é tombado como patrimônio cultural pelo estado do Paraná.
Fonte: http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Bondinho da Leitura



Finalmente e felizmente o Bondinho da Rua XV voltou a ter uma nova e bela função. O bondinho agora é o Bondinho da Leitura. Trata-se de uma biblioteca como outra qualquer, onde após um cadastro, você pode emprestar livros (por 2 semanas) ou se desejar, pode acomodar-se por ali mesmo para um descanso e um bom tempo lendo dentro desse ícone da Rua das Flores.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Uma nova visita ao IPHAN




Aproveitei minhas férias (que terminam hoje, diga-se de passagem) para buscar mais informações sobre locais importantes em Curitiba, que eu pudesse fotografar para esse modesto blog. Estive no IPPUC, na Casa da Memória e no IPHAN. Conversando com a responsável pela biblioteca do IPHAN, descobri que na questão da preservação, atuam o governo federal (através do IPHAN), o governo estadual (através da Secretaria de Cultura) e o governo municipal, que em Curitiba, seria amparado pela Fundação Cultural de Curitiba e o IPPUC.
A preservação do patrimônio histórico, artístico e Cultural de uma cidade, depende de leis de tombamento e em se tratando de Curitiba, hoje essas leis existem apenas nas esferas nacional e estadual. Infelizmente a prefeitura de Curitiba ainda e incompreensivelmente, não possui uma lei de tombamento municipal. Para se ter uma pequena idéia do que isso representa, o IPHAN tem em Curitiba UM ÚNICO bem tombado que é o Paço da Liberdade. O estado possui uma lista um pouco mais generosa, chegando a 58 os bens tombados em Curitiba (cuja lista você encontrará em (http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/modules/conteudo/municipio.php).
Se considerarmos que Curitiba fará nesse ano 318 anos desde sua fundação (há controvérsias que acrescentariam mais algumas décadas a esse número), não é razoável aceitar que apenas 59 bens podem ser considerados como representativos para a história de Curitiba. Caminhando pelas ruas e mesmo bisbilhotando por esse blog, veremos centenas e centenas de bens que certamente deveriam ser tombados pelo município, preservando para sempre e para todos os Curitibanos a história de Curitiba, que não pode ser apenas contada por livros (poucos), mas de forma viva e concreta através de suas edificações, árvores, ruas, praças e parques.
Se você ama e vota em Curitiba, exija de seu vereador que uma mobilização seja feita pela preservação da história de Curitiba através de uma lei de tombamento. Certamente não será uma lei a ser criada rapidamente, pois uma pesquisa muito detalhada deverá ser feita e certamente, o interesse de particulares que são proprietários de muitos desses bens, deverá ser levado em conta. Mas dar as costas ao problema e esperar que tudo vire ruína, não é e não pode ser o caminho.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 12


Bancos de praça! Muito úteis para descanso durante uma caminhada, para pessoas sem pressa sentarem para apreciar a agitação da cidade e para jovens casais namorarem, por absoluta falta de outra opção.
Esse casal eu percebi quando estava na Praça Santos Andrade, fotografando duas das árvores imunes de corte e não resisti à tentação de registrar o afeto deles. O garoto atento à garota e a garota, como todas as garotas, atenta ao garoto e a tudo mais ao seu redor, pois ela percebeu o sujeito com a câmera disparando em todas as direções, inclusive na deles. De canto de olho, ela observa o observador.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mercearia Zequinão




Houve um tempo, poucas décadas, em que a mercearia do bairro era local de encontro e prosa com o dono do estabelecimento e com as mesmas pessoas que freqüentavam o local. Nesse tempo, as grandes, estéreis e impessoais cadeias de super-mercados não existiam e todas as compras da casa eram feitas nas mercearias, quitandas, açougues, feiras e no Mercado Municipal. Com freqüência as compras eram feitas nessas mercearias e a conta era anotada no caderninho, para ser paga futuramente e o dono da mercearia conhecia pelo nome todos os moradores do bairro. A concorrência com os super-mercados foi uma batalha desleal para esses pequenos estabelecimentos, que com o tempo foram desaparecendo dos bairros, restando apenas alguns poucos que continuam funcionando mais pela teimosia de seus antigos donos do que propriamente como um bom negócio.
Na rua Fagundes Varela, 261 no Bairro Jardim Social, temos um desses últimos estabelecimentos que resistem ao tempo e à modernidade. Nesse endereço funciona a Mercearia Zequinão, onde mora e trabalha há mais de 50 anos o Sr. Gabriel Alceu Zequinão. Curitibano, descendente de italianos, cuja grafia do sobrenome acabou sofrendo uma alteração em algum dado momento da história. Sua mercearia foi por um curto período administrada pelo seu pai e pelo irmão, mas logo passada para ele, que a mantém até hoje. Em razão da proximidade com grandes super-mercados, hoje ele mantém à venda apenas alguns itens que eventualmente seus ainda fregueses habituais e outros passantes procuram, tais como carvão, lingüiça, ovos (não como aqueles de super-mercado do tamanho de uma bolinha de gude, são grandes e com preço melhor) e claro, uma grande variedade de bebidas.
Enquanto conversávamos, dois de seus sobrinhos apareceram e constam de uma das fotos de hoje.
Disse o Sr. Zequinão (cujo apelido é Varanda e que ele não tem idéia do motivo), que sua família foi proprietária de muitos terrenos na região do Jardim Social e Bacacheri, numa época em que as pessoas duvidavam que Curitiba fosse alcançar essa região que era inclusive conhecida como Planta Florestal.
Enfim, bons tempos que não voltam mais, mas que felizmente deixaram alguns remanescentes como o Zequinão para contar história.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O fusquinha.


Esse simpático fusquinha está em exposição no Museu do Automóvel no Parque Barigui. Sobre o museu, que é um lugar muito legal para se visitar, eu farei um outro post específico. Resolvi destacar esse fusca pois eu e ele temos algumas coisas em comum: temos formas arredondadas e ambos nascemos em 1965. A diferença é que o tempo foi mais gentil com o fusca, de modo que ele está em melhor estado de conservação.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

51 Árvores Imunes de Corte de Curitiba: Nogueira - Praça Didi Caillet



Complementando o post de ontem e apresentando mais uma das árvores imunes de corte de Curitiba, a foto mostra uma centenária nogueira (carya illinoensis) localizada no meio da Praça Didi Caillet no Bairro Centro Cívico. Vida difícil dessa praça que deve dividir seu público com o Memorial Árabe, o Passeio Público, a Praça 19 de Dezembro e o Shopping Mueller.
Mas a praça tem seu charme, como atestaram as pessoas que descansavam no local e o casal de namorados que abrigou-se do sol sob a grande nogueira.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Didi Caillet





Estou lendo (quase terminando) um livro fantástico intitulado "Uma Crônica - Curitiba e sua história" do jornalista Eddy Antonio Franciosi (1930-1990), publicado pela Editora Esplendor. Nesse livro você acompanhará a história de Curitiba desde o Alvorecer até os dias recentes. Nesse livro, que o autor em vários momentos diz não tratar-se de um livro de história, mas uma crônica, um bom trecho é dedicado à Didi Caillet. Nesse ponto o autor assim relata a façanha de Didi Caillet:

"Façanha foi a de Didi Caillet, que em 1929 concorreu no Rio de Janeiro ao título de miss Brasil e... quase venceu! Perdeu para a carioca Olga Bergamini. Para justificar sua derrota foi utilizado o mesmo argumento com o qual os americanos explicaram a desclassificação de Marta Rocha... duas polegadas. Só que as de Marta eram "a mais" nos quadris, e as de Didi "a menos" na altura...
Mas nem po isso foi ela menos homenageada, fotografada, louvada, paparicada. Cantada em prosa e verso pelos poetas da terra, que se esmeraram no achado das melhores rimas. Moça de estirpe, recatada, de família tradicional, integrante do Grêmio das Violetas, quando desembarcou na estação da estrada de ferro a quase vencedora quase foi sufocada pela chuva de rosas, cravos, margaridas e, naturalmente, violetas, a flor preferida dessa fina flor da melhor sociedade curitibana.
Havia faixas na ruas e nas sacadas e janelas dos edifícios, estas disputadas pelas pessoas que se comprimiam e acotovelavam ao longo das calçadas para conseguir melhor ângulo de visão...
...jogou beijos e retribuiu acenos desde a Estação até a rua XV devidamente acomodada entre almofadas num elegante carro aberto seguido de um cortejo calculado em 30 mil pessoas!"

E por aí segue o relato dessa que foi a maior manifestação pública em Curitiba por muito tempo.

Na Gazeta do Povo de 26/04/2009, no caderno Viver Bem o perfil "Didi Caillet, a melindrosa do Paraná", assinado por Adriana Czelusniak, relata que:

"Enquanto a maioria das meninas da cidade sonhava em conseguir um bom marido e lindos filhos, na Curitiba de 80 anos atrás, uma jovem de 19 anos largou o noivo e foi para o Rio de Janeiro, como a primeira paranaense a disputar o concurso de Miss Brasil. Voltou solteira, mas foi recepcionada na estação ferroviária com festa, banda e mais de 30 mil pessoas. Em uma movimentação que acabou virando um filme.
Quando perguntamos o que Didi tinha de tão especial, as respostas de quem a conheceu parecem não ter fim. Ela era bonita, culta e fazia parte da elite curitibana. Filha de uma italiana com um francês, era a mais bonita entre as três irmãs, falava vários idiomas e tinha um carisma incomum. Didi foi a primeira mulher a gravar um disco de poesia no Brasil e não se tem registro de quantas músicas foram compostas em sua homenagem.
Quando o Rio de Janeiro ainda era a capital do país, ela ajudou o Paraná a ser reconhecido como um estado emergente, conta o psicanalista Paulo Soares Koehler, pesquisador da história da Miss Paraná. “Ela promoveu a imagem do estado, que era considerado um sítio, uma extensão de São Paulo”, diz. Didi era a preferida para o título de Miss Brasil e, quando anunciaram a filha do dono do jornal patrocinador do evento como vencedora, um dia depois do previsto, houve tumulto e confusão. “O público não se conformou. Houve um momento em que todos ficaram pasmos e sem reação, e a Didi é quem teve a iniciativa de pegar a faixa e coroar a primeira colocada. Isso foi mais uma prova de sua nobreza”, afirma Paulo.
Em Curitiba, Didi era a personalidade ideal para promover artigos de luxo – fossem carros, perfumes ou tecidos finos – e sabia alimentar sua imagem na mídia, participando de eventos da alta-sociedade ou lançando argumentos sobre assuntos polêmicos, como o voto feminino. Na moda, também teve papel significativo. Até então, ou se usava cabelo longo, ou curtinho. O cabelo dela era de cumprimento médio e serviu de modelo para muitas jovens.
Além de frequentar as conversas masculinas sobre política e economia, Didi também se destacava por desfilar pelas ruas em sua “baratinha”, um carro importado da Nash que havia ganhado do pai, numa época em que era incomum mulheres dirigirem.
Arrependido por ter deixado o relacionamento com Didi chegar ao fim, Luís Ermelino de Leão a procurou depois de ter passado dois anos na Europa e a reconquistou. “Ele foi até a casa dela e entregou à futura sogra um rosário de Lurdes. Em 1933 eles resolveram se casar”, conta um dos filhos de Didi, Luís Gil de Leão Filho. Didi teve outros três filhos e passou a se dedicar à família. O passado glamuroso, estampado em três grandes livros com recortes de jornal, ficou de lado. Viúva de Luís, casou-se com o banqueiro e empresário José Gonçalves de Sá, em 1953. Ela e os filhos foram morar no Rio de Janeiro e por lá ficaram durante 22 anos. Quando o segundo marido faleceu, Didi retornou a Curitiba, onde passou seus últimos oito anos e escreveu três livros. Na cidade, a praça que leva o seu nome continua sob a sombra de uma intocável nogueira, e permanece impecável, relembrando a grandeza da paranaense."
Mais informações em http://www.gazetadopovo.com.br/viverbem/conteudo.phtml?id=880702.

Enfim, uma grande personalidade da Curitiba das primeiras décadas do século passado, que é desconhecida para a maioria dos que aqui moram. Mesmo a praça que leva o seu nome, cujas fotos ilustram o post de hoje, não há sequer uma placa com seu nome (seu nome está gravado apenas no prédio que divide a sua entrada com a praça) ou qualquer referência de quem teria sido Didi Caillet.

A foto de Didi Caillet desse post eu extraí da internet e pela indicação, foi publicada no Jornal Progresso de São Paulo em data que não pude precisar.

Ah! E quem tiver dificuldades em localizar a praça, essa fica exatamente ao lado do Memorial Árabe, que por sua vez, fica ao lado do Passeio Público. Nessa praça encontra-se uma bela Nogueira, que é uma das 51 Árvores Imunes de Corte de Curitiba (mas essa, será tema de outro post).

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 11.





Ontem fomos relativamente cedo fazer uma caminhada no Parque Barigüi (09:30) e depois de uma volta no lago e muitas fotos, fomos para o outro lado do parque em busca de mais uma das árvores imunes de corte de Curitiba.
Achamos a árvore e próximo dela para minha surpresa, havia um pequeno rebanho de ovelhas aparando a grama. Ao nos aproximarmos para fotografa-las, aconteceu o que considero o ponto alto do nosso passeio, conhecemos um legítimo pastor de ovelhas! E o mais inusitado de tudo é que o nome dele é Salvador! Não é o máximo!!
OK! O Sr. Salvador não é pastor em tempo integral. Nesse momento ele está cobrindo a ausência do pastor oficial, por um período de quatro meses. O Sr. Salvador é funcionário da Secretaria Municipal do Meio Ambiente há quase 3 décadas, trabalha no Parque Barigüi e disse gostar muito do que faz. No caso das ovelhas, o seu papel é evitar que elas se dispersem, protegê-las do sol e das maldades de alguns seres humanos, achar o melhor local para que elas pastem em paz (no final de semana isoladas o máximo possível da muvuca) e recolhê-las no final do dia em seu estábulo. Sem dúvida ele tem um belo trabalho num oásis que é o Parque Barigüi.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Liberte-se!


Estamos tendo um belíssimo dia de sol em Curitiba! Não fique trancado em casa, quebre as suas correntes e saia! Aproveite a cidade. Hoje pela manhã fomos ao Parque Barigüi. Achava que já havia fotografado de tudo por lá! Estava muito e felizmente enganado. Para começar, as pessoas mudam e além disso, muitos lugares eu nunca havia estado (como o Museu do Automóvel, por exemplo). Essa visita rendeu muitas fotos e em futuros posts, essas serão apresentadas.
Mas voltando ao ponto inicial, não fique vendo tela quente em casa, saia, descubra Curitiba, certamente assim como eu, você tem muito o que descobrir nessa incrível cidade.
A foto que usei para ilustrar o post de hoje, foi feita na Rua Claudino dos Santos, quando estávamos nos deslocando do Memorial de Curitiba (mais fotos) para o Museu Paranaense.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Casas de madeira de Curitiba 12




Essa casa de madeira localizada na Av. Bispo Dom José já abrigou um bar chamado Dom José, não sei dizer por quanto tempo. No momento a casa está em reforma e pelo que fui informado pelo responsável pela obra, essa bela casa abrigará um novo Beto Batata.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Rua Riachuelo


No dia 02/10/2010, o prefeito Luciano Ducci entregou a nova Riachuelo. Completamente renovada, a Riachuelo está com novo visual, que alia tradição e modernidade.
"O projeto da Prefeitura valorizou as características da Riachuelo ao preservar as edificações históricas e incorporou novos elementos à paisagem da rua, como as calçadas, as luminárias e o colorido das fachadas. A Riachuelo ganhou vida nova e, mais tarde, com a revitalização da avenida Cândido de Abreu, teremos um grande eixo turístico nesta região", disse o prefeito.
A Prefeitura investiu R$ 800 mil para fazer a intervenção, num trecho de oito quadras, entre as praças Generoso Marques e 19 de Dezembro. O projeto de revitalização foi desenvolvido em duas frentes: as obras na área de passeio e no pavimento da rua e a recuperação e pintura de fachadas.
Nesta etapa do projeto, o município contou com o apoio da empresa AkzoNobel, fabricante das Tintas Coral, que cedeu material para as pinturas, e dos proprietários de imóveis, que assumiram os custos com o pagamento de mão de obra. Cerca de 90% das edificações da rua estão com fachada renovada.
O empresário Chaim Jaber, estabelecido na Riachuelo há 26 anos e vice-presidente da Associação dos Moradores e Comerciantes local, acha que o projeto de revitalização "colocou a rua no novo século".
As novas calçadas utilizam placas vermelhas de material antiderrapante (granito reconstituído em concreto de alta resistência). Nas esquinas, há acesso para cadeirantes e carrinhos de bebê. Em pontos intercalados, foram colocadas floreiras.
Já a iluminação é composta de 115 postes de carbono com 4 metros de altura e luminárias circulares com lâmpadas de multivapor metálico de 150W, que oferecem mais segurança para quem transita à noite pelo local.
A reforma incluiu ainda a renovação do pavimento, com serviços de fresagem (retirada do revestimento antigo) e recape (colocação de asfalto novo), sinalização horizontal (faixas pintadas no chão) e vertical (placas de orientação ao trânsito).
A recuperação e pintura de fachadas teve a adesão de 54 dos 58 proprietários de imóveis localizados ao longo da rua. Com ela, a Riachuelo ganhou um colorido que deu mais animação à paisagem da rua. O estudo das cores das edificações foi elaborado pelo Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). A Coral colocou 2 mil litros de tinta acrílica à disposição dos proprietários de imóveis e forneceu treinamento para os pintores.
Outro projeto da Prefeitura para a região deverá contribuir para complementar a renovação da área. Trata-se da criação de um espaço cultural dedicado ao cinema no prédio onde funcionava o quartel da 5ª Região Militar, na esquina da rua Riachuelo com a Carlos Cavalcanti.
Ali, numa área de 2 mil metros quadrados, serão instaladas duas salas de cinema (para suprir a lacuna deixada pelos cines Luz e Ritz, que tinham uma programação diferenciada e fecharam suas portas há alguns anos), um café, uma biblioteca e uma escola de cinema mantida pelo município.
Fonte: http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/luciano-ducci-entrega-as-obras-da-nova-rua-riachuelo/20725

A primeira rua de Curitiba, a Rua Riachuelo, era um dos caminhos que ligava a pequena e isolada vila de Curitiba do século XIX ao litoral. Junto com a rua Barão do Cerro Azul, levava ao Caminho da Marina ou do Oceano Atlântico, como era conhecida na época a atual rua João Gualberto.
Desde que foi aberta, no início do século XIX até 1871, a Rua Riachuelo recebeu diversas denominações: no final da década de 1830 e início de 1840, era chamada de Rua Lisboa; ao longo desse século, foi conhecida como Rua dos Veados, Rua do Campo e Rua da Carioca.
No início dos anos de 1850, a rua contava com a presença de alguns comerciantes portugueses que vendiam fazendas, ferragens e secos e molhados. Nessa época, não possuía pavimentação, levando os seus moradores e comerciantes a utilizarem os veículos de mídia para reclamarem sobre o problema. Mais tarde, por apresentar forte vocação para o comércio, a rua recebeu mais atenção dos governantes quanto aos problemas ligados à infraestrutura. Era também frequentemente citada nos jornais como ponto de referência para entrega de objetos perdidos, escravos fugidos, venda de ingresso para circos e leilões de fazenda, jóias e relógios.
No final de 1871, já com pavimentação, a rua recebeu finalmente o nome Riachuelo, no trecho compreendido entre a Rua Direita, atual Treze de Maio, e o Largo da Carioca, atual Praça Dezenove de Dezembro, e essas transformações realizadas em 1880 repercutiram no comércio na região. Além da proximidade com o mercado público, a inauguração da Estrada de Ferro, em 1885, e do Passeio Público, no ano seguinte, transformaram a rua em passagem obrigatória para a maioria dos habitantes. Foi em 1887, quando inauguraram os bondes na cidade, que a Rua Riachuelo começou a ganhar, efetivamente, o ar de modernidade, sofrendo grande remodelação para receber os trilhos dos trens e aumentando consideravelmente o número de novas construções e estabelecimentos comerciais. Assim, na virada do século, existiam ali lojas de calçados, armarinhos, botequins, farmácia, livraria, barbearia, alfaiataria, açougues, e muitas casas de secos e molhados.
Os imigrantes que chegaram em Curitiba também modificaram o comércio na região e, segundo publicações da época, mais da metade dos comerciantes estabelecidos na Rua Riachuelo eram alemães, seguidos por lusos-brasileiros e italianos. Os sírio-libaneses, que se estabeleceram próximos ao Mercado Municipal como vendedores ambulantes, passaram a ocupar, da década de 1910, as lojas da Rua Riachuelo, as quais, a partir dos anos 1950, passaram a ser quase que exclusivamente ocupadas por eles, uma vez que os alemães foram, pouco a pouco, vendendo suas lojas.
Fonte: Boletim Informativo Casa Romário Martins. ''Cores da cidade: Riachuelo e Generoso Marques.'' Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, v. 23, n. 110, mar. 1996.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

51 Árvores Imunes de Corte de Curitiba: Palmeira-leque - Praça Osório




A árvore imune de corte de hoje é uma Palmeira-leque ( Livistona sp.) que fica na Praça Osório, perto do antigo Cine Plaza. Essa palmeira e a sua gêmea também na Praça Osório mais próxima da Alameda Cabral, são as duas única árvores que conseguem elevar-se acima das copas das árvores da praça, que de cima formam um mar verde. Uma das fotos ilustra bem isso.

A Praça Osório nasceu em 1874 e recebeu, em 1878, o nome de Largo Oceano Pacífico. É Praça General Osório desde 1879. Esta praça constitui uma homenagem ao soldado Manuel Luiz Osório, Marquês do Herval, herói de várias batalhas durante a Guerra do Paraguai e Ministro da Guerra em 1878. Situa-se no centro da cidade e marca o início da Rua Comendador Araújo, da Avenida Vicente Machado e da Avenida Luiz Xavier.

Cometi uma falha ao não comentar no primeiro post dessa série, que a relação completa com os endereços, coordenadas e até várias fotos do Google Earth com um marcador de cada árvore imune em Curitiba, foi enviada à mim pelo funcionário da Secretaria do Meio Ambiente Sacha Lubow, em resposta à uma solicitação minha via e-mail direcionada à SMMA. Agradeço à SMMA e ao Sacha pela atenção e retorno.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Casas do Batel: Família Rebello



Residência desenhada e arquitetada pela proprietária Rosa e construída entre 1937 e 1939 pelo engenheiro Parolin. Seu estilo é influenciado pelas arquiteturas italiana e árabe. Em 1940, foi adquirida pelo Dr. Joaquim Pinto Rebello, um dos fundadores da Universidade do Paraná e membro da expedição Rondon. O branco é a sua cor original. Sua fachada possui entalhes de águias, um símbolo do fascismo durante a 2a. Guerra Mundial. Possui um dos jardins mais bem cuidados da cidade. Fica na Avenida Bispo Dom José, 2349.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Pessoas comuns e incomuns de Curitiba 10


As duas moças, que acredito trabalham no complexo do Hotel Pestana, estavam dando uma pausa para fumar quando passei pela Rua Brigadeiro Franco, entre a Dr. Pedrosa e Emiliano Perneta, em frente ao que restou da antiga casa do historiador David Carneiro, onde também um dia, foi a sede do museu homônimo.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

51 Árvores Imunes de Corte de Curitiba: Canafístula - Praça Vila Lobos





Iniciarei hoje uma série que deve agradar aos que apreciam botânica e considero no mínimo curiosa e não nunca ouvi falar de ação semelhante em outro lugar. Em Curitiba, 51 árvores foram declaradas como sendo Imunes de Corte em decreto (1.181/2009) assinado pelo então prefeito municipal Carlos Alberto Richa (ou Beto Richa) e o então secretario municipal do meio ambiente José Antonio Andreguetto, no dia 29/03/2009 (não por acaso o dia da árvore), revogando o decreto 921/2001 que já protegia 25 árvores de Curitiba. Essa ampliação para 51 árvores ocorreu via consulta pública, na qual a Secretaria Municipal do Meio Ambiente pediu para que os moradores da cidade indicassem as árvores que poderiam fazer parte da lista das imunes de corte na capital. A ideia era de que os moradores de Curitiba indicassem árvores relevantes pela sua espécie, tamanho, capacidade de produzir sementes ou mesmo pela importância para a comunidade em torno dela.
A seleção das novas árvores foi feita por uma comissão técnica formada por biólogos, agrônomos e engenheiros florestais da Secretaria do Meio Ambiente. Algumas foram indicadas pela população e outras foram identificadas pelos técnicos. Também foi revisada a lista das 25 árvores já decretadas imunes. Todas foram consideradas em condições de continuar na lista.
As árvores estão distribuídas em 40 locais públicos e particulares da cidade e todas recebem uma placa com a identificação da espécie e o alerta de que ela não pode ser retirada. Qualquer pessoa que atente contra uma dessas árvores identificadas é processada por crime ambiental e responde nas esferas administrativa, cível e penal.
Essas árvores são vistoriadas periodicamente pela Secretaria do Meio Ambiente e qualquer ação nessas árvores só pode ocorrer sob orientação e aprovação dessa secretaria.
Não sei sei vou conseguir fotografar todas as 51 árvores, mas vou fotografar tantas quanto possível, sempre identificando a árvore, o local e alguma curiosidade sobre a região na qual ela está inserida.

A árvore de hoje é uma Canafístula (peltophorum dubium) que encontra-se numa pequena e bem arborizada praça no coração do Jardim Social chamada Vila Lobos, na Avenida Presidente Washington Luiz. O Jardim Social é um bairro de Curitiba que podemos definir como exclusivamente residencial e por ficar na imediações do aeroporto do Bacacheri, suas edificações são basicamente casas térreas, tendo o comercio do bairro concentrado nas avedidas que o delimitam ou circundam (Avenida Nossa Senhora da Luz, Rua Fagundes Varela e Avenida Vitor Ferreira do Amaral). Por muito tempo, o Jardim Social foi considerado o bairro dos ricos em Curitiba.
Verdes saudações à todos!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Arquitetura moderna


Não sou arquiteto e tenho pouco conhecimento nessa área, então pode ser que a denominação de arquitetura moderna não seja a mais adequada para definir o estilo desse belo prédio, localizado na avenida do Batel na esquina com a rua Silveira Peixoto. Esse prédio aliás tem algo de misterioso. Anos atrás, soube por colegas de uma operadora de telecomunicações, que seus sistemas estavam sofrendo forte interferência nessa região, prejudicando os assinantes. Depois de muitos testes, identificaram a fonte dessa interferência como sendo oriunda desse prédio. Devido a um forte e atento esquema de segurança, sequer conseguiram acesso e contato no prédio. Somente por intermédio da Anatel a misteriosa fonte de interferência desapareceu.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Eis a muvuca!!



Como disse ontem, a praia que era um mar de tranqüilidade e caminhar por ela era um convite à contemplação e para os adeptos, à meditação, hoje transformou-se completamente. Ficou mais alegre e viva, sem dúvida, mas caminhar pela praia requer um certo jogo de cintura, pois há pessoas jogando volei (inclusive com bolas de basquete), pessoas ensaiando um futebol, pessoas jogando frescobol, crianças que surgem na sua frente do nada, pessoas correndo, andando e muito mais. Num certo ponto da praia, exatamente em frente à Santa Terezinha, a faixa de areia parece mais estreita, pois nesse ponto, os veranistas não precisam ir ao mar, o mar vem até eles e além disso, o pequeno espaço é dividido com o vendedor de tapioca, de pastel, de churros, de pizza, cerveja, raspadinha, sorvete, coco e muito mais! Além é claro, dos salva-vidas, que nesses dias têm um trabalho danado! Como disse, tudo muito divertido (desde que se tenha bom humor, naturalmente)!
E você, que está transitando nesse final de semana pelas ruas tranquilas de Curitiba, saiba que estão todos aqui no litoral! Mas não se preocupe, nós voltaremos!!