domingo, 4 de setembro de 2011

Il Brasile e gli italiani - Casa Emilio Romani



O sobrado rosa situado na Praça Eufrásio Correia, conhecido outrora como Praça da Estação, foi edificado na época da transformação da cidade pela chegada dos imigrantes de origem, alemã, polonesa e italiana. Dentre as conseqüências culturais que trouxeram a região, incluem-se as mudanças que trouxeram na arquitetura local. Referencia à influência do construtor de origem italiana, a casa tem à frente uma galeria porticada de seis arcos, encimada por terraço. A cobertura, em quatro águas, é oculta por platibanda, adornada com jarros e pequenos modilhões. Os vãos de portas e janelas são arcos de plena volta, guarnecidos por bandeiras envidraçadas, alguns de desenhos raiados e outros estrelados Complementa o vocabulário neoclássico a simetria da solução arquitetônica, evidenciada pela acentuação, no centro da fachada, do vão de entrada, arrematado por um arco de maior diâmetro.
Foi residência, escritório e armazém, sede da Companhia Francesa de Estrada de Ferro, instalação militar, clube esportivo e social.
Comprada em 1911 pelo ítalo-curitibano Emílio Romani, sediou a Companhia Força e Luz e o escritório da firma do proprietário dos produtos Diana em Curitiba, a Romani S/A – Industria e Comércio de Sal, fundada em 28/05/1960. Sediou ainda a PROMOPAR que mais tarde viria a se tornar a FAS.
Encontrei um artigo de Aramis Millarch publicado em 29/05/1987, no qual ele conta com mais detalhes diversas histórias desse prédio e da família Romani. No artigo ele chama a Casa Emilio Romani de “Casa dos Arcos”, denominação que perdeu-se no tempo, provavelmente para não confundir com a Casa dos Arcos de Santa Felicidade. Ele levanta a intenção de se instalar ali o MIS (Museu da Imagem e do Som), que segundo Millarch, estava precariamente instalado na Rua Martin Afonso. O MIS não foi para a Casa Emilio Romani e hoje encontra-se precariamente instalado no Palácio da Liberdade na Barão do Rio Branco.
A Casa Emilio Romani fica na Praça Eufrásio Correia N.º 498 e foi tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado em 06 de março de 1.978.

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