segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Curitiba a partir do mirante das Mercês - NOROESTE


Na direção Noroeste a partir do mirante, os bairros que se apresentam são o Butiatuvinha, Lamenha Pequena, Mercês e Santa Felicidade.

As primeiras referências ao bairro Butiatuvinha surgem registradas nas atas da Câmara Municipal, como na de 9 de março de 1782, onde o juiz presidente e os oficiais determinavam que no “Bayrro de Boteatuba” fosse construída ponte sobre o rio Barigui para o bem dos viajantes; na de 14 de junho de 1783, registra a reclamação de um dos moradores que animais de seu vizinho danificavam sua roça; na de 18 de abril de 1831, a Câmara determinava a marcação do bairro “Butiatubinha”. Nesta época a região era ocupada por fazendeiros e caboclos e cortada por caminhos importantes utilizados pelos tropeiros, aos quais juntam-se, em 1878, os primeiros imigrantes italianos que inicialmente ocupam 15 lotes. Nele situa-se o primeiro condomínio horizontal de Curitiba: Vila Romana.

O bairro Lamenha Pequena origina-se da Colônia Lamenha, criada em 1876, assim denominada em homenagem ao então presidente da Província Dr. Adolpho Lamenha Lins. A Colônia Lamenha, situada às margens da estrada do “Acunguy”, foi dividida em 139 lotes, ocupados por 643 colonos poloneses. Ocupando área dos municípios de Curitiba e Almirante Tamandaré, a colônia foi dividida em duas seções: a Lamenha Grande e a Lamenha Pequena. A história do bairro, a partir de 1878, mistura-se com a de seus bairros vizinhos Santa Felicidade e Butiatuvinha. O bairro tem o ponto mais alto da capital.

Mercês é uma palavra originária do latim e significa graça, benefício ou proteção. A escolha desta palavra para ser o nome do bairro vem da religiosidade de seus moradores. No século passado seus habitantes faziam procissões em devoção à Nossa Senhora das Mercês. No século XVIII o lugar era denominado de Quateirão das Mercês ou Quateirão da Senhora das Mercês, mas também abrangia parte do que hoje são os bairros Vista Alegre e Bigorrilho. Por volta de 1920, chegaram ao bairro os frades capuchinos Frei Ricardo e Frei Timóteo, procedentes de Veneza, Itália. Com a chegada dos frades capuchinos a devoção à Nossa Senhora da Mercês aumentou. Em 28 de junho de 1926 começou a construção da Igreja das Mercês - terminada em 1929.

O bairro de Santa Felicidade é um antigo caminho dos tropeiros paulistas que iam em direção ao sul. Em sua formação histórica, recebeu um grande número de colonos vindos do norte da Itália, especialmente das regiões de Vêneto e Trento.Atualmente é um importante reduto gastronômico, com grande quantidade de restaurantes de cozinha italiana, além de ter muitas vinícolas e lojas de artesanato. O nome do bairro é uma homenagem a uma antiga proprietária de terras da região no século XIX, a portuguesa Felicidade Borges.Os dois principais eixos viários do bairro são a Avenida Manoel Ribas e a Via Vêneto, nas quais respectivamente se encontram os tradicionais restaurantes e o terminal de. Em Santa Felicidade está localizado o maior restaurante da América Latina, o restaurante Madalosso.

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