sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Casas do Batel 4: Palacete do Batel



Quem circula freqüentemente ou eventualmente pelo Batel, não pode deixar de notar as luxuosas mansões que espalham-se por todo o bairro. Percebe-se que são edificações antigas, indicando que o bairro foi nessa época, o endereço de famílias ricas e influentes.
Consegui uma pequena relação de casas no Batel, que servirá de base para que eu faça novas fotos e inicie aqui, uma pequena série que chamarei de Casas do Batel. Na verdade, essa série já iniciou-se com duas edificações já postadas aqui: o Castelo do Batel, a Casa da Família Miro e a Sociedade Beneficente dos Operários Batel. Por isso, o post de hoje leva o número 4.
O Palacete do Batel, projeto de René Sandresky, foi edificado entre os anos de 1912 e 1914 pela construtora de Maurício Thá para servir de moradia para Hildephonso Rocha e sua família. Transferida a propriedade, em 1922, para o banco Francês e italiano, como pagamento de uma dívida, foi no mesmo ano vendida a Benedito Bandeira Ribas. Quatro anos mais tarde foi adquirida por Hildebrando Cezar Souza de Araújo, comerciante, industrial e prestigioso chefe político do interior paranaense, passando após a sua morte a sua esposa, Leopoldina Conceição de Castro Araújo.
Edificação implantada no meio do terreno, cercada por jardim formado por gramados e touceiras de arbustos geometricamente compostos. A arquitetura, inspirada em modelos franceses da época, demonstra um repertório eclético em que alguns elementos merecem destaque: a torre romântica no ângulo esquerdo, o corpo avançado à maneira das bay-windows, o desenho art nouveau da porta de entrada principal, as marquises de vidro sobre modilhões metálicos e a cobertura, de forte inclinação, entelhada com placas de fibrocimento à semelhança de ardósia, interrompida por uma mansarda disposta no eixo da entrada principal.
O Palacete está em reforma desde novembro/2009 pela construtora Thá (uma das proprietárias do imóvel), que construirá uma torre nos fundos do Palacete para compensar os custos da reforma e manutenção do imóvel, que vinha em estado precário há quase 10 anos. O reforma e a autorização para a construção da torre tem o aval do Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (CEPHA), já que o Palacete foi tombado em 1975 como patrimônio do estado. A condição para a construção da torre foi de que essa em nada alterasse suas características originais.
Acho que essa é a forma mais inteligente de se preservar uma edificação histórica, diferente do que fizeram por exemplo, com a antiga sede social do Clube União Juventus, onde apenas a fachada (um pedaço da casca portanto) foi preservada.
Há um artigo da Gazeta de fevereiro/2010 que conta mais detalhes da recuperação do Palacete do Batel.

3 comentários:

  1. Otra vez hago un pequeño comentario, porque tengo que agradecer los buenos momentos que estoy pasando viendo unas casas que surgen al fondo de mi memoria. Las he visto todas, no sé dónde están, pero las conozco.
    Gracias, Helena

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    1. Oi Helena. A casa desse post fica no Bairro Batel, ao lado do Castelo do Batel.
      Continue a Circular por Curitiba através dos meus posts.
      Obrigado!

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  2. Pues si. ¡Horas me estoy pasando!

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