terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Todeschini Alimentos






Hoje publico mais algumas fotos dos descendentes de Tarquínio Todeschini e de Angela Itália Sartori e conto um pouco da história da Todeschini Alimentos, que por mais de um século fez parte das vidas dos paranaenses na forma de massas, doces e biscoitos.

A história da Todeschini Alimentos no Brasil teve início em 1870, quando o marceneiro Giuseppe Todeschini, de Arcole, na província de Verona, Itália, decidiu vir para a América do Sul, com os mesmos sonhos de milhares de imigrantes que deixaram seus países de origem decididos a fazer fortuna. Em Curitiba, trabalhou por sete anos como construtor de casas para imigrantes das colônias Muricy e Imbituva.

Em 1878, casou-se com Domênica Cemin com quem teve oito filhos e, seis anos depois, comprou uma chácara na (atualizando o endereço) esquina da Avenida 7 de setembro com a Rua Bento Viana, onde construiu uma casa, iniciando no local a atividade industrial da primeira fábrica de macarrão do Sul do Brasil, que começou com seis funcionários. O próprio Giuseppe idealizou as máquinas para a indústria e ia pessoalmente aos clientes, de casa em casa, oferecendo o macarrão, até então um alimento desconhecido da maioria da população da capital paranaense. Não raras vezes teve que ensinar como preparar o produto, o que garantiu festivos almoços e lendárias amizades.

Giuseppe faleceu em 7 de agosto de 1922, com 71 anos, quando seus filhos já administravam totalmente os negócios, seguindo a mesma filosofia do pai e tornando a marca muito conhecida no Paraná e Santa Catarina e algumas cidades de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
   
A crise financeira de 2002, mudanças no mercado e conflitos na família, porém, abalaram a empresa. Depois de quatro gerações terem passado pelo comando da empresa após a morte do fundador, os Todeschini optaram por administração profissional e passaram a ocupar cargos no Conselho de Administração.

A empresa teve mais de mil funcionários nos bons tempos e manteve-se atuante por 128 anos, fazendo parte da vida de gerações de paranaenses.

Fontes: jornal Gazeta do Povo 2006 / Gazeta Mercantil - 21.05.2009

Legenda das fotos:
Foto 1 - imagem de 1926 das quatro filhas mais velhas de Tarquinio e Angela Itália.
Foto 2 - imagem de 1935 do casamento de Constância Todeschini (Lila).
Foto 3 - imagem de 1934 do casamento de Octávio Gabardo e Diomira Todeschini Gabardo.
Foto 4 - imagem de João Carlos Domanski, da qual ele comenta o que segue: "Um dos poucos registros da minha infância, o banguelinha, de maio de 1959, aos 6 anos. A blusa e o portão eram verdes e a cerca de madeira era rosa. Haviam muito poucas opções de cores naquela época".
Foto 5 - além das belas imagens e muitas histórias, João Domanski me mostrou a câmera com a qual seu avô deve ter feito muitas das fotos que me foram mostradas. Como é um assunto que obviamente me interessa, pesquisei um pouco e descobri que essa é uma câmera modelo No. 1A AUTOGRÁFICO KODAK JR. Trata-se de uma câmera de fole para o filme autográfico do tipo 116 produzidas entre 1914 e 1932. Era produzida em Rochester, NY, EUA pela Eastman Kodak Company e também pela unidade da Kodak no Canadá. Um tesouro!

6 comentários:

  1. Me encanta este post y el anterior. Yo vivía en los años 70- 72 en la casa de al lado, edificio Barcelona. Recuerdo perfectamente esa casa, en alvenaria, no de madera, pero en ella vivia una amiga con la que jugábamos entonces en la calle que se llama Marilia y de la cual recientemente me han hablado mis amigas de entonces del edificio Barcelona. No recuerdo la familia de la que hablas, sólo a esa niña.
    Como siempre, un placer seguirte.

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    1. Olá Helena - Suponho que deva estar falando da família que residia ao lado da casa que estamos nos referindo, de número 2130, onda haviam 2 crianças com que brincávamos de criança: Renata e Marília. Eu residi nesta casa de madeira, frene de alvenaria por 18 anos, até ser vendida para dar lugar ao prédio amarelo lá existente. A família da Marília mudou e a casa não existe mais, apenas prédios imensos.

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    2. Muito bom ter reunido aqui vizinhos de tempos passados.

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  2. Prezado Washington - O post ficou excelente. Parabéns pela dedicação e qualidade do material.

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    1. Novamente, sou eu quem agradece. Nos muitos comentários no Facebook, notei que motivou até um movimento igual em outras famílias, além de uma onda de nostalgia (da boa) em muita gente.

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  3. Claro, Joao Carlos, así debe ser. Como en la foto del predio amarillo se ve al lado mi casa, en el 2100, no pensé que pudiera haber ahí dos casas. Por lo que leí en el post, si eres el de la foto, eres seis años mayor que yo, así que no nos habremos hecho mucho caso en la época. Ahora busco en mi memoria, y en las pocas fotos antiguas que puedo tener, cómo era la calle entonces. No recuerdo mucho. Hace 44 años que no la veo.
    Un saludo.

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