sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Casa Romário Martins - Parte 2


Uma história curiosa de Romário Martins – O aniversário de Curitiba.

No dia 28 de março de 1906, Alfredo Romário Martins, então respeitável vereador e já historiador, resolveu propor à Câmara Municipal o dia 29 de março de 1693 para marco de fundação da cidade. Como na época prefeito e vereadores pouco ou nada sabiam a respeito, aceitaram a exposição dos motivos do historiador.

A data em questão marca o dia em que atendendo a uma petição do povo, Mateus Leme, que já conduzia sozinho o destino da Vila amadrinhada por Nossa Senhora da Luz por mais de 25 anos, criou a Câmara de Vereadores e demais cargos administrativos, implantando assim, a justiça no local.

Controversa é, portanto, a escolha dessa data como sendo a data da fundação de Curitiba, pois anteriormente a essa data e reconhecidos em Curitiba por nominarem várias ruas, encontraremos personagens importantes para a história de Curitiba, tais como Ébano Pereira, Mateus Leme, Baltazar Carrasco dos Reis e Gabriel de Lara, em documentos referenciando suas atividades, como a criação da Vilinha em 1648, a transferência da vilinha para onde é hoje a Praça Tiradentes em 1654, os pedidos de terras de sesmarias em 1661 e o levantamento do pelourinho em 1668.

Diz-se ainda, que não seria de causar espanto o acontecido, por ter partido a idéia de quem partiu. Conta-se que na década de quarenta, Romário Martins convocou autoridades, colégios e amigos para comparecerem à solenidade de descerramento de uma placa na Estrada da Graciosa, determinando o local onde o Imperador Dom Pedro II e sua real comitiva teriam descansado durante sua visita em 1880, à sombra de um majestoso pinheiro. A placa ainda existe. Ocorre, porém, que durante a solenidade, José Loureiro que a tudo assistia ao lado de Romário Martins, puxa-o pela manga e pergunta-lhe como ele havia descoberto que a sombra daquele exato pinheiro havia acolhido o Imperador, sendo essa, uma informação de difícil registro a não ser num diário pessoal ou algo semelhante. Ao questionamento, Romário Martins simplesmente responde que não havia documento algum ou qualquer outro registro, apenas passara pelo local e achara possível que tal evento poderia ter acontecido, por ser o pinheiro tão belo, frondoso e sugestivo.

Fonte: Curitiba – 315 anos de História, Tradição e Identidade. Anthony Leahy. Instituto Memória, 2008.


Alfredo Romário Marins, nascido em Curitiba em 8 de dezembro de 1874 e faleceu em Curitiba em 10 de setembro de 1948, foi um dos principais articuladores do movimento que se intitulou “paranista”.

Homem culto, político e atuante em vários segmentos; um dos fundadores da atual Universidade Federal do Paraná, do Instituto Histórico e Geográfico Paranaense, dos movimentos em defesa do Paraná na Guerra do Contestado e da extinção do Território do Iguaçú, em 1946.

Defendeu sua tese no clássico “História do Paraná”.

Fonte: http://revistas.unipar.br/educere/article/viewFile/842/739

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O que achou desse post? Seu comentário é muito bem-vindo.