sábado, 12 de fevereiro de 2011

Suite Vollard



O Edifício Suite Vollard fica no Bairro Mossunguê (ou como gostariam alguns, Ecoville) e trata-se do primeiro edifício giratório do mundo. Cada apartamento, são apenas 11 unidades (um por andar), gira independentemente dos outros. Um giro completo demora 60 minutos para acontecer. Há logicamente partes fixas no prédio (banheiros, cozinha, área de serviço), girando a parte social e o quarto. O prédio, da construtora Moro, foi inaugurado em 2004 e por muito tempo permaneceu vazio (talvez pelo preço, U$300.000 para um apartamento de solteiro ou casal sem filhos). Não sei quantas unidades foram vendidas até hoje, na internet achei que até 2008 cinco unidades foram vendidas.
O prédio recebeu esse nome em alusão à famosa série de gravuras que Pablo Picasso produziu entre 1930 e 1937 sob encomenda do marchand Ambroise Vollard. O edifício foi lançado durante a exposição de parte dessas gravuras em 2002 no Museu de Arte Contemporânea em Curitiba.

9 comentários:

  1. :O Nem sabia q existia isso!!!!

    Curitiba me encanta!

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  2. Muito louco não é? Você escolhe a vista que quer na hora que desejar. Parece que esse prédio hoje é administrado por uma empresa chamada Spinbuildings.

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  3. Nunca tinha ouvido falar nesse prédio. Curitiba sempre inovadora! Mas é estranho...

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  4. Embora a idéia seja muito interessante, infelizmente esse prédio acabou não dando muito certo. Devido a disputas judiciais envolvendo a Moro Empreendimentos, esse prédio nunca recebeu moradores. Foi leiloado em abril de 2010 mas não apareceu compradores. É uma pena, mas na verdade ele está abandonado... há quase 10 anos.

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  5. Caramba! Um elefante branco! Vi as fotos internas de um desses apartamentos e parece ser bem legal. Que pena.

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  6. Meu caro, veja isto, sobre o prédio. Notícia de 21/04/2012:

    http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1246512

    Prédio giratório pode ir a leilão novamente
    Edifício, que sofreu vandalismo nesta semana, é alvo de diversas ações de penhora

    Penhorado devido a ações cíveis e trabalhistas movidas contra a extinta Construtora Moro, o prédio giratório Suite Vollard poderá ir a leilão novamente nos próximos meses. O objetivo é liquidar as dívidas pendentes que são de responsabilidade da construtora. O edifício já foi a leilão duas vezes por causa de uma ação coletiva movida por proprietários de um edifício, que também pertencia a Construtora Moro. Porém, não chegou a ser vendido.

    Segundo Carmem Borba, advogada dos proprietários do edifício Ravel, no bairro Bigorrilho, que ingressaram com a ação em 2001, a construtora foi condenada a pagar uma indenização em função de problemas na estrutura do prédio. “O prédio giratório foi a única propriedade que ainda estava em nome da Moro quando a ação foi julgada, e por isso foi penhorado”, explica Carmem. De acordo com a advogada, o valor atualizado da ação gira em torno de R$5 milhões. Além dessa ação, a Construtora Moro também é alvo de ações trabalhistas e tributárias.

    A atual proprietária do Suite Vollard é a Piemonte Ltda, do Grupo Inepar (e não a Piemonte Construções e Incorporações, como foi informado em reportagem publicada ontem). Segundo informações de um representante da Moro Construções Civis e Ltda, a transação foi feita antes de o prédio ser penhorado para o pagamento das dívidas e os passivos não foram repassados para a empresa compradora.

    De acordo com o advogado da área cível Leonardo Camargo do Nascimento, do escritório Becker Pizzato e Advogados Associados, a empresa que comprou o edifício não precisa assumir as dívidas atreladas a ele. “Tudo depende da negociação que foi feita entre as partes”, explica. Segundo Nascimento, quando o bem é arrematado em leilão geralmente as dívidas não são transferidas para o comprador. Porém, se a empresa não comprou por arrematação, os passivos podem ser incluídos na negociação.

    Diante da possibilidade do Suite Vollard ir a leilão novamente, a Piemonte Ltda pode solicitar embargo de terceiros, instrumento usado quando o bem que está sendo penhorado não pertence mais a empresa devedora, explica Nascimento. Para isso, no entanto, é preciso que o atual proprietário comprove a compra e que o bem foi penhorado depois da aquisição. Neste caso o leilão pode ser suspenso e o impasse pode permanecer até um acordo ou solução viável para todas as partes envolvidas.

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  7. Prezado Takeuchi,

    Só hoje conheci esse seu esplêndido site! Fiquei fã! Bem rapidinho, repassei para a minha lista de amigos, daqui e do exterior. PARABÉNS pelo belo trabalho!
    Modestamente, vou sugerir que corrija no texto do seu site o nome do edifício - e da série de Picasso: SUITE VOLLARD.
    Um abraço,
    M. Inês

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  8. Oi M. Inês.
    Obrigado pelo acesso ao blog, espero que volte sempre e obrigado também pela correção!
    Grande abraço.

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