quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Casarão dos Parolin



Ficou conhecida pelo nome da família de origem italiana que no início do século veio a construir como moradia e sede da chácara que deu origem ao bairro da Vila Parolin.
Segue modelo arquitetônico muito apreciado pelos imigrantes do sul do Brasil: casa térrea com sótão habitável obtido pela acentuada inclinação das duas águas do telhado.
A fachada principal é vazada, no terreno, por várias janelas; e no sótão, por duas portas abertas para um balcão e três óculos circulares de ventilação de forro. São elementos ornamentais de madeira os lambrequins do beiral e o guarda - corpo do balcão.

O casarão é tombado pelo estado do Paraná por sua importância histórica, mas pelas fotos, fica evidente que o casarão carece de cuidados. O imenso terreno praticamente no cruzamento da Rua Brigadeiro Franco com a Av. Presidente Kennedy, deve ter um valor de mercado estratosférico. Lembro que há muito tempo atrás houve uma forte discussão entre o governo de São Paulo e os descendentes de uma importante família da cidade, herdeiros de um casarão em plena Avenida Paulista. O patrimônio histórico da cidade pretendia preservar o casarão, já a familia pretendia que o casarão desabasse para que então, o terreno servisse para construção de algum grande empreendimento imobiliário, rendendo verdadeira fortuna aos herdeiros. Não me recordo o desfecho dessa pendenga. Fico pensando se a história estaria se repetindo no caso desse casarão. Se for esse o caso, fica difícil dizer quem está certo ou quem está errado. Até onde o poder público pode interferir no que é privado. Me parece que a solução que está sendo dada, por exemplo, no caso do Castelinho do Batel, foi muito bem pensada.
Observem que no Casarão dos Parolin há até um buraco na parede lateral da casa, provavelmente para dar acesso à criminalidade. Uma pena!

6 comentários:

  1. Olá! Sou de SP, mas como sou fã de Curitiba e sempre estou por aqui apreciando suas belas fotos. Parabéns!
    Se não me engano talvez vc esteja se referindo ao Casarão da Família Matarazzo (Av. Paulista x Rua Pamplona), ainda não construiram nenhum arranha céu no terreno, mas infelizmente o interesse econômico prevaleceu em detrimento da memória e o casarão foi demolido, hoje é um estacionamento (poderá apreciar a "bela" imagem no Google).
    Abraços,
    Claudio

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  2. OI Claudio. É isso mesmo. Não sabia do desfecho dessa história. Uma penas realmente.

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  3. Olá, sou visitante fã de Curitiba e até estive recentemente (13.01.2012) e aprecio os imóveis antigos da cidade, bem como a cidade em si como um todo. quando voltar a Curitiba, vou querer ver ainda de pé esse casarão sob o qual fiquei sabendo apenas agora, depois que cheguei aqui no Rio.Em Nova Iguaçu houve idêntica questão acerca de uma velha fazenda dos tempos dos cafezais aqui na região cuja disputa foi parar nos tribunais. O casarão foi destruído por incêndio, apesar de ter sido tombado.Ainda restam ruínas. Vamos preservar o que é nosso.

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  4. Oi Charles. Coincidentemente estive de volta ao Casarão dos Parolin nessa semana e fiquei mais feliz com o que encontrei. Não que o Casarão esteja sendo restaurado, mas o buraco na parede foi tapado, o terreno todo foi cercado, há um vigilante no local e vários pontos do gradil que cerca agora o casarão, encontrei símbolos da Maçonaria, ou seja, pelo que entendi essa irmandade irá toma conta do local. Uma boa notícia, creio eu.

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  5. Fiquem felizes! O casarão dos Parolin foi assumido e reformado pela Maçonaria!
    Morei no bairro a vida toda e sempre me entristecia ver o estado que se encontrava. Agora está lindo, como nunca deveria ter deixado de ser!

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    1. Oi Lincoln. Sim, tive a oportunidade de visitar o casarão depois de reformado. Fiz uma outra postagem pós-reforma.

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