quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Arte circulante





A Fundação Cultural de Curitiba mostra mais uma vez a sua criatividade. Os ônibus da linha Circular Centro estão circulando por curitiba tendo a sua parte de trás transformada num grande painel artístico. Se você não vai até a arte, a arte vai até você e até leva você pela cidade. São 8 variações, porém nas minhas andanças, consegui fotografar apenas 4 delas.
Segue o texto da FCC sobre o assunto:

Os ônibus da linha Circular Centro, da frota de transporte coletivo de Curitiba, estão circulando pela cidade com trabalhos de artistas visuais curitibanos, selecionados pelo edital Arte Urbana, do Fundo Municipal da Cultura. As imagens são exibidas por meio de plotagem na parte traseira dos veículos e chamam a atenção de motoristas e pedestres pelo inusitado.
São oito diferentes propostas. A obra “Composição sobre Nuvem”, do fotógrafo Bruno Stock, instiga o debate sobre a condição urbana ao provocar um choque entre a imagem contemplativa das nuvens e a dureza do corte reto das redes elétricas. O espaço urbano também é o tema da obra “Mudança”, de Simara Ramos, que traz o desenho do fluxo de carros na cidade. Com “Olhar Efêmero”, Washington Silveira faz uma referência ao olhar que os habitantes lançam sobre a cidade, muitas vezes sem percebê-la de fato. Acabam tendo uma visão efêmera que dura tanto quanto uma bolha de sabão.
O artista Antonio Komiyama cria uma imagem para tentar disseminar o bom humor nas pessoas. As diferentes faces que aparecem na sua obra “Sorriso” remetem às várias etnias e raças que compõem a população de Curitiba. Fábio Follador apresenta como proposta a fotografia “Conexões em Trânsito”, que consiste numa imagem fotográfica capturada a partir de dois processos fotográficos: a câmera escura (pinhole) e fotografia digital. A imagem lança um apelo à conscientização das pessoas sobre a vida em coletividade.
“Passeio Público” é a obra da designer Thalita Sejanes, que usa o desenho para mostrar uma imagem lúdica que remete à dualidade entre o interior e o exterior dos ônibus. Thelma Richter mostra a colagem “Red Robô”, do conjunto denominado “Recort(n)te”. Trata-se da representação de um ser robótico que tem sua engrenagem central exposta, lembrando o funcionamento das máquinas em geral. A figura cria a sensação visual de que a engrenagem em questão seria a do próprio ônibus.
“Inserção” é a proposta do artista plástico Cleverson Salvaro, que faz uma relação do seu desenho – um círculo pleno e dois outros círculos menores vazados no interior deste – com o próprio micro-ônibus, cuja linha (circular centro), faz um roteiro que circunda o centro da cidade. A obra proporciona um jogo de imagens tanto para quem está fora como para quem está dentro do ônibus.
Esse foi o quarto edital Arte Urbana lançado pela Fundação Cultural de Curitiba por meio do Fundo Municipal da Cultura. Desde 2007, 29 artistas foram contemplados e receberam recursos para realizar seus projetos. Como contrapartida social prevista no edital, os artistas ministrarão gratuitamente para a comunidade cursos, palestras e workshops de artes visuais.

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