terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Curitiba a partir do mirante das Mercês - OESTE


Na direção oeste do mirante, veremos os bairros do Cascatinha, Orleans, Santo Inácio e São Braz.

No final do século passado, imigrantes italianos desembarcaram no litoral e, um ano mais tarde, alcançaram o planalto curitibano. A região onde hoje encontra-se o bairro Cascatinha fazia parte da Colônia Santa Felicidade e, assim, também foi ocupado por imigrantes italianos a partir do final do século passado. A denominação deriva de um acidente geográfico existente no local, uma pequena cascata num dos afluentes do rio Barigui, local de visitação dos moradores da região, onde instalou-se, em 1952, o restaurante Cascatinha, considerado o mais antigo ainda em funcionamento.

A Colônia Orleans foi criada em dezembro de 1875, com 65 lotes, ao longo da Estrada do Mato Grosso (hoje BR-277). Os primeiros imigrantes poloneses, prussianos e galicianos, em maior número, constituíam uma população inicial de 249 pessoas, divididas em 63 famílias. Na área também instalaram-se italianos, franceses, alemães e ingleses. Sua emancipação ocorreu a 10 de novembro de 1878 e seu nome foi dado em homenagem ao Príncipe Luis Felipe de Orleans, o Conde D`Eu, esposo da Princesa Isabel. Em 1880, a Colônia recebeu a visita do Imperador Dom Pedro II.

O bairro deriva da Colônia Santo Inácio, que foi criada em 1876, durante a administração do então presidente da Província Dr. Adolpho Lamenha Lins. Em seus 70 lotes, com 5,1 hectares cada, se estabeleceram imigrantes poloneses, silesianos e galicianos, à margem do Rio Barigui no distrito denominado “Nova Polônia”. Em 1880, em relatório da província, constava que sua população era de 334 habitantes e que os colonos dedicavam-se ao corte de lenha, aproveitando as matas dos seus lotes. Onze anos depois, o cereal mais plantado era a batata, além do centeio, milho, feijão, ervilha, aveia, cevada e trigo.

Foi denominado São Braz em virtude da grande devoção de seus moradores a esse Santo. Sua história confunde-se com a da Colônia Orleans, por terem as mesmas características e suas populações, o mesmo estilo de vida rural. O cultivo de cereais e a criação de suínos e bovinos constituíam as principais atividades desenvolvidas pelas famílias que ocupavam as únicas quatro extensas chácaras da região. Assim foi até meados de 1970, quando as chácaras começaram a ser loteadas, mudando a característica de colônia agrícola para integrar-se à malha urbana em expansão.

2 comentários:

  1. Mais uma foto linda! Parabéns!
    Excelente conteúdo do blog.
    Um abraço e um 2010 com mais amor à cidade!

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  2. Obrigado Felipe. Feliz 2010 para você também.

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