sexta-feira, 13 de julho de 2012

Marcha das Vadias de Curitiba 2012



Estarei viajando no dia da Marcha, o que é uma pena pois sei que perderei muitas e muitas boas fotos e deixarei de acompanhar um grupo que tem se organizado muito bem, levantando questões importantes relativas a violência contra a mulher. Não sei se vocês viram pela TV, mas o Paraná é o terceiro estado que mais mata mulheres no Brasil e Piraquara (!) é a segunda cidade desse ranking considerando todas as cidades do Brasil. Não dá portanto para fingir que tudo está bem e que essa manifestação não é legítima. Mesmo que você não curta o nome da marcha ou os trajes das meninas, apoie a causa, pois essa é muito importante. Então, marque na sua agenda: concentração amanhã (14/07), no Passeio Público, à partir das 11 horas!

Segue o link para o Manifesto de 2012 da Marcha das Vadias.

E na falta de fotos desse ano, segue algumas minhas do ano passado mesmo!





10 comentários:

  1. SIPZ, a marcha é por uma boa causa, mas o que achei interessante mesmo foi o uso da imagem da araucaria de forma altamente símbolica no cartaz, me fez lembrar daquele monumento grotesco feito com a imagem de araucária lá em Ponta Grossa e que felizmente pegou foto e acabou-se...

    http://b1brasil.blogspot.com.br/2011/06/so-em-ponta-grossapr.html

    Bom findi!

    JOPZ-SUPER-FÃ-DAS-ARAUCÁRIAS

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  2. Oi Jopz. O cartaz foi muito bem bolado. Quanto ao monumento de PGO, bizarro!

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  3. Uma coisa é defender respeito ao sexo feminino.

    Outra coisa muito diferente, seria o desprazer em ter uma filha em um evento desses, vestida como uma .... "profissional do sexo" (melhor assim), segurando um cartaz com a frase "Minha b... é minha arma", e outras insanidades do tipo.

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  4. Oi Peruibense. Eu tenho uma leitura diferente tanto das roupas como de tudo que compõe o protesto, mas importante eh ver pessoas mobilizando-se em defesa de uma causa que acreditam.
    A posição passiva diante desse e de outros tantos temas que deveriam mobilizar massas não ajuda.

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  5. Farei tudo para ir lá, Takeuchi; farei imagens com a minha câmera no celular e as enviarei via e-mail para você. Aproveite a viagem; até a volta.

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    1. Se o tempo estiver bom, tenho certeza de que sera bem agradável a caminhada.

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  6. "A posição passiva diante desse e de outros tantos temas que deveriam mobilizar massas não ajuda."

    Sinto dizer, mas não confunda crítica a algo que só rebaixa o sexo feminino com passividade.

    Se vc quer realmente acreditar que essa marcha é algo útil mesmo, pois que pesquise sobre as frases cabeludas de cartazes em marchas realizadas no eixo Rio/São Paulo, simplesmente impublicáveis, e depois reflita se isso realmente ajuda as mulheres. Segurar figuras como a de um homem com uma cruz em uma mão e uma pedra na outra, demonstra claramente o preconceito de pessoas que pedem o fim do preconceito.

    Ah, sim, eu vi fotos da marcha de 2012 por aí, e não faltam imagens de cartazes igualmente impublicáveis, além de várias moças .... semidespidas, o que deve ser muito normal em uma manhã de inverno curitibano, no meio de uma rua.

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    1. Oi Peruibense. Quando usei a palavra "passividade" não me referia a você (que expõe claramente o seu ponto de vista e num estado democrático tem pleno direito a isso, felizmente, o mesmo vale para essas meninas), mas de um modo mais amplo, onde pessoas tem suas opiniões e até gostariam e mobilizarem-se e não o fazem por passividade ou falta de oportunidade.
      A não-ação dessas meninas certamente contribuiria muito menos para a causa que defendem. Essa marcha dura algumas horas num ano, mas a mobilização e as ações delas ao longo do ano todo, acontece graças a essa marcha. Essa eh a outra leitura que faço, não me limitando as poucas horas da marcha em si.

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  7. Sim, entendi a questão da passividade. Mas me refiro a um fato simples: a causa que essas meninas defendem é reduzida pela própria marcha em si. Basta pensar um pouco.

    Acredita realmente que todos os pais daquelas moças se sentiram orgulhosos de verem as filhas andando pelas ruas daquele jeito? Imagina uma mãe toda orgulhosa mostrando para a vizinha fotos da filha participando desse evento? Isso já diz muito, e nesse caso não se aplica o conceito de "conflitos de gerações". Quem tiver dúvida do que escrevo, pois que veja as fotos do evento em si, em pleno desenvolvimento.

    Se elas estão tão preocupadas com os direitos das mulheres, que protestem contra o aborto seletivo na China, responsável pela destruição de milhões de fetos femininos, o que contribui para a redução da população feminina naquele país, provocando por lá o aumento do número de estupros e de diversas formas de violência contra as mulheres, já que numa sociedade em que as mulheres se tornam minoria, passam a ser mais oprimidas pelo sexo masculino.

    Ah, sim, aproveito para elogiar este blog, que mostra Curitiba de forma muito agradável para o Brasil e o mundo.

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    1. Obrigado pelo elogio ao blog!
      Quanto as mães, talvez algumas não entendam, outras tenham vergonha, assim como outras que devem ter orgulho. Eh a diversidade.

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