terça-feira, 26 de outubro de 2010

Batalhão Suez - Boinas Azuis da ONU





No último domingo, 24 de outubro, ocorreu na Praça das Nações, como todos os anos, uma solenidade em comemoração aos 65 anos da ONU. A praça foi ocupada principalmente pelos Boinas Azuis, que fizeram parte do Batalhão de Suez, que atuou juntamente com outros países, como força de paz da ONU no Oriente Médio.
Ao chegar no local para fazer algumas fotos e entender o que poderia estar acontecendo, fui abordado pelo CB Jauri Conrado Rodrigues (do quarto contingente), um simpático senhor que se dispôs a comentar quem eram e o importante papel que desempenharam em nome do Brasil e da ONU no exterior. Me passou um material impresso e o endereço do site do batalhão, de onde extraí o texto abaixo.
O Brasil contribuiu com efetivo de um batalhão, permanente, para compor, juntamente com outros nove países a "UNEF"- Força de Emergência das Nações Unidas, cuja Força Internacional de Paz, atuou em nome ONU no oriente Médio e Faixa de Gaza, na composição daquilo que foi a Primeira Força de Paz que o mundo conheceu, e lá permanecendo por pouco mais de dez anos consecutivos, no período de fevereiro de 1957 até junho de 1967.
Integravam a Primeira Força de Paz da ONU contingentes dos seguintes países: Brasil; Canadá; Colômbia; Dinamarca; Finlândia; Indonésia; Índia; Iugoslávia; Noruega e Suécia.
O revezamento do Batalhão Suez era feito por Contingentes, geralmente de sete em sete meses, de tal modo que cada contingente, que representava a metade de um batalhão, permanecia na Faixa de Gaza por um período de pouco mais de ano. Ao todo foram 20 os Contingentes.
A Missão no Oriente Médio, da qual o Batalhão Suez participava, implicava em assegurar o cumprimento das resoluções da Assembléia Geral da ONU, garantir a retirada de Israel, França e Inglaterra que haviam invadido o território egípcio e Faixa de Gaza, na Guerra de Suez. Estabelecer um cordão de segurança entre árabes e israelenses, ao longo da Faixa de Gaza e na fronteira do Sinai, bem como controlar e assegurar a livre passagem de navios de todas as nacionalidades pelo Canal de Suez e também no estreito de Tirã e vigiar diuturnamente a fronteira física, na Linha de Demarcação do Armistício, entre o Egito e Israel, no deserto do Sinai, mantendo com suas patrulhas e Postos de Observação uma área neutra, não permitindo que nenhum dos beligerantes se aproximassem da fronteira.

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