quarta-feira, 31 de março de 2010

Canja de viola na Praça Tiradentes

O violeiro da foto provavelmente participou do Canja de Viola do TUC (Teatro Universitário de Curitiba) e resolveu continuar a canja num banco da Praça Tiradentes. Do ônibus não pude conferir se a música era boa. O Canja de Viola é parte da programação permanente do TUC desde 1985.

terça-feira, 30 de março de 2010

Piquenique

Nos parques de Curitiba, especialmente nos finais de semana, os adolescentes se reúnem com amigos para bater papo, dançar e, eventualmente, para um piquenique, como mostra a foto tirada no MON.

segunda-feira, 29 de março de 2010

317º Aniversário de Curitiba


Hoje Curitiba está comemorando 317 anos. As comemorações incluiram uma grande festa ao longo de todo o dia de ontem no Parque Barigui (com direito a bolo gigante) e inaugurações por parte do prefeito Beto Richa ao longo dos últimos dias.

Encontra-se no site da prefeitura o seguinte texto: "Em 29 de março de 1693, o capitão-povoador Matheus Martins Leme, ao coroar os "apelos de paz, quietação e bem comum do povo", promoveu a primeira eleição para a Câmara de Vereadores e a instalação da Vila, como exigiam as Ordenações Portuguesas. Estava fundada a Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, depois Curitiba. "

Mas vale também, relembrar uma curiosa história envolvendo o historiador Romário Martins.

No dia 28 de março de 1906, Alfredo Romário Martins, então respeitável vereador e já historiador, resolveu propor à Câmara Municipal o dia 29 de março de 1693 para marco de fundação da cidade. Como na época prefeito e vereadores pouco ou nada sabiam a respeito, aceitaram a exposição dos motivos do historiador.
A data em questão marca o dia em que atendendo a uma petição do povo, Mateus Leme, que já conduzia sozinho o destino da Vila amadrinhada por Nossa Senhora da Luz por mais de 25 anos, criou a Câmara de Vereadores e demais cargos administrativos, implantando assim, a justiça no local.
Controversa é, portanto, a escolha dessa data como sendo a data da fundação de Curitiba, pois anteriormente a essa data e reconhecidos em Curitiba por nominarem várias ruas, encontraremos personagens importantes para a história de Curitiba, tais como Ébano Pereira, Mateus Leme, Baltazar Carrasco dos Reis e Gabriel de Lara, em documentos referenciando suas atividades, como a criação da Vilinha em 1648, a transferência da vilinha para onde é hoje a Praça Tiradentes em 1654, os pedidos de terras de sesmarias em 1661 e o levantamento do pelourinho em 1668.
Fonte: Curitiba – 315 anos de História, Tradição e Identidade. Anthony Leahy. Instituto Memória, 2008.

Independentemente da idade, Curitiba é uma cidade especial para se viver, trabalhar e estudar. Parabéns Curitiba e parabéns à todos que aqui vivem.

domingo, 28 de março de 2010

Pare, Olhe, Escute

Corremos tanto no nosso dia-a-dia, que nem sempre temos a oportunidade de fazer o que sugere a placa: Pare, Olhe, Escute. Isso nos permitiria viver melhor a cidade e nos relacionar melhor com as pessoas que nos cercam.
A foto foi tirada no cruzamento da Padre Germano Meyer com a Marechal Deodoro, no Alto da XV. Ao fundo observamos a caixa d'água da Sanepar da Avenida Nossa Senhora da Luz.

sábado, 27 de março de 2010

Soldados

Não é muito comum vermos soldados nas ruas de Curitiba, felizmente talvez pela pouca tradição do Brasil em meter-se em conflitos armados, como outras nações tradicionalmente belicistas. Esses eu fotografei de dentro do meu carro, na rápida do Portão sentido Centro-Bairro, quase esquina com a Avenida Iguaçú.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Skaters

Ontem postei uma foto mostrando a pipa como a principal diversão das crianças da periferia de Curitiba, hoje segue a foto das crianças do centro de Curitiba curtindo o domingo com seus amigos e seus skates, portanto as crianças mais urbanas não soltam pipas.
Como as ruas de Curitiba aos domingos ficam com muito pouco tráfego, as canaletas dos ônibus são altamente convidativas para a diversão.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Empinando pipa

Quebrando a série sobre arquitetura modernista, segue a simplicidade da imagem de um garoto empinando sua pipa numa rua pouco movimentada do Bairro Novo Mundo em Curitiba.
É muito comum, principalmente no verão e nos bairros mais distantes do centro, ver crianças empinando suas pipas, sendo essa uma das suas brincadeiras favoritas. Sendo a rua o lugar onde elas brincam com suas pipas, os fios tornam-se um risco que as crianças parecem não se importar muito.
A COPEL (companhia de distribuição de energia do Paraná), faz constantes campanhas alertando para os riscos de se empinar pipas perto de fios de energia, pois uma vez enroscadas as pipas, vários acidentes podem ocorrer, desde a interrupção do fornecimento de energia, até um grave acidente por choque, seja porque a criança decide escalar o poste para retirar a pipa ou pelo fato do fio da pipa ser feito de material condutor.
Mas como infância sem pipa, principalmente para as crianças de famílias mais humildes, não é infância, cabe então aos adultos e ao poder público, garantir a segurança dessas crianças.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A Arquitetura Modernista de Curitiba - Rubens Meister

A atuação do escritório de Rubens Meister difundiu o Movimento Moderno em Curitiba, a partir do concurso para o Teatro Guaíra, até a década de 1960, quando teve início o curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPR. Rubens Meister nasceu em Botucatu, no estado de São Paulo em 21 de janeiro de 1922, mas criou-se em Curitiba. Cursou o primeiro grau na Deutscheknabeuschule do Colégio Bom Jesus. Depois de matriculado em Engenharia Civil na UFPR, Meister foi ao Rio de Janeiro, onde se classificou no curso de Arquitetura na Escola nacional de Belas Artes, mas não prosseguiu os estudos. Tornou-se professor no curso de Engenharia Civil da UFPR no ano seguinte a sua formatura (1947), sendo responsável pela introdução do ideário da Arquitetura Moderna para uma geração de engenheiros. Presidiu em 1956 a comissão encarregada de criar o curso de Arquitetura e Urbanismo na UFPR. Recém formado, participou do concurso do Teatro Guaíra, ficando em terceiro lugar, mas tendo o seu projeto escolhido pelo governador Bento Munhoz da Rocha. Outros importante projetos além dos constantes das fotos abaixo fazem parte da paisagem de Curitiba, tais como o Edifício da Caixa Econômica Federal na Marechal Floriano, a Sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná na Cândido de Abreu, o Edifício Barão do Rio Branco na esquina com a Marechal Deodoro, a Prefeitura Municipal de Curitiba no Centro Cívico, a Sede da Celapar na Mateus Leme, o Edifício Atalaia na esquina da Mal. Deodoro e Barão do Rio Branco, a Agência do HSBC na esquina da Rua XV com a Mal. Deodoro; o prédio da Rodoferroviária de Curitiba, o Centro de Atividades do SESC na Rua Fernando Moreira. Rubens Meister faleceu em 29 de junho de 2009.


Teatro Guaíra (1948)
No projeto do Teatro Guaíra, a valorização do percurso arquitetônico, desde a entrada ao nível da rua até o acesso ao auditório no segundo pavimento, recurso utilizado pelas academias Beaux Arts, foi herdada também por Le Corbusier e Oscar Niemeyer. Meister enfrentou dificuldades na falta de assessoria para as soluções de acústica e visibilidade, desenvolvendo um conhecimento aprofundado nessas áreas de forma autodidata, valendo-se de literatura estrangeira. O pequeno auditório, de 504 assentos, o “Guairinha”, foi inaugurado em 1954 e o grande auditório, para 2.174 espectadores, foi inaugurado em 1974.


Auditório da Reitoria da UFPR (1956).
O auditório da Reitoria da UFPR, de 700 lugares, conta uma disposição espacial peculiar: o acesso principal acontece pela parte inferior da platéia. É expressivo o efeito estético obtido com o uso de pórticos de concreto revestidos de granito, que também servem de pilotis para o saguão de entrada, cuja ampla esquadria de vidro permite transparente visualização pela Rua XV de Novembro.


Centro Politécnico da UFPR (1956)
Seu primeiro projeto de grande porte, o Centro Politécnico da UFPR, foi inspirado no Illinois Institute of Technology em Chicago. O conjunto de edificações adotou semelhante proposta de implantação dos blocos dentro do espírito funcionalista. A qualidade tectônica da construção do conjunto dos edifícios realça a qualidade do projeto, cinqüenta anos após a sua concepção. O edifício principal da administração, com cinco pavimentos, se destaca no conjunto arquitetônico. A disposição em lâmina, a estrutura independente, as esquadrias moduladas e o pavimento térreo, com amplo espaço livre e recuado em relação ao balanço do corpo do edifício, estão as principais características do Movimento Moderno.

terça-feira, 23 de março de 2010

A Arquitetura Modernista de Curitiba - Romeu Paulo da Costa

Nascido em Curitiba em 24 de janeiro de 1924, complementou seu conhecimento em Arquitetura, com bibliografia e prática profissional, junto com o curso de Engenharia Civil da UFPR, concluído em 1948. Contribuiu para a disseminação do ideário do Movimento Moderno em Curitiba. Foi professor do curso de Arquitetura e Engenharia Civil da UFPR a convite de Rubens Meister, amigo desde os tempos da Deutscheknabeuschule do Colégio Bom Jesus. Tinha predileção por Le Corbusier, cuja arquitetura julgava mais adequada para as condições brasileiras de clima e tecnologia. Trabalhou na Secretaria de Viação e Obras Públicas do Paraná.



Biblioteca Pública do Paraná (1951).
Perfeitamente inserida na paisagem urbana de Curitiba, a Biblioteca Pública do Paraná, principal obra de Romeu da Costa, expressa a transição e a síntese do Racionalismo Clássico com os conceitos do Movimento Moderno. A Biblioteca foi escolhida para compor o conjunto de obras do Centenário da Emancipação Política do Paraná. Para o projeto, Romeu da Costa viajou para o Rio de Janeiro para aprimorar seu conhecimento, contando com a colaboração de competentes bibliotecárias. O projeto adatava uma solução afinada com os conceitos do Movimento Moderno, com ênfase na horizontalidade e fachada dominada por brises de proteção solar. A construção ganhou monumentalidade com o aumento de sua altura e diminuição do corpo principal. Foram criados também dois anexos laterais com pé-direito menos, destinados a biblioteca infantil e espaço para exposições, ocupando assim, as três faces do quarteirão. O prazo de execução, oito meses, foi recorde, inaugurada em 19 de dezembro de 1954. A não execução dos brises e a escala de altura, fizeram com que a obra adotasse a monumentalidade do Racionalismo Clássico. Os balanços da Lages dos anexos fazem o contraponto Modernista com o resultado “perretiano” do corpo principal.


Edifício do Banco Comercial do Paraná (1953).
Rua XV com Monsenhor Celso
No edifício do Banco Comercial do Paraná, Romeu da Costa “superou” o Art-Déco e “assumiu” os princípios do Movimento Moderno, de planta livre e estrutura independente. A geometria reta do edifício não acompanha a esquina. A obrigatoriedade de execução de galerias cobertas na Rua XV com a intenção de aumentar o espaço da calçada, sugeriu a proposta de solução de pilotis desse edifício de pilares aparentes e esquadrias moduladas executadas em metal. O uso de brises complementa a absorção dos princípios “corbusianos”.



Sinagoga Francisco Frischmann (1959).
A comunidade israelita convidou Romeu da Costa para executar a sinagoga Francisco Frischmann, no mesmo local onde a antiga funcionava em caráter provisório. O terreno apesar de suas reduzidas dimensões, encontra-se em particular situação urbana: entre duas ruas, com uma terceira face voltada para uma pequena praça. A obra utiliza as linhas retas do funcionalismo “miesiano” e brises instalados na face leste voltada para a praça.

segunda-feira, 22 de março de 2010

A Arquitetura Modernista de Curitiba - Leo Linzmeyer

Neto de alemães, Gerhard Leo Linzmeyer nasceu em Curitiba em 7 de setembro de 1928. Na infância, estudou desenho e pintura com Thorstein Andersen, filho do pintor Alfred Andersen. Recém formado em engenharia pela UFPR, trabalhou no escritório de Rubens Meister, estabelecido no canteiro de obras do Teatro Guaíra. Nos anos de 1956 e 1957, foi estudar Arquitetura na Universidade de Karlsruhe, no sul da Alemanha. Foi diretor do Departamento de Águas e Esgoto do Estado do Paraná; Diretor Presidente da Companhia de Saneamento do Paraná, Sanepar; Secretário de Estado de Viação e Obras Públicas (1975 e 1979) e Coordenador da COMEC (1979). Faleceu em Curitiba em 1999.


Casa Nelson Imthon Bueno (1958).
R. Itupava entre Atílio Bório e Schiller.
Em relação do uso do desnível do terreno no projeto da Casa Nelson Imthon Bueno, a proposta de Linzmeyer conquistou o proprietário perante outros projetistas consultados, que pretendiam um aterro. O lote urbano com muita frente e pouca profundidade conduziram a uma solução que quase colou a casa nas divisas, imprimindo linearidade para a solução.


Casa Orlando Kaesemodel (1960).
Rua Carmelo Rangel.
No projeto da casa de Orlando Kaesemodel, Linzmeyer também aproveitou o desnível do terreno para utilizar o pavimento inferior para garagem e espaços de estar, usufruindo a face norte do terreno e o bosque natural existente. O uso inovador de lajes duplas permitiu a passagem de tubulações, disposição livre dos ambientes e grandes panos de vidro.


Casa Edgar Barbosa Ribas (1967).
Pe. Agostinho, entre Angelo Sampaio e Pça Ucrânia.
Duas Lages “flutuantes” com terraços e generosos balanços compõem a disposição dos planos de uso da casa Edgar Barbosa Ribas. Como um mirante situado em ponto alto do terreno, a casa tem seus espaços ao mesmo tempo bem setorizados e interligados. O contraste entre beirais em concreto com grandes esquadrias de madeira é característico da estética da arquitetura de Leo Linzmeyer.

domingo, 21 de março de 2010

A Arquitetura Modernista de Curitiba - Jaime Wassermann

Jaime Wassermann foi o maior empreendedor de conjuntos habitacionais do Paraná, executados entre 1967 e 1981, sendo a habitação social um dos principais temas do Movimento Moderno. Nascido em Montevidéu, no Uruguai, em 1924. Quando tinha cinco anos de idade, sua família emigrou para o Brasil, fixando residência em Curitiba. Colega de Rubens Meister, Jaime formou-se em Engenharia Civil em 1947. Cursou Arquitetura na UFPR. Em 1966 e 1972, estagiou na França graças a duas bolsas obtidas junto à Alliance Fraçaise, organizado pelo Ministère des Affaires Étrangères. Em 1967, sua Construtora Independência deu início em Curitiba, ao seu primeiro conjunto residencial.



Edifício Aurora (1964).
Av. Padre Agostinho com Candido Hartmann.
Projeto executado em conjunto com Edson Panek, enquanto ainda cursava Arquitetura, o edifício Aurora aproveita a geometria do terreno de esquina.


Conjunto Independência (1968).
Rua Souza Naves.
O Conjunto Independência com 128 apartamentos, contém edifícios em lâmina, com dois apartamentos por andar, e em H, com quatro apartamentos por andar. A técnica construtiva, utilizando lajes pré-moldadas de concreto armado, tijolo à vista envernizado, elementos vazados e esquadrias de ferro, visava à durabilidade e racionalidade de execução.


Conjunto Cosmos (1974).
Rua Souza Naves.
O Conjunto Cosmos, com cem apartamentos distribuídos em quatro torres implantadas isoladamente sobre a laje de cobertura, criando grande plano elevado, foi projetado no espírito do Plano Voisin (1925), de Le Cobusier. Foram utilizadas telhas de aço coloridas como revestimento dos peitoris das fachadas e introduz na cidade, escadas de incêndio pré-fabricadas em concreto armado, com desenho em baixo relevo.

sábado, 20 de março de 2010

A Arquitetura Modernista de Curitiba - Elgson Ribeiro Gomes

Nasceu em Florianópolis em 16 de novembro de 1922. A família, de poucos recursos, mudou-se para Curitiba, no esforço de sua mãe para ver o filho formado em uma profissão. Durante o primeiro ano do curso de Engenharia Civil da UFPR, em 1940, Elgson trabalho como apontador de obras na Construtora Surugi & Colli. O curso de engenharia Civil procurava suprir o conhecimento de arquitetura através de uma única disciplina, Construção de Edifícios: Arquitetura. Em 1946, tendo já concluído o curso de engenharia Civil, e ainda não satisfeito com sua formação, foi para São Paulo dedicar-se à Arquitetura, matriculando-se na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackensie. Elgson conheceu Adolf Franz Heep na Associação Paulista de Belas Artes, onde procurava aprimorar-se no desenho, antes de voltar ao curso de arquitetura, influenciando em definitivo a sua carreira. A colaboração entre os dois durou quase dez anos, de 1950 a 1959 (um ano depois da conclusão de seu curso de Arquitetura).


Edifício Souza Naves (1953).
R. Cândido Lopes e Ermelino de Leão.Resultado de parceria entre Elgson Ribeiro Gomes e Adolf Heep, o projeto do Edifício Souza Naves, destinado ao Instituto de Pensões e Aposentadoria dos Servidores do Estado (IPASE), foi desenvolvido em tempo recorde. A troca das esquadrias de ferro por outras de alumínio em 1981, provocou repúdio por parte dos arquitetos de Curitiba e as intervenções em 1995, descaracterizaram o volume da entrada.


Edifício Itália (1962).
Rua Fernando Moreira.
O Edifício Itália e Barão do Cerro Azul, com suas fachadas em curva, permitiram o melhor aproveitamento possível dos ambientes voltados para a rua, cujo traçado sugere esse desenho. Como resultado, os edifícios ganham personalidade própria na paisagem urbana. No Edifício Itália, o arquiteto utilizou a disponibilidade que a legislação permitiu e avançou 1,2 metros sobre o alinhamento.


Edifício Provedor André de Barros (1969).
Travessa Jesuíno Marcondes
O edifício Provedor André de Barros é uma das obras que se destacam na paisagem urbana de Curitiba, faz parte de um conjunto de prédios de apartamentos onde o arquiteto praticamente esgotou as propostas de dimensionamento de área interna (de 30 a 600 metros quadrados). O tratamento dado por Elgson e Heep às esquadrias e aos peitoris das varandas, permite traçar um paralelo entre seus edifícios de apartamentos e as Unidades de Habitação em Marselha (1946) e em Firminy-Vert (1960) de Le Corbusier.

sexta-feira, 19 de março de 2010

A Arquitetura Modernista de Curitiba - Ayrton Lolo Cornelsen

Nascido em Curitiba em 7 de julho de 1922, Ayrton “Lolo” Cornelsen realizou um extenso trabalho como arquiteto e engenheiro. Em 1943, estudante de engenharia da UFPR e funcionário da Prefeitura de Curitiba, foi encarregado de acompanhar Alfred Agache para conhecer a cidade. Concluiu seu curso de engenharia no Rio de Janeiro, onde manteve contato com a arquitetura produzida pelos discípulos de Lúcio Costa. Lolo tem sido crítico permanente do Plano Wilheim-IPPUC, uma vez que não foram implantadas as largas avenidas propostas no Plano Agache, mantendo o centro de Curitiba “atravancado”, sem o aspecto de metrópole desejado pelo urbanista francês.


Casa Marcos Axelrud (1953).
Rua Itupava com N. Sra da Luz.
A casa Marcos Axelrud, contida em prisma retangular, apresenta exuberante pórtico, com desenho em curva em concreto armado. Os terraços projetados nas extremidades deveriam receber brises-soleis, que não foram executadas.


Casa Romário Pacheco (1953).
R. Dr. Faivre perto da Marechal Deodoro.
As casas Romário Pacheco e Dellio Marondim, estão entre seus projetos mais elaborados. Essas casas apresentam primorosos detalhes de elementos em madeira, cuja execução foi facilitada pela marcenaria de que Lolo era proprietário.


Sede do DER (1955).
Avenida Iguaçú entre Mal Floriano e Rockfeller.
No projeto da sede do DER, sua implantação dispõe o bloco principal recuado do alinhamento da rua, com pavimento térreo sob pilotis. Um bloco de dois pavimentos, contendo auditório na face frontal, atravessa o bloco principal. Complementam os elementos arquitetônicos, que compõem os princípios puristas de Le Corbusier, uso do terraço para restaurante e lazer, planta livre para mobilidade de disposição de espaços administrativos e janela em fita.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A Arquitetura Modernista de Curitiba - Vilanova Artigas

Artigas nasceu em Curitiba em 23 de junho de 1915, e muito cedo perdeu o pai. Obteve sólida formação no segundo grau, pela ação de sua mãe, professora da rede estadual. Também foi seu mestre o poeta Dario Veloso. Ingressou no curso de Engenharia da UFPR em 1932, mas se transferiu para São Paulo, onde freqüentou o curso noturno de desenho artístico da Escola de Belas Artes. O estágio com Oswaldo Bratke consolidou o seu aprendizado como engenheiro-arquiteto da Escola Politécnica da USP, onde obteve o diploma em 1937. Passou o ano de 1947 no Massachusetts Institute of Technology, MIT, com bolsa da Fundação Guggenhein, mantendo contato com a arquitetura de Frank Lloyd Wright.


Casa João Bettega, hoje Instituto Artigas (1944).
Rua da Paz quase Av. Sete de Setembro.
A Casa João Bettega contém, em pequena escala, o vocabulário do arquiteto, que inclui a promenade architectural e o uso de cores vivas. A casa foi implantada em terreno alto e criticada pela população. Artigas procurou interferir o mínimo no terreno natural. A casa foi resolvida dentro de um prisma retangular, com distribuição modulada de pilares, em dois pavimentos, com espaços integrados por pés-direitos duplos e interligados por rampas, de maneira a permitir que todos os ambientes ficassem voltados para o norte. Restaurada em 2004, foi transformada na sede do Instituto Artigas.


Hospital São Lucas (1945).
Avenida João Gualberto.
Em seu projeto para o Hospital São Lucas em Curitiba, uma de suas primeiras obras de porte, Artigas interpreta as concepções puristas de Le Corbusier, como estrutura independente, janelas em fita e blocos interligados por rampas. Sua localização, em terreno alto e de esquina, marca a paisagem urbana.


Casa Edgard Niclewicz (1978).
Rua Lourenço Mourão próximo à Mario Tourinho.
Vinte e cinco anos depois da Casa João Bettega, Artigas projetou a casa Edgard Niclewicz, uma de suas últimas obras. Com linguagem semelhante, novamente o programa se desenvolve dentro de um prisma retangular, com uma empena cega de concreto voltada para a rua.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A Arquitetura Modernista de Curitiba - Frederico Kirchgässner

Frederico Kirchgässner nasceu em Karlsrube, Alemanha. Foi trazido para o Brasil com seus pais e registrado como nascido em 12 de abril de 1899 em Ibirama, Santa Catarina. Mudou-se ainda criança para Curitiba, estudando na Deutcheknabeuschule do Colégio Bom Jesus.
Kirchgässner começou a trabalhar na Prefeitura de Curitiba, como desenhista, em 25 de junho de 1916, permanecendo no Departamento de Urbanismo até se aposentar. Em 1929, Kirchgassner viajou para Berlim, onde prestaria os exames e conseguiria o diploma de arquiteto, frequentando também curso de Belas Artes. Faleceu em Curitiba em 19 de agosto de 1988.


Casa Frederico Kirchgässner (1930). Rua Treze de Maio esquina com rua Portugal.
Em 1930, projetou e construiu sua própria casa, ano que marca a primeira manifestação da arquitetura modernista em Curitiba. Esta casa é uma pequena obra prima, pela implantação e distribuição do programa; pelo cuidado na técnica com que foi construída; pelos pórticos e pela utilização do terraço do último pavimento; e pelo requinte em que foram executados todos os detalhes da casa, das esquadrias ao mobiliário.


Casa Bernardo Kirchgässner (1936).R. Visconde de Nacar quase Manoel Ribas.
Projetada para seu irmão, foi sua segunda casa modernista, de concepção mais simplificada. Implantada em lote de meio de quadra, com aclive para os fundos, apresenta interessante composição de volumes. Buscando insolação em três faces da casa, o arquiteto levantou uma parede cega na divisa esquerda do lote, cuja orientação é sul.


Edifício na Rua Portugal (1958). R. Portugal entre Carlos Cavalcanti e Jaime Reis.
Edificação bem detalhada de arquitetura com reminiscências Art-Déco, sem uso de estrutura independente de concreto armado, com quatro pavimentos, implantados no alinhamento predial e ocupando toda a testada do terreno.

terça-feira, 16 de março de 2010

A Arquitetura Modernista de Curitiba - Introdução


A idéia para os posts que farei nos próximos dias sobre Arquitetura Moderna em Curitiba, partiu da compra e leitura do livro do Prof. Salvador Gnoato “Arquitetura do Movimento Moderno em Curitiba” (Travessa dos Editores, 2009), livro esse que recomendo pelo volume e qualidade das informações prestadas, permitindo aos leitores entenderem melhor a Curitiba na qual vivemos e o quanto a mão desses profissionais tem a capacidade de afetar a paisagem e a forma como nos relacionamos com a cidade.

A minha proposta aqui, será apresentar uma pequena introdução ao Movimento Moderno na arquitetura e nos posts seguintes, apresentar um pequeno resumo da obra e vida de oito Engenheiros Civis (ou Arquitetos sem curso de arquitetura, conforme citado no livro), que ajudaram a consolidar o ideário do Movimento Modernista em Curitiba, sendo eles, pela futura ordem de publicação dos posts (mesma ordem em que aparecem no livro): Frederico Kirchgässner, Vilanova Artigas, Ayrton “Lolo” Cornelsen, Elgson Ribeiro Gomes, Jaime Wassermann, Leo Linzmeyer, Romeu Paulo da Costa e Rubens Meister, todos eles nascidos ou criados em Curitiba. O Prof. Salvador gentilmente permitiu que eu utilizasse o seu livro como fonte para os textos que serão publicados.

Outros arquitetos e engenheiros, também deixaram a sua marca modernista em Curitiba, inclusive em edificações que já foram objeto de posts nesse blog, tais como o Centro Cívico, a Reitoria da UFPR, o Colégio Estadual do Paraná e em muitas outras edificações por toda a cidade.

Arquitetura moderna é uma designação genérica para o conjunto de movimentos e escolas arquitetônicos que vieram a caracterizar a arquitetura produzida durante grande parte do século XX (especialmente os períodos entre as décadas de 10 e 50), inserida no contexto artístico e cultural do Modernismo. O termo modernismo é, no entanto, uma referência genérica que não traduz diferenças importantes entre arquitetos de uma mesma época.

Não há um ideário moderno único. Suas características podem ser encontradas em origens diversas como a Bauhaus, na Alemanha; em Le Corbusier, na França em Frank Lloyd Wright nos EUA ou nos construtivistas russos alguns ligados à escola Vuthemas, entre muitos outros. Estas fontes tão diversas encontraram nos CIAM (Congresso Internacional de Arquitetura Moderna) um instrumento de convergência, produzindo um ideário de aparência homogênea resultando no estabelecimento de alguns pontos comuns.

Uma das principais bandeiras dos modernos é a rejeição dos estilos históricos principalmente pelo que acreditavam ser a sua devoção ao ornamento. Com o título de "Ornamento é Crime" (1908) um ensaio de Adolf Loos critica o que acreditava ser uma arquitetura preocupada com o supérfluo e o superficial. O ornamento, por sua vez, com suas regras estabelecidas pela Academia, estava ligado à outra noção combatida pelos primeiros modernos: o estilo. Os modernos viam no ornamento, um elemento típico dos estilos históricos, um inimigo a ser combatido: produzir uma arquitetura sem ornamentos tornou-se uma bandeira para alguns. Junto com as vanguardas artísticas da décadas de 1910 e 20 havia um como objetivo comum a criação de espaços e objetos abstratos, geométricos e mínimos.

Outra característica importante eram as idéias de industrialização, economia e a recém-descoberta noção do design. Acreditava-se que o arquiteto era um profissional responsável pela correta e socialmente justa construção do ambiente habitado pelo homem, carregando um fardo pesado. Os edifícios deveriam ser econômicos, limpos, úteis.

Duas máximas se tornaram as grandes representantes do modernismo: menos é mais (frase cunhada pelo arquiteto Mies Van der Rohe) e a forma segue a função ("form follows function", do arquiteto proto-moderno Louis Sullivan, também traduzida como forma é função). Estas frases, vistas como a síntese do ideário moderno, tornaram-se também a sua caricatura.

segunda-feira, 15 de março de 2010

VIK Muniz





As fotos são minhas, mas texto melhor do que encontrei no site do MON, onde a exposição de Vik Muniz aconteceu em Curitiba, não poderia produzir, portanto, segue parte do texto que pode ser encontrato na íntegra no link: http://www.museuoscarniemeyer.org.br/exposicoes/vik.html

De São Paulo a Nova Iorque
Vik Muniz foi criado em São Paulo, onde iniciou seus estudos de arte, e chegou aos Estados Unidos graças a um acidente. Depois de apartar uma briga de rua, foi atingido por um tiro na perna. O autor do disparo era quem Muniz tentava defender na briga. Para compensar, o homem ofereceu-lhe boa soma em dinheiro, que financiou a viagem para Chicago, em 1983. Dois anos depois, foi para Nova Iorque, onde vive até hoje. O sucesso, no entanto, chegou há 14 anos, quando seu trabalho foi visto em uma galeria por um crítico do New York Times. O artigo lhe abriu portas e rendeu o convite para a exposição New Photography, no MoMA e para a aquisição de obras suas pelo Guggenheim e pelo Metropolitan Museum of Art.

Hoje suas obras estão em acervos particulares e galerias de diversos continentes e em museus como o Tate Modern e o Victoria & Albert Museum, em Londres; o Getty Institute, em Los Angeles; e o MAM de São Paulo. Recentemente, o reconhecimento ao seu trabalho lhe rendeu um convite do MoMA de Nova Iorque para ser curador da prestigiada mostra Artist’s Choice (Escolha do Artista), realizada em dezembro passado na sede do museu - fato inédito para um brasileiro. Vik Muniz é ainda o único brasileiro vivo a figurar no livro 501 Great Artists of All Times, da Penguin Books, ao lado do carioca Hélio Oiticica, falecido em 1980.

Processo Criativo
Dedicado inicialmente à escultura, Muniz percebeu, no início dos anos 90, que ao documentá-las através da fotografia encontrava um resultado artístico melhor aos seus propósitos do que a escultura em si. Desde então, resolveu unir as duas linguagens, às quais somou outras, como desenho, pintura e colagem.

Antes de seu olhar como fotógrafo captar o que se tornará o produto final de sua obra, cria um verdadeiro teatro, com cenas, retratos, objetos e imagens, alguns em escala gigantesca, usando elementos tão diversos como papel picado, sucata, molhos e algodão, em processos de construção que podem levar semanas ou até meses.

Assim, surgiram algumas das obras como o soldado composto por inúmeros soldadinhos de brinquedo; a Medusa de macarrão e molho marinara; e retratos das atrizes Elizabeth Taylor e Monica Vitti compostos por centenas de pequenos diamantes.

A relação do material utilizado com o tema não é acidental: a série Sugar Children (Crianças de Açúcar), de 1996, recria, a partir do uso de açúcar, retratos de crianças que o artista conheceu no Caribe. Uma metáfora estética sobre a “doçura pueril” de crianças ainda não transformadas pelo amargor de uma vida sofrida como a de seus pais, trabalhadores em regime semi-escravo dos canaviais locais: “A radiosa infância daquelas crianças vai certamente ser transformada, pelo açúcar, em açúcar”, sentencia Muniz.

domingo, 14 de março de 2010

Apreciando um VIK


A foto mostra duas das pessoas mais importantes de minha vida, analisando de perto uma das impressionantes fotografias do artista Vik Muniz, em exposição no MON. Em breve farei um post detalhando um pouco mais o trabalho desse artista.

sábado, 13 de março de 2010

Memorial Ucraniano


O Memorial Ucraniano em Curitiba é uma réplica da Igreja de São Miguel na Serra do Tigre, em Mallet, com telhas de pinho e cúpula de bronze. Localizado no Parque Tingui é uma homenagem ao centenário da chegada dos colonizadores ucranianos.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Parque São Lourenço



O Parque São Lourenço, com 203.918 m², possui uma grande área de recreação que compreende, dentre outras coisas, uma grande pista para carrinhos de rolimã e um parquinho para as crianças.

Seu principal equipamento é o Centro de Criatividade, inaugurado em 1972 e administrado pela Fundação Cultural de Curitiba. Dedica-se à realização de atividades ligadas as artes plásticas, pesquisa de som, luz e movimento. Lá funciona uma biblioteca, um local para exposições, auditório, sala de projeção e são ministrados, ao longo do ano, cursos de arte, sob a orientação de pessoas especializadas. Nesta construção de 2.500 m² funcionava uma antiga fábrica de cola que aproveitava as águas represadas do Rio Belém. Por ocasião das chuvas intensas, em 1970 o rompimento do tanque São Lourenço desativou a antiga fábrica. Aproveitando o local, a Prefeitura de Curitiba desapropriou a área e iniciou as obras de paisagismo, restaurando o lago e adaptando a antiga fábrica a seu atual objetivo. As pesadas máquinas e caldeiras que serviam à fábrica foram mantidas e pintadas, transformando-se em enormes esculturas, elementos decorativos do local.

Em maio de 1994 o centro implantou o Liceu de Artes, para preservar antigas técnicas e treinar aprendizes, visando a sua colocação no mercado de trabalho. Aqui, a criatividade flui em meio à paz do campo, onde plácidos carneiros se destacam na paisagem. Aos sábados, uma feira de artesanato acontece das 10h às 17h.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Edifício Asa


Pela foto, pode-se chegar à errada conclusão de que o alto edifício é o moderno e o pequeno prédio com um ar histórico é o antigo.

Na verdade não. Onde hoje estão localizados os restaurantes Spedinni e o oriental Yu (esse último é muito bom, diga-se de passagem), originalmente existia uma filial da Livraria Ghignone (essa sim muito antiga). A reforma que deu origem à esses dois restaurantes é bem recente.
O prédio ao fundo é o Edifício Asa, que ocupa um grande terreno e possui uma galeria com três saídas: Praça Osório, Voluntários da Pátria e Al. Dr. Carlos de Carvalho.
O Asa foi o primeiro edifício comercial e residencial de Curitiba, tendo sua construção concluída em  1954. Possui 22 andares, sendo duas alas residenciais com amplos apartamentos e uma ala comecial com centenas de salas, onde pode ser encontrado o que se possa imaginar em termos de serviços.
A galeria, possui diversos estabelecimentos comerciais, o que contribui para a altíssima circulação diária de pessoas.
Esse prédio faz parte da minha história, pois nele morei por mais de 12 anos.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ensaiando a coreografia


Os finais de semana no Museu Oscar Niemayer são realmente especiais. A diversidade de pessoas e a diversidade de objetivos para ir ao MON são muito grandes. Encontramos pessoas visitando as exposições, frequentando o café (que é muito bom), fazendo compras na loja, usufruindo do parque nos fundos do MON para soltar seus cães para um exercício ou simplesmente, encontrando a sua tribo para conversar ou até, para ensaiar uma coreografia debaixo da grande marquise, usando os vidros como espelho.

terça-feira, 9 de março de 2010

O Flatiron Building de Curitiba


Construído em 1954 num terreno triangular na esquina da Rua Cândido de Leão e Av. Marechal Floriano, o edifício de 21 andares (o mais alto de Curitiba na época) foi por muito tempo o Hotel Eduardo VII, sendo hoje denominado Afamia Hotel. Há rumores de que a rede Blue Tree teria interesse em assumir esse hotel, extremamente bem localizado, há poucos metros da Praça Tiradentes e da Rua XV de Novembro.

Segundo o depoimento dos herdeiros do empreendedor do hotel, que ocupa a totalidade do lote, o edifício foi inspirado no Flatiron Building construído em 1902 em Nova Iorque.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Diário da Água - Eeva-Liisa Isomaa no MON


Flagrante de uma pessoa observando uma das obras da artista plástica Eeva-Liisa Isomaa, no Museu Oscar Niemayer em Curitiba. Aliás, o museu estava repleto de visitantes, pois o primeiro domindo de todo mês a entrada é gratuita, o que é uma iniciativa fantástica e de sucesso pela quantidade de pessoas que circulavam por todas as salas do museu. Esse domingo irá propiciar alguns posts.

Sobre a incrivel exposição da Finlandesa Eeva Isomaa, deu a seguinte notícia no site do Paraná Online:

De 05 de março a 04 de julho de 2010, o Museu Oscar Niemeyer traz a exposição "Diário da Água", da artista plástica e printmaker finlandesa Eeva-Liisa Isomaa.

Pela primeira vez no Brasil, Eeva exibe nesta seleção dez instalações, compostas por diversas peças, e oito obras. O conjunto apresenta uma retrospectiva da trajetória da artista, nos últimos 18 anos. A partir de bases fotográficas, ela imprime imagens em finos tecidos que, utilizados como suporte, conferem leveza, transparência e delicadeza aos trabalhos.

Além dos tecidos, são utilizados outros suportes na impressão de suas obras de conteúdo gráfico, como acrílicos e placas de metal. Resultado de muitas pesquisas, talvez o toque sedoso de seus trabalhos seja o que mais se aproxime do que Eeva acredita ser a paisagem: uma "imagem interna atravessando o limite entre o sonho e a realidade", para contar as memórias e o nascimento do universo. A água e a paisagem são constantes na temática explorada pela artista.

Com uma linguagem própria inovadora, em 1998, a finlandesa foi premiada nas bienais internacionais de Sapporo, no Japão, e de Praga, capital da República Checa. "Isomaa é inovadora na arte gráfica finlandesa. Ela experimentou novas técnicas nas suas obras e foi além dos limites dos métodos tradicionais da expressão gráfica", afirma o produtor e curador Edson Cardoso. Brasileiro, Cardoso mora em Helsinki há seis anos e é responsável pela AVA Galleria, que desenvolve um intenso trabalho de intercâmbio cultural entre o Brasil e a Finlândia.

domingo, 7 de março de 2010

Antiga Estação Ferroviária de Curitiba


Ao iniciar-se, em 1880, a construção da ferrovia ligando Paranaguá a Curitiba, a comissão encarregada dos estudos para a localização da estação ferroviária solicitou à municipalidade a doação do terreno à Companhia Geral de Estradas de Ferro. Como se tratava, porém, de terreno aforado, somente nove anos depois foi o mesmo adquirido. O projeto da estação, baseado em modelo europeu, coube ao engenheiro, de origem italiana, Michelangelo Cuniberti. Em 1894 o edifício foi ampliado com a construção de mais um pavimento, obra atribuída ao engenheiro Rudolf Lange. Com a transferência, em 1918, dos escritórios da companhia para outro local, passou o edifício por modificações que incluíram a criação de um salão nobre.

Com o desativamento da estação, após a inauguração, em 1972 da nova estação rodoferroviária
de Curitiba, foi nela instalado um museu projetado por museólogos da Rede Ferroviária Federal.
Construção de dois pavimentos, em alvenaria de tijolo, possui cobertura em duas águas, de telhas francesas, e platibanda abalaustrada. Sua fachada, simétrica, é valorizada no centro da composição pelo soerguimento de um frontão, ladeado por volutas, encimado por tímpano e tendo ao centro um relógio emoldurado por arco pleno. O paramento da fachada, a bossagem, tem, como ornamento, pilastras ressaltadas em ponta de diamante.

A fachada posterior, mais simples, tem de interesse a estrutura metálica formada por colunas cilíndricas e braços em T, que suportam a cobertura da plataforma.

sábado, 6 de março de 2010

O interior da Catedral Basílica de Curitiba



Num domingo, durante a missa das 10h00 da Catedral na Praça Tiradentes, tentando ser o mais discreto possível, fiz algumas fotos do interior da igreja, que estava bastante cheia de fiéis. Aproveitei para orar um pouco e seguir meu caminho.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Criança quer futuro, não quer esmola


Esse grupo de estudantes estava na esquina da rua Brigadeiro Franco com a Av. Visconde de Guarapuava em Curitiba, na quadra entre a Praça Oswaldo Cruz e o Shopping Curitiba.
Além da algazarra que um grupo de adolescentes naturalmente faz, o que me chamou a atenção para o quadro todo, foi a placa da FAS (Fundação de Ação Social) da Prefeitura Municipal de Curitiba com a frase: "Criança quer FUTURO não quer esmola". A placa casa bem com a imagem dos estudantes, pois a melhor forma de proporcionar um futuro para as crianças é garantindo à todas o acesso ao ensino de qualidade.
A intenção dessa campanha é alertar para o problema de se dar esmolas e convidar às pessoas que desejam ajudar, a fazer isso em favor de entidades que efetivamente destinam esses recursos para ajudar a quem precisa, tendo esses recursos coordenados pelo FAS.
Segue parte de um texto encontrado no site da prefeitura:
"É o espírito de solidariedade humana que leva alguém a oferecer uma esmola. Entretanto, é importante que você pense nisso: este gesto de amor ao próximo pode estar contribuindo para que o problema aumente. Quem está nas ruas está mais próximo de organizações envolvidas com o tráfico de drogas ou da prostituição infantil. Quem dá esmola não pretende nada disto. Mas muitas vezes, por desconhecer os atendimentos que são ofertados, você acaba contribuindo para que a esmola se transforme em uma verdadeira indústria, atraindo crianças, jovens e adultos para as ruas, expondo essas pessoas aos riscos da violência urbana. Se você quiser, realmente ajudar, contribua para o Fundo Municipal de Assistência Social que destina seus recursos para atendimentos de crianças, adultos, idosos e portadores de necessidades especiais, em programas próprios da Prefeitura Municipal de Curitiba ou através de inúmeras entidades conveniadas, devidamente registradas no Conselho Municipal. "
Seguem os links da FAS e do programa "Criança quer futuro".

quinta-feira, 4 de março de 2010

O Pensador


De dentro do meu carro, parado no semáforo da Praça Osório com a Alameda Cabral, chamou minha atenção esse homem sentado no Bar Stuart, quase na calçada.
Vejam que ele não está dentro do bar (portanto não pretende interagir com as pessoas que estão lá dentro) e nem fora do bar, isolando-se também das pessoas da rua. O olhar parece fitar o infinito e podemos apenas ficar imaginando todos os pensamentos e imagens que passaram pela sua cabeça nesse momento.