quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Guerra do Pente


A Guerra do Pente foi um protesto que teve início em 8 de dezembro de 1959.

O então governador do Estado, Moyses Lupion, iniciou uma campanha para aumento da arrecadação tributária chamada de "Seu Talão Vale um Milhão". A promoção consistia em juntar comprovantes fiscais de compra e trocar por um cupom que daria o direito ao sorteio de um milhão de cruzeiros.

No dia 8 de dezembro o Subtenente aposentado Antonio Haroldo Tavares da Polícia Militar do Estado do Paraná comprou um pente, pelo valor de quinze cruzeiros, no Bazar Centenário da Praça Tiradentes e exigiu o comprovante do comerciante libanês Ahmed Najar, que foi negado. Houve uma discussão entre eles, uma luta corporal e o subtenente terminou por ter sua perna fraturada. Estava iniciado o conflito.

Vale comentar que o comerciante negou-se a emitir o comprovante, pois o valor não se enquadrava nas regras da campanha.

Cento e vinte lojas de árabes, judeus, italianos e brasileiros, mas todos conhecidos como "turcos", foram depredadas, na região onde hoje fica a Praça Tiradentes. Algumas delas totalmente destruídas.

A intervenção policial e de uma guarnição do Corpo de Bombeiros acirraram ainda mais os ânimos dos populares. Houve quebra-quebra generalizado por todo o centro curitibano.

No segundo dia do levante, muitos dos "desordeiros" haviam sido presos. O Exército assumiu o comando de controle do tumulto, que parecia fugir das mãos da Polícia Civil e Militar. Uma ação organizada de forte aparato bélico, com pelotões de soldados armados de baionetas e metralhadoras esvaziaram o centro da cidade.

No terceiro e último dia do protesto, o Exército controlou a cidade. Pontos de ônibus foram alterados de local, realizou-se toque de recolher às 20h00min. O Exército, sob comando do General Oromar Osório, manteve patrulhas que circulavam pelas ruas na tentativa de evitar a desordem. A interferência do Exército determinou o encerramento da baderna predatória.


3 comentários:

  1. OLÁ...LEGAL ESSA HISTÓRIA...NASCI AQUI E CRIADA AQUI TENHO MUITO ORGULHO E AMO ESSA CIDADE, NESSA ÉPOCA DA GUERRA DO PENTE EU TINHA 8 ANOS DE IDADE, LEMBRO DE TER OUVIDO ALGO SOBRE UMA GUERRA E DESTRUIÇÃO NA CIDADE, POIS MORAVA NA VILA CAPANEMA ONDE HOJE É A RODOFERROVIÁRIA, TENHO MUITAS SAUDADES DAQUELES TEMPOS, ESTOU PROCURANDO FOTOS DAS CASAS ONDE MORÁVAMOS, ALI MORAVAM AS FAMÍLIAS DOS FUNCIONÁRIOS QUE TRABALHAVA NA REDE FERROVIÁRIA ASSIM COMO MEU PAI HOJE APOSENTADO COM 86 ANOS, GOSTO DE FUTRICAR O PASSADO POIS TIVE UMA INFÃNCIA POBRE MAS EXELENTE...ABRAÇOS.

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  2. ola. sou estudante de historia da puc. pretendo fazer minha monografia sobre este episodio tão singular da historia da nossa cidade. Tenho esbarrado numa dificuldade latente, que é a falta de fontes, pois apesar de ter sido a maior revolta popular de Curitiba, não está sendo uma tarefa das mais fáceis. Mas se nós que moramos aqui, não nos empenharmos para contar a nossa história, então quem é que vai contá-la? Gostaria de contar com qualquer ajuda que puder receber.
    Meu email para contato: rondineimachado@gmail.com
    Desde já, agradeço.

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    1. Oi Rondinei! Mandei um email para você com informações muito interessantes sobre a Guerra do Pente. Boa sorte com a sua monografia e se não for pedir demais, quando estiver publicada, poderia me passar uma cópia?

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