domingo, 31 de outubro de 2010

Finalmente a primavera!


A primavera em Curitiba estava um pouco estranha. Muito mais fria do que era de se esperar e muito úmida. Hoje, creio que pela primeira vez nessas últimas semanas, temos sol, calor e as árvores passaram a acreditar que o inverno mudou de endereço, já que as flores vieram com mais força.
Então nesse dia das bruxas, justamente o dia em que o Brasil irá escolher entre Dilma e Serra, esse blog oferece à todos vocês, uma colagem de flores fotografadas circulando pelas ruas de Curitiba.

sábado, 30 de outubro de 2010

Era uma vez um corvo!


Nesse mesmo blog, no dia 3 de dezembro de 2009, fiz um post referente a um velho, abandonado e belo sobrado na Rua Carlos Cavalcanti, esquina com a Duque de Caxias que carecia de restauro e nada indicava que a restauração aconteceria em breve.
Pois bem, a restauração aconteceu (como podemos ver numa espécie de "antes" e "depois" nas fotos de hoje) e o resultado ficou muito bom. Não encontrei na internet referências sobre esse sobrado, a quem pertencia, a quem pertence e qual será o seu destino agora.
Lamento apenas o desaparecimento do corvo de uma de suas fachadas (mas acho que agora não combinaria mais com o resultado da restauração).

Graças ao leitor Rodrigo, descobri que a construtora Construyama foi responsável pelo restauro, com o envolvimento do sindicado dos trabalhadores de limpeza e conservação, que fica a 100m da casa.

Falando em Corvo, lembrei de uma tradução do poema "O Corvo" de Poe, feita por Reynaldo Jardim e Marilú Silveira, publicado no saudoso NICOLAU (lembram desse inacreditável tablóide editado pela Secretaria de Cultura em 1987?). Na página 12 da quarta edição do ano 1 do Nicolau, estava impressa essa tradução, com ilustrações igualmente fantásticas do Poty. Valêncio Xavier disse que essa era a melhor transcrição de um poema de Poe já cometida em língua brasileira.
Lá pelas tantas, a tradução diz:
"... E o desgraçado não se mexe. Fica ali parado, quieto, com seus olhos de demônio. Parado. Estático. Duro. Imóvel. E minha alma presa para sempre. A luz do teto espalha no chão sombras fantasmais, funerais, sinistrais. Ah, Leonor, de você não me libertarei jamais com esse Corvo a repetir o seu devastador never, never, never môr."
Um dia vou tentar fazer um post sobre o NICOLAU, cuja programação visual ficava a cargo de um grande cara chamado Guinski, a quem tive o privilégio de manter contato nessa época (e a Rita também, que deve uma macarronada até hoje).

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Vila das Torres



A hoje conhecida como Vila das Torres, já foi chamada de Vila Capanema e Vila Pinto. Não sei dizer se ainda é uma ocupação irregular, mas certamente é a mais conhecida comunidade carente de Curitiba, um lugar muito freqüentado e lembrado pelos nossos políticos nessa época de eleições (mais de 2 mil famílias vivem no local). Por suas ruas sem asfalto, com todos os seus “gatos” e sem saneamento, passaram recentemente Marina Silva, Gleisi Hoffmann, Fernanda Richa e uma fila de políticos, todos mostrando-se sensíveis aos problemas que afligem essa comunidade, que sofre com a violência e pouco apoio. Pertencendo parte ao Prado Velho e parte ao Rebouças, a atividade mais comum aos moradores é a de catador de papel. Mais de 70% da reciclagem de lixo do centro de Curitiba é feita pelos catadores da vila. Há muito preconceito em relação ao local e medo também, devido aos relatos de violência. Quem sabe toda essa peregrinação de políticos ao local não tenha sido em vão e o próximo governo promova as melhorias de vida que essa comunidade precisa.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A Eterna Solidão do Vampiro


“Ai, me dá vontade até de morrer. Veja, a boquinha dela está pedindo beijo – beijo de virgem é mordida de bicho­cabeludo. Você grita vinte e quatro horas e desmaia feliz. É uma que molha o lábio com a ponta da língua para ficar mais excitante. Por que Deus fez da mulher o suspiro do moço e o sumidouro do velho? Não é justo para um pecador como eu.”
Dalton Trevisan – O Vampiro de Curitiba

Em minha última visita à Livraria do Chain (quem sabe um dia o Chain me deixa fotografá-lo e a sua insuperável livraria), fui muito gentilmente atendido por Amanda (filha do Chain) e lá comprei o livro “A Eterna Solidão do Vampiro”. Trata-se de um livro de fotografias do Nego Miranda, no qual ele procurou refazer os passos de Dalton Trevisan (ou talvez dos personagens dos livros dele), por uma Curitiba que normalmente não se vê nos livros de turismo e nos cartões postais. A Curitiba que ele retrata é sombria, fria, recortada, distorcida, assustadora até, mas ainda é Curitiba.

As fotos são sensacionais, sempre associadas a um texto de Dalton Trevisan. Trata-se de um livro imperdível tanto para os que querem conhecer o trabalho desse importante fotografo Curitibano, como para quem quer visualizar a Curitiba do Vampiro de Curitiba.

"Era um desejo antigo tentar refazer a geografia do Vampiro na cidade. Fotografar os locais recorrentes em sua obra e o espaço onde circulam seus personagens", diz Miranda, que durante quatro anos lançou olhar à Curitiba literária de Dalton.

Carlos Alberto Xavier de Miranda nasceu em 1945, em Curitiba. Começou a expor seu trabalho nos 70, participando, desde então, de eventos no Brasil, na Argentina, em Cuba, na França e em Portugal. Já foi premiado no 2.º Salón Internacional de Fotografía, no 2.º Concurso Ilford/Micro de Fotografia P&B, no Concurso Turismo no Paraná, na Bienal de Fotografia Ecológica do Rio Grande do Sul e no Museu do Mate do Paraná. Nego Miranda também publicou sua obra em revistas como a Et Cetera (da Travessa dos Editores) e a Revista Gráfica; também já colaborou com o livro A História do Mate, de Tereza Urban; com a coletânea de autores paranaenses Engenhos e Barbaquás; e com a publicação britânica de fotógrafos brasileiros Contemporary Brazilian Photography. Entre as coleções e acervos que mantém trabalhos seus estão os da Fundação Cultural de Curitiba, do Museu da Fotografia de Paris, da Coleção Joaquim Paiva, do Fundo Cubano de La Imagem Fotográfica e do Instituto Cultural Itaú. Ao lado de Maria Cristina Wolff de Carvalho, é autor dos livros Paraná de Madeira e Igrejas de Madeira do Paraná, lançados em 2005. Ao lado de Teresa Urban, produziu Morretes – Meu Pé de Serra, em 2007. Participou do livro Caminhos do Rio a Juiz de Fora, lançado em Março de 2010.

A foto desse post é minha, mostrando a Igreja do Rosário a partir da Rua Trajano Reis numa noite qualquer. Não tenho qualquer pretensão em querer comparar essa foto com as fotos do livro do Nego Miranda, apenas ao ver a foto, a imagem me remeteu ao livro, motivo do post de hoje.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Arte circulante





A Fundação Cultural de Curitiba mostra mais uma vez a sua criatividade. Os ônibus da linha Circular Centro estão circulando por curitiba tendo a sua parte de trás transformada num grande painel artístico. Se você não vai até a arte, a arte vai até você e até leva você pela cidade. São 8 variações, porém nas minhas andanças, consegui fotografar apenas 4 delas.
Segue o texto da FCC sobre o assunto:

Os ônibus da linha Circular Centro, da frota de transporte coletivo de Curitiba, estão circulando pela cidade com trabalhos de artistas visuais curitibanos, selecionados pelo edital Arte Urbana, do Fundo Municipal da Cultura. As imagens são exibidas por meio de plotagem na parte traseira dos veículos e chamam a atenção de motoristas e pedestres pelo inusitado.
São oito diferentes propostas. A obra “Composição sobre Nuvem”, do fotógrafo Bruno Stock, instiga o debate sobre a condição urbana ao provocar um choque entre a imagem contemplativa das nuvens e a dureza do corte reto das redes elétricas. O espaço urbano também é o tema da obra “Mudança”, de Simara Ramos, que traz o desenho do fluxo de carros na cidade. Com “Olhar Efêmero”, Washington Silveira faz uma referência ao olhar que os habitantes lançam sobre a cidade, muitas vezes sem percebê-la de fato. Acabam tendo uma visão efêmera que dura tanto quanto uma bolha de sabão.
O artista Antonio Komiyama cria uma imagem para tentar disseminar o bom humor nas pessoas. As diferentes faces que aparecem na sua obra “Sorriso” remetem às várias etnias e raças que compõem a população de Curitiba. Fábio Follador apresenta como proposta a fotografia “Conexões em Trânsito”, que consiste numa imagem fotográfica capturada a partir de dois processos fotográficos: a câmera escura (pinhole) e fotografia digital. A imagem lança um apelo à conscientização das pessoas sobre a vida em coletividade.
“Passeio Público” é a obra da designer Thalita Sejanes, que usa o desenho para mostrar uma imagem lúdica que remete à dualidade entre o interior e o exterior dos ônibus. Thelma Richter mostra a colagem “Red Robô”, do conjunto denominado “Recort(n)te”. Trata-se da representação de um ser robótico que tem sua engrenagem central exposta, lembrando o funcionamento das máquinas em geral. A figura cria a sensação visual de que a engrenagem em questão seria a do próprio ônibus.
“Inserção” é a proposta do artista plástico Cleverson Salvaro, que faz uma relação do seu desenho – um círculo pleno e dois outros círculos menores vazados no interior deste – com o próprio micro-ônibus, cuja linha (circular centro), faz um roteiro que circunda o centro da cidade. A obra proporciona um jogo de imagens tanto para quem está fora como para quem está dentro do ônibus.
Esse foi o quarto edital Arte Urbana lançado pela Fundação Cultural de Curitiba por meio do Fundo Municipal da Cultura. Desde 2007, 29 artistas foram contemplados e receberam recursos para realizar seus projetos. Como contrapartida social prevista no edital, os artistas ministrarão gratuitamente para a comunidade cursos, palestras e workshops de artes visuais.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Batalhão Suez - Boinas Azuis da ONU





No último domingo, 24 de outubro, ocorreu na Praça das Nações, como todos os anos, uma solenidade em comemoração aos 65 anos da ONU. A praça foi ocupada principalmente pelos Boinas Azuis, que fizeram parte do Batalhão de Suez, que atuou juntamente com outros países, como força de paz da ONU no Oriente Médio.
Ao chegar no local para fazer algumas fotos e entender o que poderia estar acontecendo, fui abordado pelo CB Jauri Conrado Rodrigues (do quarto contingente), um simpático senhor que se dispôs a comentar quem eram e o importante papel que desempenharam em nome do Brasil e da ONU no exterior. Me passou um material impresso e o endereço do site do batalhão, de onde extraí o texto abaixo.
O Brasil contribuiu com efetivo de um batalhão, permanente, para compor, juntamente com outros nove países a "UNEF"- Força de Emergência das Nações Unidas, cuja Força Internacional de Paz, atuou em nome ONU no oriente Médio e Faixa de Gaza, na composição daquilo que foi a Primeira Força de Paz que o mundo conheceu, e lá permanecendo por pouco mais de dez anos consecutivos, no período de fevereiro de 1957 até junho de 1967.
Integravam a Primeira Força de Paz da ONU contingentes dos seguintes países: Brasil; Canadá; Colômbia; Dinamarca; Finlândia; Indonésia; Índia; Iugoslávia; Noruega e Suécia.
O revezamento do Batalhão Suez era feito por Contingentes, geralmente de sete em sete meses, de tal modo que cada contingente, que representava a metade de um batalhão, permanecia na Faixa de Gaza por um período de pouco mais de ano. Ao todo foram 20 os Contingentes.
A Missão no Oriente Médio, da qual o Batalhão Suez participava, implicava em assegurar o cumprimento das resoluções da Assembléia Geral da ONU, garantir a retirada de Israel, França e Inglaterra que haviam invadido o território egípcio e Faixa de Gaza, na Guerra de Suez. Estabelecer um cordão de segurança entre árabes e israelenses, ao longo da Faixa de Gaza e na fronteira do Sinai, bem como controlar e assegurar a livre passagem de navios de todas as nacionalidades pelo Canal de Suez e também no estreito de Tirã e vigiar diuturnamente a fronteira física, na Linha de Demarcação do Armistício, entre o Egito e Israel, no deserto do Sinai, mantendo com suas patrulhas e Postos de Observação uma área neutra, não permitindo que nenhum dos beligerantes se aproximassem da fronteira.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Casa do Burro Brabo

Foto do Ministério Público do Estado do Paraná



A volta do Burro Brabo

Publicado na Gazeta do Povo em 11/09/2010

O Burro Brabo está em pé outra vez. Aos desavisados, não se trata de um animal, mas de uma residência que em 1992 foi tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual do Paraná. Era para ser restaurada logo em seguida, quando ainda tinha as paredes, mas o reconhecimento histórico criou desentendimentos porque os proprietários do local não queriam restaurá-la. Uma ação civil pública (que durou 11 anos), movida pelo Ministério Público do Paraná, garantiu que a madeira e o barro do pau a pique não virassem pó. No último dia 26 de agosto a vistoria comprovou que o antigo casarão, um dos últimos exemplares da arquitetura rural de Curitiba, está novamente dando ares de sua graça na Rua Erasto Gaertner, n.º 2.035. Ela chegou a virar ruínas no final da década de 1990 em diante e mocó para drogados. Hoje está para alugar, infelizmente, ainda sem chances de virar um museu e ficar aberta para visitação.

Há muitas dúvidas sobre a história do casarão de cerca de dez cômodos e uma varanda de dar inveja. Acredita-se que ela foi construída por volta de 1860, no tempo em que o bairro Bacacheri era mais conhecido como Colônia Argelina – local de 118 imigrantes de 39 famílias francesas. Na lenda popular, o nome Burro Brabo pegou quando ali ficavam os burros que andavam pela antiga Estrada da Graciosa, a qual margeava a casa e era destino de viajantes tropeiros da cidade ao litoral. Os animais que paravam aos montes na frente do imóvel, porque ali era pousada e armazém, eram tão ariscos que ninguém conseguia chegar perto. Não deu outra: a casa levou o apelido. Há quem diga ainda que dom Pedro II, durante suas andanças por aqui, chegou a pernoitar no local.

De Burro Brabo, anos depois, o imóvel recebeu outro nome mais sofisticado, “Casa das Francesas”, porque de secos e molhados passou a ser lugar de damas de companhia dos homens e entre elas estavam algumas francesas. A casa é tida ainda como o primeiro bordel de Curitiba, onde homens levavam discretamente suas companheiras para um drinque e um pouco de amor. O jornalista Aramis Millarch escreveu, em 1989, que no interior da residência existiam salas individuais onde os casais ficavam em completa tranqüilidade. “O garçom, de elegante smoking, só incomodava se os amantes quisessem mais alguma bebida. Não havia propriamente camas nas pequenas salas, mas poltronas que ofereciam um certo conforto.”

A fama da casa chegou também aos ouvidos do vampiro de Curitiba. Quem diria, Dalton Trevisan se inspirou no Burro Brabo em alguns de seus contos, entre eles Em busca da Curitiba Perdida. “Curitiba, aquela do Burro Brabo, um cidadão misterioso morreu nos braços da Rosicler, quem foi? quem não foi?”. Resta a dúvida, afinal não se sabe a quem pertenceu a casa, quantos anos foi cabaré e quem de fato a freqüentou.

Link para o artigo de Aramis Millarch: www.millarch.org/artigo/burro-brabo-o-avo-dos-nossos-moteis

domingo, 24 de outubro de 2010

Capotado


Certamente alguém num sábado à noite antes de sair de casa não deve pensar:"Bom, agora vou pegar meu carro e capotar ele no meio da Barão do Serro Azul!". Como então a cena incomum que presenciei ontem à noite se explica? Pelo menos dois elementos devem estar associados: velocidade excessiva e álcool. No momento em que passamos pelo acidente, já não havia ninguém dentro do carro e não sei dizer se outro carro esteve envolvido. É ainda muito comum vermos pessoas bebendo à vontade e depois, dirigindo seu carro como se todos os seus reflexos estivessem plenamente sob controle, o carro capotado da foto nos diz que álcool+velocidade não combinam com direção.

sábado, 23 de outubro de 2010

Programação de hoje no Batel Soho




Sábado é o dia mais especial na Praça da Espanha (centro nervoso do Batel Soho) com uma programação cultural que varia todas as semanas. Abaixo, o que aconteceu, está acontecendo e vai acontecer hoje.
Das 10:00 às 12:00h Pintando na Praça
Das 10:00 às 17:00h Feira de Antiguidades
Das 13:00 às 18:00h Feira de Antigomobilismo
Das 15:00 às 16:00h Aula livre de SwáSthya Yôga
Música na Praça, neste sábado:
16:00h - Jazzy, jazz
17:00h - Edgar Renne, mpb

Obs.: As fotos do Batel Soho acima não são de hoje, assim não pense que somente lá o tempo está bom hoje! Está nublado, frio e garoando em toda Curitiba!!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Painel do Poty na Praça das Nações

Na Praça das Nações, que fica na Avenida Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco no Alto da XV, está em exposição um painel de Poty com execução de Lenzi, encomendado pela Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR) que retrata a evolução do saneamento básico do Paraná. O Painel tem 23 metros de comprimento por 3 metros de altura e foi inaugurado em 1996.
Da Praças da Nações, além do belo painel do Poty, têm-se uma vista panorâmica sensacional de Curitiba, sendo um ponto bastante visitado por turistas. Lembro que muito antigamente, no local havia uma espécie de boneco de madeira gigante com umas facas na mão e que se movimentava ao sabor do vento. Alguém mais lembra disso?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Um peixe fora d'água?


Santa Felicidade! Local para degustar carnes e massas, tudo muito tipicamente italiano, certo? Nem tudo! Desde 1984 o Restaurante Peixe Frito funciona na Avenida Manoel Ribas, um pouco antes dos tradicionais restaurantes do bairro. Num sistema de rodízio, oferece frutos do mar e um buffet de pratos quentes e saladas. Peixes, siri, camarão, paella, moqueca, strogonoff e para os novos adeptos, sushi e sashimi. Faz algum tempo que não vou ao local, mas nas últimas vezes que fui, gostei bastante.
Apesar da proximidade com o litoral, Curitiba não tem grande tradição em restaurantes dedicados à frutos do mar. Poucos me ocorrem no momento (além do Peixe Frito e desconsiderando todos os japoneses, lembro apenas do: o Bar do Victor, Albatroz, Peixinho, Rabo de Peixe).

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Universidade Positivo





 No último domingo fui à Universidade Positivo (UP) levar minha filha para fazer o vestibular. Aproveitei a visita para fazer essas fotos. O lugar é imenso e quem nunca esteve lá, não terá noção simplesmente por essas fotos. As informações a seguir foram obtidas do site da universidade.
A Universidade Positivo teve origem nas Faculdades Positivo, em 1988. A Instituição oferecia cinco cursos de Graduação, dois cursos de Especialização – Pós-Graduação Lato Sensu – e um Mestrado interinstitucional na área de Administração, em convênio com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Dez anos depois (em 1998), as Faculdades Positivo foram transformadas no Centro Universitário Positivo, passando a oferecer 18 cursos de Graduação. Em 2000, a Instituição transferiu seu campus para uma área especialmente projetada e edificada de 410 mil m², no bairro Campo Comprido, em Curitiba, proporcionando ao acadêmico conforto e comodidade, como estímulos à atuação profissional ou beneficente voltada às comunidades da região.
Em 2008, o Ministério da Educação autorizou a transformação do Centro Universitário Positivo (UnicenP) em Universidade. Hoje, a Universidade Positivo conta com uma área de 422,4 mil m2 e oferece 45 cursos de Graduação, um Doutorado, três programas de Mestrado, dezenas de programas de Especialização e MBAs e centenas de programas de Extensão.
O campus da Universidade Positivo é um completo e moderno complexo de Ensino Superior. Baseado na infraestrutura de instituições de Primeiro Mundo, o campus dispõe de:
7 blocos didáticos
6 auditórios, com capacidade total para 1.700 pessoas
3 praças de alimentação
11 estacionamentos
193 laboratórios de ensino nas áreas de Ciências Biológicas, Exatas, Tecnológicas, Humanas e Sociais Aplicadas
Blocos das Engenharias, Prédio da Pós-Graduação e Extensão
Teatro Positivo – Pequeno Auditório
Teatro Positivo – Grande Auditório
Centro de Eventos Expo Unimed Curitiba
Centro Esportivo
Biblioteca em prédio próprio
Biotério
Hospital-Escola
Farmácia-Escola
Clínica de Fisioterapia
Centro Psicológico
Clínica de Nutrição
Clínica de Odontologia
Escritórios-Modelo
Practice – Agência Experimental de Publicidade e Propaganda
Núcleo de Prática Jurídica
Creche Vila Sandra
Centro de Informações sobre Medicamentos
Centro Cirúrgico Experimental

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Casas de Madeira de Curitiba 3


Em visita ao IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), instalado num belo local na Rua Bom Jesus, 669 - Cabral, encontrei dentre as várias edificações, uma belíssima casa de madeira. Em contato com o próprio IPPUC, descobri que essa casa ao contrário do que parece, foi construida num passado recente dentro do IPPUC em estilo polonês. Soube que uma reforma está em curso em razão de uma infestação de cupins. Espero que seja bem sucedida.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Estrada da Ribeira






O povoamento de Colombo, município da Região Metropolitana de Curitiba, teve início no ano de 1878 quando um grupo de colonos italianos, oriundos do município de Morretes, para ali se mudou, recebendo terras e um pequeno subsídio que o governo da província lhes ofereceu para iniciarem suas lavouras. Sua atividade econômica baseia-se nas indústrias extrativas de cal e calcário e na agricultura com a produção de hortifrutigranjeiros, com destaque para a uva.
Sua população estimada em 2007 era de 233.916 habitantes, possuindo a maior colônia italiana do estado.
Uma grande atração de Colombo é a Rodovia da Uva e o Circuito Italiano, que pretendo fazer novamente no futuro com muito prazer, registrando tudo para esse blog.
Enquanto isso, por hoje vou postar essas fotos que fiz na Estrada da Ribeira, que passa por Colombo, quando fui a um evento na Chácara Betânia. 
Descolando-se de Curitiba por apenas 20 minutos a partir do Santa Cândida, a paisagem muda drásticamente de densamente urbana para rural, revelando paisagens belíssimas e de muita tranquilidade. Vale um passeio de carro no mínimo para arejar as idéias e a vista cansada de concreto.

domingo, 17 de outubro de 2010

Dia de sol e a Sociedade Garibaldi

Dias de sol têm sido raros nessa nossa primavera Curtibana, tanto que até agora ainda não consegui uma boa foto da primavera para mudar a foto de entrada do blog.
Essa da Sociedade Garibaldo no São Francisco foi feita em abril. A Sociedade Garibaldi, criada por imigrantes italianos, está nesse prédio desde 1900 e é uma edificação considerada como sendo de interesse de preservação.


sábado, 16 de outubro de 2010

Parada da diversidade


No dia 19 de setembro quando eu circulava por Curitiba com o intuito de fotografar o Arte na Faixa, passei pela Rua Cândido de Abreu em direção à Mateus Leme (onde o Solda estava fazendo sua faixa) e pude do meu carro, fotografar parte da concentração para a parada Gay. O tema desse ano era "Vote contra a Homofobia". Como estávamos em plena campanha, as bandeiras do arco-iris tiveram que dividir espaço com a bandeiras dos então postulantes ao governo do estado.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Brown Spiders at MON



As fotos mostram o time do Brown Spiders, um dos 5 times de futebol americano em atividade em Curitiba, durante o seu treinamento no gramado atrás do MON.
Com a fundação do Brown Spiders (primeira equipe da capital) em 2001, o esporte passou a ganhar adeptos. Depois deles surgiu o Barigüi Crocodiles, o Curitiba Hurricanes, o Ice Flowers e o Vespas Curitiba (sendo esses dois últimos, femininos).
Em princípio sem estrutura, os times foram adquirindo os equipamentos (uniformes, capacetes, protetores e ombreiras), sendo hoje, um dos poucos com esses equipamentos no Brasil. Os treinos ocorrem em locais públicos como o MON e o Parque Barigui. Quando acontece um jogo, um campo de futebol tem que ser alugado pela inexistência de campos para esse jogo. A inspiração para desenvolvimento da técnica e criação de jogadas vem pela TV, através dos jogos da NFL americana e pela própria experiência dos times, já com anos em atividade.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Casas de Madeira de Curitiba 2



Ontem recebi como sugestão, fotografar as casas de madeira de Curitiba e mostrá-las aqui.
Perto do local onde trabalho e eventualmente tomo o meu café da manhã, sempre notei essa casa de madeira. Fui ao local e solicitei permissão para fotografar a casa. A proprietária da casa, que é também um comércio de artesanato, gentilmente autorizou as fotos e ainda me passou informações interessantes.
A casa está no local há mais de 100 anos e foi trazida como está de Santa Catarina, trata-se portanto de uma translação. No local já funcionou um armazém e há 10 anos, comercializa artesanato.
Essa casa fica no Bairro Capão Raso, na Rua José Zaleski, entre as ruas Atílio Brunetti e Mal. Otávio Saldanha Mazza.
Como já havia feito um post sobre duas casas de madeira no Bairro do Água Verde, considerarei o post de hoje como sendo o segundo da série Casas de Madeira de Curitiba.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Calçadas de Curitiba


Como disse num outro post, apesar de apenas 2% das calçadas de Curitiba terem como revestimento o Petit Pavé, esse é o tipo de calçamento que mais caracteriza a nossa cidade. Mas por fazer parte do nosso dia-a-dia há tanto tempo, acabamos não percebendo a sua beleza e a diversidade de padrões que são adotados em vários pontos da cidade.
Tempos atrás no aeroporto Afonso Pena, vi na loja de artesanato um livro intitulado "Calçadas de Curitiba: Preservar é preciso"da arquiteta Lucia Torres de Moraes Vasconcelos. Nesse livro ela faz uma análise aprofundada, que tomou anos de pesquisa, sobre as calçadas de Curitiba, especialmente as com o mosaico português ou Petit Pavé. Depois de folhear esse livro, me ocorreu de fazer um post sobre esse assunto, fazendo eu mesmo as fotos.
Aproveitando o feriado, circulei entre a Praça Osório e a Praça Santos Andrade (e ruas adjacentes) onde me surpreendi com a variedade de padrões utilizados. Como foram muitas as fotos, optei por montar mais um mosaico.
Por serem muitos os padrões, vários ficaram de fora do mosaico, assim, antes que o paver varra da história de Curitiba esses belos mosaicos, ao circular por Curitiba, ande olhando para o chão (até porque, sem isso o risco de tropeçar é maior).

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Feliz Dia das Crianças


O UNICEF instituiu o dia 20 de novembro como sendo o dia da Criança pois em 1959 nessa data, foi oficializada a Declaração dos Direitos da Criança, documento no qual foi estabelecidas uma série de direitos válidos para todas as crianças do mundo, tais como alimentação, amor e educação.
Porque então no Brasil foi adotado o dia 12 de outubro? Em 1923 a então capital do Brasil, Rio de Janeiro, sediou no dia 12 de outubro o Terceiro Congresso Sul-Americano da Criança. No ano seguinte, em razão desse recente evento, o deputado Galdino do Valle Filho, elaborou o projeto de lei que estabelecia esse dia como sendo o Dia da Criança no Brasil. A data porém não colou de imediato. Somente em 1955 devido a uma campanha elaborada pela indústria de brinquedos Estrela, a data passou a ser comemorada. O sucesso da campanha logo atraiu a atenção de outros empresários do setor. Assim, o Dia das Crianças passou a incorporar o calendário de datas comemorativas do país.
Se estiver em Curitiba hoje e quiser aproveitar o Dia das Crianças e o dia de sol, a prefeitura irá promover uma grande ação no Parque Barigui (e em alguns outros parques) com inúmeras atividades e brincadeiras para as crianças.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A Porta



Na Rua das Flores, entre a Rua Presidente Farias e a Barão do Rio Branco, há uma porta que parece estar ali muito antes de todos que por ela passam todos os dias. Ao lado da porta, uma placa fixada quando Curitiba fez 300 anos e nessa placa um texto de Nireu Teixeira que diz:

A PORTA
Esta porta
Na Rua das Flores
Em Curitiba
Já viu e ouviu muitas coisas
A alegria ingênua das crianças
Brincando
O enlevo de namorados
Namorando
O passo apressado dos homens
Trabalhando
O riso claro das moças
Desfilando
O murmúrio dos políticos
Tramando
Se não é arco de triunfos
Não é também arco de derrotas
Pelo que sabe
Poderia ser a própria Scherazade
Com suas mil histórias a contar
Reverenciá-la
É o mesmo que pedir a benção
À memória da cidade
Ela nos faz mudo convite
Procurar no outro lado
Dos seus espelhos
As alegrias dentro de nós escondidas
Que como as melhores músicas
Sempre merecem
Ser novamente ouvidas

Quanto à Porta, não sei quem a desenhou, a quem pertenceu ou se pessoas ilustres por ela passaram.
Quanto à Nireu Teixeira, descobri na internet que foi advogado, jornalista e escritor, diziam ser um ótimo contador de histórias, grande memória e de excelente bom humor. Costumava ser o centro das rodinhas de amigos, contando causos ou tocando caixinha de fósforo. Foi chefe-de-gabinete do então prefeito Jaime Lerner. Faleceu no dia 20/11/2008 e o túmulo que o recebeu fica na entrada do Cemitério Municipal, perto do de Maria Bueno.

domingo, 10 de outubro de 2010

Que tal uma Wimi?


A CINI tem suas primeiras raízes na região de Veneto, na Itália, onde o fundador da Cini Bebidas, Ezígio Cini nasceu. Quando chegou ao Brasil Ezigio, inicialmente instalou-se na Colônia Cecília, nas proximidades no município de Palmeira (PR), onde iniciou suas atividades. Já em meados do ano de 1904, transferiu-se para São José dos Pinhais (PR), local onde a fábrica foi registrada.
Quando o espaço já não era suficiente para comportar a demanda de crescimento da indústria, um novo endereço foi escolhido para sediar a Cini Bebidas: o Batel, um bairro central de Curitiba, onde ficou instalada até o ano de 1996. Uma nova etapa de crescimento acabou evidenciando a necessidade de expansão fabril e obrigou a Cini a procurar um espaço ainda maior, com isso mudou suas instalações para Pinhais, outra cidade da região metropolitana de Curitiba.
As gasosas da Cini, principalmente a Gengibirra e a Wimi, são quase um patrimônio cultural de Curitiba. Afinal, nada mais Curitibano do que comer um pastel da feira ou como na foto, um pedaço de uma torta Marta Rocha da Confeitaria das Famílias (criação da casa) acompanhada por uma Wimi (cuidado para não sair falando com o sotaque Curitibano depois dessa experiência).
Não percam a história completa da família Cini e das Bebidas Cini na página da fábrica: www.cini.com.br.

sábado, 9 de outubro de 2010

Lívia e os Piá de Prédio



Para os que conhecem, moram ou já moraram em Curitiba, leiam as frases abaixo e digam se estão ou não impregnadas até a alma de Curitiba.

“...porque sou tropeira, eu sou guarani, eu sou estrangeira, eu sou daqui, desço o Itupava, subo o Marumby, 041, eu sou do meio de lugar nenhum...”


“...a mão estendida, um chute na cara... e nunca houve uma mulher como Gilda, um trocado ou um beijo na boca maldita...”


“...eu ando olhando pro chão e mesmo assim eu tropeço e eu não falo com estranhos, eu não aceito nada de ninguém, eu tenho sempre um guarda chuva porque a chuva sempre vem...”


“...as polaquinhas vão levando a caroça com os leite e as verdura pra vender lá na cidade. E é tanta gente diferente rindo junto e cada qual falando de um jeito e vão tentando se entender...”


“...mas fecha o tempo e eu me escondo embaixo do primeiro toldo furado. Eu me rendo à esse inferno/inverno que é um sábado molhado e eu só quero é ir pra casa agora e o ônibus passa lotado. Como pode, um sol tão quente de repente vira céu nublado...”


“...um dia o Bigorrilho virou Champagnat e um dia o Mossunguê virou Ecoville e um dia o Batel virou Soho e um dia a guria virou socialeite. Ela dizia do alto do seu topete: se não tem pão que comam chineques, se não tem água que tomem gengibirra...”


“... a vida era descer o rio de bóia, minha vida era um passeio na feirinha. Hoje isso tudo é só memória, esse interbairros chegou no fim da linha. Chegou o dia em que eu larguei os betes e essa vida me pegou de revesgueio. E eu vou a pé nessa 277, só levo comigo um abraço pro gaiteiro...”


Pois bem, num comentário de um dos meus posts, assinava uma certa Lívia e foi impossível não visitar o blog dela por causa do nome: “Lívia e os Piá de Prédio”, ainda mais no meio das eleições e logo depois do Beto Richa ter sido “acusado” de ser um “Piá de Prédio” pelo seu adversário (“...você pode até tirar o piá do prédio, mas não tira o prédio do piá...”). Para minha grata surpresa, descobri tratar-se de uma banda altamente curitibana, tendo como compositora e letrista a Lívia. Eles já têm dois discos lançados, sendo que o último muito recentemente num show no Sesc da Esquina e de onde saquei algumas frases que iniciaram esse post. Letrista de mão cheia, Lívia desfila referências de Curitiba em todas as músicas, o que nos passa uma sensação de pertencimento.


O sucesso não veio como deveria ainda, mas como numa das letras do primeiro disco: “... nesse submundo autofágico, não tem carona no Balão Mágico. Quem sabe tudo o que você pode querer é estar na capa do Caderno G. Minha foto sorrindo na capa do Caderno G e na edição de domingo...”. Não foi na capa, mas já passaram duas vezes pelo Caderno G (segue link para a resenha do último disco: http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?id=1051552).

Espero que o “Lívia e os Piá de Prédio” tenham vida longa, pois fazem um som de qualidade e que merece ser consumido e admirado por todos (curitibanos autofágicos ou não).


A Lívia muito gentilmente concordou em me passar um breve relato, que reproduzo abaixo, de como tudo aconteceu até aqui.

Nos conhecemos na faculdade. Nos dávamos bem, mas não ficamos bons amigos logo de cara. Com o tempo a gente foi descobrindo que tinha interesses em comum, como a música e a bairrice. Na verdade, em música nós todos concordamos que os Beatles foram os maiores entre os maiores, no resto somos meio diferentes.
Em um festival de rock que fui com o Márcio e uma outra amiga, assistimos ao show do Charme Chulo, que eu considero uma das melhores bandas paranaenses. Eles têm uma música que se chama "O que é que foi, piá”. Ficamos cantarolando, aí começamos a falar dos tipos de piá (de prédio, pançudo, de condomínio...) e no meio do povaréu eu tirei o caderninho e escrevi praticamente inteira a letra de Piá de Prédio. Uns dias depois mostrei pros guris, eles gostaram e resolvemos gravar uma versão bem tosca - eu inclusive caio na risada no meio do refrão. 
Era pra ser só isso, mas eu estava encasquetada com a idéia de uma banda bairrista. Tinha acabado de voltar de um mini-intercâmbio em Montreal, onde conheci uma banda que se chama Les Cowboys Fringants - que é a maior influência que eu trouxe para a LPP - e queria fazer algo parecido (para ser bem sincera, às vezes sinto que somos uma cópia piorada deles). 
Uns dias depois tinha feito Arquitetura, daí Submundo Autofágico, Ferry Boat.... Isso já faz uns quatro, cinco anos. Os piás foram ótimos e toparam tudo, até sugeriram o nome (que eu não gosto muito, mas fica na cabeça das pessoas). 
E foi indo aos poucos, demoramos mais de um ano para fazer o primeiro disco, já que só íamos ao estúdio aos sábados de manhã. Gravamos tudo no (rec) áudio, do Bhorel Enrique, que é nosso baterista e um dos primeiros incentivadores que tivemos. Nosso primeiro show foi no aniversário de 315 anos de Curitiba, no salão de festas do prédio do Gustavo ("LPP live from Continentes Building"), depois conseguimos lotar o Teatro Londrina, no Memorial de Curitiba, com boa repercussão na mídia para uma banda com nome tão tosco. 
Depois disso tocamos em alguns bares até sermos convidados pelo Abonico Smith para tocar no Curitiba Calling de 2009. Lá conhecemos o Fernando Tupan, que nos convidou para gravar um disco pelo selo dele, o Discos Voadores. Este disco também levou mais de um ano, mas as gravações em si foram rápidas. No meio tempo fizemos o Acústico Mundo Livre a convite da Marielle Loyola e passamos no edital Som da Cidade, do Sesc da Esquina, que coincidiu com o lançamento do Bloco II. 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Curitiba dos anos 20




A pedidos de um leitor desse blog, busquei informações a respeito da Curitiba dos anos 20. Encontrei no Almanaque Kurytyba do urbenauta Eduardo Fenianos, um texto curto, mas bem interessante sobre essa época. Para ilustrar, muito cedo hoje, fotografei três dos locais citados no texto como sendo importantes na época e diria que ainda hoje são ícones de Curitiba.
Esperando que o Urbenauta não fique aborrecido, segue abaixo o que retirei do livro que citei acima. Mas não deixe de procurar o livro, já que lá encontrará muito mais informações e ótimas imagens.
No início da década de 1920, Curitiba possuía 79 mil habitantes. No centro da cidade predominam os sobrados, a maioria com fogões a lenha e chaminés. As famílias reúnem-se em torno do gramophone, ouvindo as músicas gravadas em discos de acetato de 78 RPM. Os pães vêm da Padaria América, fundada por Eduardo Engelhardt em 1913. Os medicamentos, da Farmácia Minerva, na Praça Tiradentes, surgida em 1919 pelas mãos de Máximo Kopp. Ao longo da década, Curitiba é testemunha do movimento tenentista de 1922, do “crack” da bolsa de Nova York em 1929 e do fim da República Velha, com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder em 1930.
Na região do Batel predominam as fábricas de gasosa, padarias, oficinas de consertos de arreios, armazéns e principalmente os engenhos de erva-mate, como o da família Leão. Os freis capuchinhos chegam ao bairro Mercês e constroem sua igreja. No bairro Cristo Rei, na Rua Goethe (atual Padre Germano Mayer), em 29 de março de 1924, nasce Napoleon Potyguara Lazzarotto, o Poty, artista reconhecido nacionalmente pelo seu talento (falecido em 1998). Nas tardes vagas, famílias inteiras experimentam os doces e sorvetes do Bar Stuart – aberto em 1904 – ou as tortas da Confeitaria Cometa , onde também, à noite sevem-se cervejas e licores aos cavalheiros. Os curitibanos lêem a “Gazeta do Povo”, fundada em 1919 ou o “Correio do Paraná”, surgido em 1916, mas também proliferam publicações em alemão e italiano, dirigidas aos imigrantes e seus descendentes. Quase no fim da década, o imigrante libanês Fere Mehry vê transformado em realidade o sonho e presenteia a cidade com o recém-concluído Palácio Avenida – um imponente complexo residencial, que no andar térreo sedia um cinema e várias lojas – construído na esquina da Avenida Luís Xavier e a Travessa Oliveira Belo. Na ponta oposta da avenida está o também majestoso Edifício Moreira Garcez, o primeiro arranha-céu curitibano, obra deste engenheiro que também foi prefeito da cidade.