sábado, 7 de julho de 2018

A casinha de madeira da Família Santi







Nem sempre perder-se na cidade é uma coisa ruim. Há sete anos atrás fui ao bairro Ahú levar o meu filho para passar uma tarde na casa de um colega de escola. Na ocasião meu filho me passou o número do apartamento como sendo o número do prédio e dessa forma, na Rua Alberto Folloni acabamos fazendo uma conversão para o lado errado da rua Francisco de Paula Guimarães (à esquerda quando deveria ser à direta). Chegando ao fim da rua, já no entroncamento com a Rua Marechal Hermes, me deparei, em destaque no alto do terreno, com uma das casas de madeira mais lindas que já fotografei em Curitiba.

Na época a casa estava ocupada, como podemos ver na primeira foto, com janelas abertas, flores no jardim, uma rede na varanda e todos os lambrequins no lugar.

Mesmo não sendo um bairro pelo qual circulava com frequência, sempre que por qualquer motivo passava pelas redondezas, passava pela casinha dos lambrequins azuis para admirá-la mais uma vez, como quem num museu visita sua obra de arte favorita várias vezes.

Com o tempo fui percebendo sua degradação. Deixou de ser ocupada, a falta de manutenção começou a marcar suas tábuas e lambrequins e por fim, uma invasão terminou por selar seu destino, a demolição.

Soube um pouco antes da demolição que uma amiga arquiteta esteve envolvida com o projeto de um condomínio, que envolverá um dia todos os terrenos que pertenceram à uma mesma família. Ela trataria do restauro de uma das edificações que é uma UIP.

Apenas muito recentemente quando já havia lançado a campanha do projeto do livro, conheci pela internet Pedroair, bisneto de Celeste Santi, imigrante italiano que dá nome à uma rua que começa na Marechal Hermes e vai um pouco além da Mateus Leme (antiga estrada do Assungui), local onde era a chácara da família Santi. Nessa chácara Celeste Santi criou e casou seus 11 filhos.

Um dos seus filhos, Carlos Santi, um exímio carpinteiro, provavelmente com a ajuda da família, construiu a casinha dos lambrequins azuis e nela morou com sua esposa Joana e seus filhos, Odilon, Odarcy, Azélia e Ivo, sendo Azélia a mãe de Pedroair de quem obtive essas informações sobre a família.

A terceira e quarta fotos de hoje foram gentilmente enviadas pelo Pedroair, sendo que na foto preto e branco da década de 1950 aparecem seus tios diante da casinha que já não existe mais.

Espero num futuro próximo, contar um pouco mais sobre a Família Santi, que no Ahú fincou raízes e nesse livro estará representada pela casinha que estará na capa do livro “Saudade do Ninho”, que tenho o prazer de lhes apresentar hoje na última foto.

A campanha no Catarse para a compra antecipada continua até o dia 20/07, véspera do lançamento do livro.

Para garantir o seu exemplar e um ou mais presentes especiais, siga o link: www.catarse.me/saudadedoninho

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