sábado, 31 de janeiro de 2015

Era uma vez...


Lembram-se de uma casa linda que ficava no final da rua Martin Afonso antes da trincheira do bairro São Francisco? Pois é, ficava! Dias atrás passei por ali e vi que ela estava desabando e pensei que deveria fotografá-la antes que caísse de vez. Não deu tempo. Imagino que em breve teremos algum outro prédio sem graça ocupando toda a história que a envolvia. Espero que a magnífica árvore que ainda existe seja preservada (atenção Secretaria do Meio Ambiente!!).

5 comentários:

  1. Triste notícia, Takeuchi; a mesma sensação eu tive ao passar pela Rua Shiller, entre Afonso Camargo e Francisco Alves Guimarães. Você sabia que uma das casinhas de madeira retratadas por mim com guache sobre Canson naquela série de 30, já foi ao chão. A substituição do casario antigo pelos espigões ´desconcertante. Ainda bem que a fotografia e a pintura podem guardar lembranças dessas edificações.

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  2. Fico muito triste com acontecimentos como estes. Aqui perto de onde moro, na Silva Jardim esquina com a Bento Vina, tinha uma casa linda, estilo germanico, eu passava por ali sempre e ficava imaginando quem a construiu, quem morou ali, como era a rua naquela epoca,...Quando derrepente passei e a casa ja estava demolida. Me bateu uma tristeza enorme...Fizeram um estacionamento. O progresso esta acabando com as nossas casas antigas. Como disse a profª Doralice, ainda bem que ainda temos fotografos e pintores para "guardar" nossas relíquias;

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  3. Uma das casas dos Tacla. O Arnaldo, engenheiro da cidade responsável por milhares de prédios, principalmente os em torno da Praça Santos Andrade, faleceu em 2013. O seu irmão, Naje, infelizmente morreu em outubro do ano passado. Ele já estava muito idoso, pouco antes disso o haviam colocado numa casa de repouso, mas acho que ele se deprimiu. Logo após a morte dele, puseram a placa de venda. Imagino que, se existirem, os espíritos deles devem estar um pouco tristes pq ambos nasceram nessa casa e foram criados com seus pais, que sustentaram toda a família vendendo tecidos, se não me engano.
    Eles sempre nos contavam que direto abriam a porta e davam de cara com uns nóias deitados na varanda ou no quintal deles. Eles trancavam todas as portas, mas um dia a casa ficou sozinha e entraram e arrombaram tudo. Tinha todos os móveis originais, de época lá ainda. Devem ter sido queimados, pois teve um incêndio muito grave após a morte do Naje, provocada pelos nóias. Aí eles entraram e transformaram na casa deles. Acredito que, pela reclamação de comércio e vizinhos, acharam melhor demolir pra tentar evitar uma outra boca de fumo. Não funcionou. Já montaram barracas por lá.

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    1. Muito obrigado pelo seu comentário Viviane, que trouxe importantes informações para todos nós. Penas seus herdeiros ou o grupo Tacla (donos de grandes empreendimentos na cidade) não ter preservado a casa.

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  4. Também fiquei muito triste quando vi a casa no chão.
    No dia em que vi a casa a venda fiz umas fotos dela com o celular, sonhando em que lugar belíssimo seria para montar um ateliê de arte, com aquela árvore lindíssima no jardim!
    Projeto financeiramente inviável para mim!
    Torço pela preservação da árvore. Outra da mesma espécie na Rua José de Alencar no Alto da XV foi cortada ano passado, restando apenas a casa de madeira próxima. Espero que está encontre pessoas de consciência pela frente!

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